Análise tática: Sport 2 x 0 São Paulo!

Prancheta- Sport 2 x 0 São Paulo

Diante do São Paulo, na Arena Pernambuco, o Sport tenha feito talvez o seu melhor jogo nesse Campeonato Brasileiro. Time se mostra maduro e bem mais completo taticamente, com melhor equilíbrio/adaptação entre as fases do jogo. Compacta bem defensivamente, executa bem proposta reativa/transicional quando é necessário e demonstra conteúdo para proposição de jogo(essa é a grande evolução mostrada pela equipe e por Eduardo Baptista). Travou um duelo tático de alto nível contra o São Paulo de Juan Carlos Osorio e venceu merecidamente por 2 a 0. Resultado fruto da imposição e superioridade rubro-negra em sua proposta de jogo nas quatro linhas.
O Sport foi no habitual 4-2-3-1, com variação defensiva para o 4-4-2 em linhas. Tomou a iniciativa e buscou propor o jogo desde o começo, apesar de inicialmente ter encontrado dificuldades para furar o bloqueio são-paulino em fase de ataque organizado. Trocava bons passes lateralmente, tinha a posse e a trabalhava bem progressivamente até trechos da sua intermediária ofensiva, porém, tinha problemas pra encaixar o passe entre as linhas, dar continuidade a certas jogadas e penetrar no sistema defensivo adversário. Defensivamente, predominava posicionamento em bloco médio, caracterizando-se pela compactação curta, defesa em linha alta pra manter a compactação entre os três setores, subidas de pressão com certa constância inicialmente pra forçar o erro na saída de bola adversária, com a primeira linha de marcação(Diego Souza e André) pressionando alto e em fase defesa organizada, em bloco baixo, caracterizava-se pela predominância da fixação individual do winger oposto no ala tricolor. Abaixo, um flagrante do posicionamento defensivo leonino:
Linhas rubro-negras postadas em bloco médio, compactação curta em 20 a 30 metros do campo. Neste caso, apresentam perfeito balanceamento defensivo para o lado da bola. Referência de marcação predominantemente zonal.

Linhas rubro-negras postadas em bloco médio, compactação curta em 20 a 30 metros do campo. Neste caso, apresentam perfeito balanceamento defensivo para o lado da bola. Referência de marcação predominantemente zonal.

Ofensivamente, o Sport desenvolveu ótimas movimentações. Rithely afundava entre os zagueiros para a saída de três, sempre configurava como opção de retorno para reinício da construção ofensiva e chegava na frente pra armar as jogadas do time no último terço ou procurar o último passe de ruptura. Wendel fazia a cobertura do lado esquerdo rubro-negro e dava o primeiro combate no setor quando Renê apoiava, o Sport perdia a posse em campo ofensivo e o adversário tentava a saída em transição rápida por ali. Na linha de 3, Elber e Marlone abriam buscando dar amplitude ao ataque leonino e liberar as chegadas dos laterais com bola vindo de fora pra dentro, mas também fechavam em diagonal pra ser opção na área quando a bola caía no flanco oposto. Diego Souza aprofundava ao centro sem bola pra se juntar a André e topar com a linha defensiva adversária, mas também recuava pra buscar na linha dos volantes na saída de bola e tinha liberdade ofensiva para balanceamento para os lados do campo. Na frente, muita mobilidade de André, com intensa movimentação, saindo pros extremos pra buscar jogo e dar opção de passe vertical ao portador da bola, buscava jogadas pessoais em espaço curto, tentava achar espaços pra fazer o pivô, alternava com Diego Souza na disputa da primeira bola nas ligações diretas e abria espaços na última linha adversária, atraindo movimentação com seus constantes deslocamentos. Leão era possessivo e intenso.
Nos flagrantes abaixo, observa-se um pouco da movimentação ofensiva leonina na partida:
Sport vs São Paulo- Flagrante 4
Sport vs São Paulo- Flagrante 10
Sport vs São Paulo- Flagrante 16
Na primeira imagem, Elber abre o campo pela direita, Samuel Xavier carrega de fora pra dentro, abre o jogo com André, que se locomove em diagonal curta do centro pra direita, e chega na área pra concluir a jogada. Na imagem, Marlone fecha no facão pra área, Renê também fica mais afastado da lateral e Diego Souza balanceia sem bola pra ocupar(bastante aberto) o lado esquerdo do ataque. Na última imagem, Diego Souza balanceia ofensivamente para o flanco direito(setor da bola) pra triangular com Elber e Samuel Xavier, o primeiro ocupa o mesoespaço direito e o segundo fica mais próximo da lateral como linha de passe vertical curta ao portador da bola(Diego Souza). André também “pende” pra direita pra ser opção de passe/tabela em diagonal pra fazer a parede. Nesse flagrante, também é possível ver um pouco do sistema de marcação do São Paulo. Linha de cinco atrás, dois volantes à sua frente e balanceando defensivamente para proteção do lado atacado. Posteriormente no lance, Elber e Samuel Xavier “trocam”. O primeiro vem ocupar o corredor quando o segundo carrega do lado em direção ao centro e encontra Wendel na faixa central, projetando-se com liberdade no espaço vazio no entrelinhas do São Paulo, que foi aberto pela movimentação ofensiva do Sport e pela “gangorra” dos volantes do Tricolor Paulista. Na segunda imagem, Rithely aparece na frente pra armar e tentar a jogada no último terço, porém, não tem opções de infiltração de ruptura da linha defensiva adversária pra acionar. Nessa imagem, Diego Souza aprofunda ao centro pra se juntar a André, Elber alarga o campo pela direita sendo opção de abertura de jogada quando Michel Bastos centraliza pra “encurtar” a linha defensiva, Samuel Xavier novamente vem de fora pra dentro e Marlone afasta da lateral, chegando na área e atraindo o ala do lado oposto ao da bola(Thiago Mendes). Na imagem, 7 jogadores são-paulinos participam ativamente da fase defensiva(linha defensiva+dupla de volantes+Ganso, o responsável por acompanhar a movimentação de Rithely).
Sport vs São Paulo- Flagrante 2
Sport vs São Paulo- Flagrante 8
Sport vs São Paulo- Flagrante 11
Sport vs São Paulo- Flagrante 12
No primeiro frame, Wendel carrega e busca o passe diagonal pra Marlone, que abre o campo na esquerda pra ser opção de abertura de jogada e busca a jogada pessoal pelo lado, enquanto Renê vem por dentro e Diego Souza aprofunda pra chegar como opção de conclusão na grande área, junto a André e o extremo oposto(Elber) que fecha na diagonal sem bola. Repare que os dois volantes participavam ativamente da ação ofensiva. Wendel abrindo o jogo e ultrapassando posteriormente, e Rithely sendo opção de retorno ao centro, mais afastado da dupla de volantes adversária. Isso é a tônica do Sport. Movimentação do quarteto ofensivo e volantes presentes em campo ofensivo. Isso é o que pede o futebol moderno. Que os volantes marquem e joguem. Rithely e Wendel vêm fazendo isso muito bem. No segundo flagrante, Marlone novamente bem aberto na esquerda. André procura o deslocamento na última linha adversária pro setor da bola, assim como Diego Souza um pouco mais atrás, balançando os volantes são-paulinos pro lado da bola. Renê é opção de retorno curto pelo lado e o winger oposto(Elber) novamente fecha a diagonal pra área. Na terceira imagem, Renê chega pra dentro, Marlone abre na ponta, Diego Souza chega na área e André “troca” com Ferrugem(que entrou no lugar de Elber na segunda etapa). O segundo citado vem no centro da área junto a Diego Souza e o camisa 90 chega na segunda trave pra tentar concluir o cruzamento de Marlone. Na última imagem, Renê carrega a bola em diagonal, Marlone passa paralelamente no corredor, Régis(entrou na vaga de Diego Souza no segundo tempo) atrai um volante, Ferrugem afunila sem bola e André busca a locomoção entre o lateral do lado oposto e o zagueiro(São Paulo já tinha trocado a configuração tática, passando de uma linha de 5 para uma linha de 4 na defesa).
Sport vs São Paulo- Flagrante 6
Sport vs São Paulo- Flagrante 7
Sport vs São Paulo- Flagrante 14
André teve participação ativa nos dois gols do Sport. No primeiro gol, o Leão acelera o jogo na transição defesa-ataque. Thiago Mendes se atrasa muito e não consegue recompor a tempo o lado direito defensivo do São Paulo. Marlone tabela com André desde a intermediária defensiva leonina, aciona o camisa 90, que se desloca em diagonal pro flanco esquerdo, atraindo o zagueiro do setor da bola. O camisa 8 faz deslocamento curto para o mesoespaço esquerdo, balançando os volantes paulistas pro setor, abrindo um gigantesco espaço ao centro para uma possível projeção de Diego Souza, e posteriormente, faz a diagonal oposta a de André, saindo do mesoespaço para atacar o vazio às costas do zagueiro(Hudson não conseguiu acompanhá-lo até o final em sua infiltração) que saiu na cobertura de Thiago Mendes para dar combate em cima do centroavante rubro-negro. O zagueiro central sai pra cobertura pelo lado da área, o zagueiro do lado oposto fecha o centro da grande área e o ala oposto(Michel Bastos) fecha na cobertura por dentro com o extremo leonino do flanco oposto ao do cruzamento(Elber). Porém, de nada adiantou. Marlone fez ótimo cruzamento rasteiro, Elber fechou na diagonal, foi mais rápido que Michel Bastos e concluiu para o fundo das redes. No lance do segundo gol, André fez diagonal curta na área, locomovendo-se para a esquerda pra receber próximo da linha de fundo, carregando um zagueiro pra fora do setor, enquanto Marlone entrava no facão pra ser opção na área, atraindo outro marcador e gerando um enorme espaço vazio no centro da área pra Ferrugem atacar em velocidade no facão de ruptura, receber o passe de André(que trabalhou muito bem de costas pra marcação no lance) e marcar.
Já o São Paulo, foi no 3-4-1-2, com variação para o 3-4-3, de acordo com a movimentação/posicionamento de Ganso, que defensivamente afundava ao centro entre Pato e Centurión para compor a primeira linha de marcação tricolor, que exercia uma pressão mais à frente, nos trechos inciais da intermediária defensiva pernambucana. Pato e Centurión davam o primeiro combate aos laterais do Sport quando estes eram os portadores da bola, mas raramente os acompanhavam até a segunda metade da cancha, deixando-os topar com os alas e quando recompunham os lados, era com referência fixamente individual no lateral. Ganso tinha a função defensiva de acompanhar Rithely em campo ofensivo e defensivo, variando seu posicionamento de acordo com a movimentação do camisa 21 rubro-negro, que é um dos caras que fazem o Sport jogar. Sua função de afunilar entre Pato e Centurión se dava muitas vezes nas ocasiões em que Rithely buscava entre os zagueiros Matheus Ferraz e Durval na saída lavolpiana, mas quando isso não ocorria, a primeira linha de marcação são-paulina deixava os zagueiros com um pouco mais de espaço pra progredir com bola na saída em campo defensivo, iniciando o combate com Pato e Centurión em cima dos laterais e Ganso cortando a linha de passe com Rithely. De certo modo, pode-se dizer que a participação/colaboração defensiva de Ganso atrás da linha do meio-campo na fase de defesa organizada tricolor era maior que a de Pato e Centurión. Os alas recuavam para fechar a linha de 5 atrás, com Hudson e Rodrigo Caio à frente dessa linha, rodando defensivamente de acordo com a movimentação da bola pelo setor ofensivo pernambucano. A linha defensiva tricolor, assim como os dois volantes, marcava por zona, com sucessivo sistema de coberturas e sempre que a bola caía por um flanco, o seguinte posicionamento: Ala do setor encosta pra combater o homem da bola na linha lateral, zagueiro daquele lado fica projetado pra cobrir as costas do ala ou travar a linha de passe curta quando André se deslocava, zagueiro central e zagueiro do lado oposto fechavam o centro da área e ala oposto centralizava pra cobertura por dentro. Abaixo, um flagrante do posicionamento defensivo do São Paulo:
Linha de 5 atrás, dois volantes alinhados e Ganso fechando linha com Centurión e Pato. Em números, algo próximo de um 5-2-3/5-2-1-2.

Linha de 5 atrás, dois volantes alinhados e Ganso fechando linha com Centurión e Pato. Em números, algo próximo de um 5-2-3/5-2-1-2.

Na saída de bola do São Paulo, os zagueiros de lado abriam bem, laterais espetavam, “empurrando” os wingers do Sport para trás. Desta forma, o São Paulo tinha superioridade numérica(3×2) contra a primeira linha de marcação do Sport e também na saída pelos lados, já que o atacante do lado da bola costumava cair pelo setor pra ser opção mais à frente, atraindo o lateral do lado da bola e como o winger geralmente fixava no lateral, o zagueiro daquele lado ganhava mais espaço pra progredir com bola do campo defensivo até as proximidades da linha que divide o gramado. Nos momentos de pressão avançada, por vezes os wingers do Sport ficavam indecisos entre pressionar/cortar linha de passe com o zagueiro adversário do seu lado e “largar” o ala ou manter-se próximo ao ala e dar espaço pro zagueiro. Observa-se um pouco disso nos flagrantes abaixo:

Sport vs São Paulo- Flagrante 15

Na primeira imagem, observa-se o 3x2 do São Paulo. A primeira linha de marcação do Sport faz o balanço em função da circulação da pelota na saída de bola, porém, o zagueiro oposto são-paulino fica livre pra virada de jogo, já que Elber fixa no ala-esquerdo são-paulino(Michel Bastos). No segundo frame, a qualidade de Rogério Ceni com a bola nos pés é usada como recurso. Diego Souza e André novamente balanceiam para o lado da bola na pressão alta, com o primeiro pressionando o portador da bola e o segundo fechando a linha de passe com o zagueiro central. No flanco oposto, Elber fica no "meio-termo". Indeciso entre cortar a opção de passe com Edson Silva ou manter-se "colado" em Michel Bastos.

Na primeira imagem, observa-se o 3×2 do São Paulo. A primeira linha de marcação do Sport faz o balanço em função da circulação da pelota na saída de bola, porém, o zagueiro oposto são-paulino fica livre pra virada de jogo, já que Elber fixa no ala-esquerdo são-paulino(Michel Bastos). No segundo frame, a qualidade de Rogério Ceni com a bola nos pés é usada como recurso. Diego Souza e André novamente balanceiam para o lado da bola na pressão alta, com o primeiro pressionando o portador da bola e o segundo fechando a linha de passe com o zagueiro central. No flanco oposto, Elber fica no “meio-termo”. Indeciso entre cortar a opção de passe com Edson Silva ou manter-se “colado” em Michel Bastos.

Inicialmente, o Tricolor Paulista adotou proposta de jogo reativa, buscando impedir a posse progressiva do Sport, negando espaços, sendo agressivo pra induzir ao erro ou manutenção da posse sem objetividade e apostando na transição em velocidade com apoio simultâneo dos alas nos corredores, balanceamento ofensivo muito bem feito por Pato e Centurión(sempre que um abre ou retém a bola pelo seu lado, o outro afunila em diagonal) e Ganso se apresentando como opção pra receber na entrelinha do Sport e tentar o passe ruptor. Observa-se um pouco dessa movimentação do São Paulo nos frames a seguir:

Sport vs São Paulo- Flagrante 3

Sport vs São Paulo- Flagrante 5

Na primeira imagem, pode-se observar que os dois alas ocupam o campo de ataque. Thiago Mendes vem pelo mesoespaço e aciona Centurión na ponta. Ganso aparece sem bola no entrelinhas do Sport, Pato fecha como opção na área, atraindo Samuel Xavier na cobertura por dentro e Michel Bastos é opção pra virada ou pra pegar rebote e reiniciar pela esquerda. No segundo frame, Pato recebe pelo lado esquerdo, faz o corte curto pro meio, atraindo o lateral do setor(Samuel Xavier) "pra dentro", enquanto que Michel Bastos ultrapassa no corredor, Ganso aparece como linha de passe diagonal curto ao centro na entrelinha rubro-negra, Centurión procura a movimentação no facão entre Renê e Durval, e Thiago Mendes ataca o corredor aberto por essa diagonal sem bola sendo opção pra virada longa. No último flagrante, contragolpe são-paulino oriundo de rebote de uma cobrança de falta. Pato carrega de fora pra dentro partindo da esquerda, Centurión procura a infiltração entre os dois homens que ficaram mais atrás e Ganso vem de trás. Nessa situação, Centurión passa e fica em impedimento. Pato aciona Ganso, que vem de frente pra pegar a bola e este dá o passe ruptor para o camisa 11, que se infiltra no meio dos dois homens rubro-negros mais recuados e sai na cara do goleiro. Pato tentou driblar Danilo Fernandes, mas o arqueiro leonino conseguiu detê-lo.

Na primeira imagem, pode-se observar que os dois alas ocupam o campo de ataque. Thiago Mendes vem pelo mesoespaço e aciona Centurión na ponta. Ganso aparece sem bola no entrelinhas do Sport, Pato fecha como opção na área, atraindo Samuel Xavier na cobertura por dentro e Michel Bastos é opção pra virada ou pra pegar rebote e reiniciar pela esquerda. No segundo frame, Pato recebe pelo lado esquerdo, faz o corte curto pro meio, atraindo o lateral do setor(Samuel Xavier) “pra dentro”, enquanto que Michel Bastos ultrapassa no corredor, Ganso aparece como linha de passe diagonal curto ao centro na entrelinha rubro-negra, Centurión procura a movimentação no facão entre Renê e Durval, e Thiago Mendes ataca o corredor aberto por essa diagonal sem bola sendo opção pra virada longa. No último flagrante, contragolpe são-paulino oriundo de rebote de uma cobrança de falta. Pato carrega de fora pra dentro partindo da esquerda, Centurión procura a infiltração entre os dois homens que ficaram mais atrás e Ganso vem de trás. Nessa situação, Centurión passa e fica em impedimento. Pato aciona Ganso, que vem de frente pra pegar a bola e este dá o passe ruptor para o camisa 11, que se infiltra no meio dos dois homens rubro-negros mais recuados e sai na cara do goleiro. Pato tentou driblar Danilo Fernandes, mas o arqueiro leonino conseguiu detê-lo.

Na segunda etapa, atrás do placar, o São Paulo teve que tomar iniciativa e jogar com a posse. Procurava o jogo principalmente pelo flanco direito do ataque e/ou com lançamentos em diagonal pras tentativas de infiltração de Pato no facão no espaço entre Samuel Xavier e Matheus Ferraz, porém, sem muito sucesso. Sport recuou as linhas defensivamente e passou a jogar transicionalmente, apostando nas saídas em velocidade, com André ou Diego Souza carregando no entrelinhas são-paulino ao centro e procurando a dobradinha Ferrugem-Samuel Xavier à direita ou Marlone-Renê à esquerda. O SPFC passou a jogar com uma linha de 4 atrás com a entrada de Luis Fabiano no lugar de Edson Silva. Com isso, o Tricolor Paulista passou a ter um homem mais fixo entre os zagueiros pra dar profundidade e “empurrar” a linha defensiva para trás. E com a entrada de Reinaldo, Michel Bastos passou a atuar no meio-campo. O Sport renovou as energias com Ferrugem e Régis, além de ter mantido a pegada na linha dos volantes mesmo com o cansaço de Wendel e entrada de Rodrigo Mancha. O Sport era mais equilibrado e eficiente dentro de sua proposta. André e Ferrugem perderam duas chances na cara após realizarem boas infiltrações em diagonais opostas para romper a última linha são-paulina. As coisas pioraram para o time paulista com as expulsões de Ganso, Luis Fabiano e do técnico Juan Carlos Osorio. Já não havia mais esperanças praticamente. No final, Ferrugem liquidou a fatura e deu números finais ao jogo.

 

 

 

 

Análise tática: Macaé 2 x 1 Paysandu!

Prancheta- Macaé 2 x 1 Paysandu

No Rio, Macaé e Paysandu protagonizaram um bom duelo taticamente e tecnicamente. Jogo digno de equipes que brigam na parte de cima da tabela da Série B. Duas equipes bem treinadas e encaixadas. Os cariocas levaram a melhor e venceram por 2 a 1. Com o resultado, o Papão saiu do G-4 e ocupa parcialmente a sexta colocação com 22 pontos, a dois pontos do 4º colocado(Náutico). Já o Macaé está em 8º lugar, com 21 pontos, a 3 pontos do G-4 e 5 pontos de diferença para o 9º colocado. Disputadíssima a parte de cima da tabela.
O Paysandu foi no 4-4-2 em linhas, buscando inicialmente a imposição, adiantando as primeiras linhas até trechos iniciais da intermediária adversária para forçar o erro na saída de bola e com a posse, buscava propor e jogar no campo inimigo. Carlinhos e Edinho entravam constantemente em diagonal ofensiva. Com e sem bola. Ambos carregavam curto de fora pra dentro pra gerar os corredores laterais, ocupavam o mesoespaço entre o winger e os volantes adversários enquanto os laterais passavam mais abertos como linhas de passe e fechavam por dentro no entrelinha adversário ou área pra ser opção quando a bola caía no flanco oposto. Principalmente Edinho, mais liso e arisco, procurando as arrancadas e jogadas pessoais pelo meio. No ataque, Souza se deslocava bastante, caindo pelo lado esquerdo do ataque, procurando a movimentação na intermediária ofensiva pra oferecer linha de passe próxima ao portador da bola, fazer o pivô e dar continuidade à posse da equipe paraense. Quando Souza se locomovia, Aylon quase sempre aprofundava pra ser a referência entre os zagueiros e opção pra cruzamento na área. Assim, fazia-se corretamente o balanceamento ofensivo. Quando um sai ou abre pelo lado, o outro fecha.
O time comandado por Dado Cavalcanti demonstrava equilíbrio e sabedoria entre as fases do jogo. Quando se fechava atrás da linha da bola, fazia bem o papel defensivo, caracterizando-se pela compactação curta, correto balanceamento defensivo em função da movimentação da bola para a proteção do lado atacado, espaços reduzidos ao adversário e busca pela saída em velocidade na transição ofensiva após a retomada da pelota, principalmente pela característica de jogo e biotipo dos jogadores de frente, predominantemente mais leves e velozes. Em escanteios defensivos, marcava individualmente no bolo da área e com um jogador(Aylon) marcando a primeira trave.
Já o Macaé, foi no 4-2-3-1, marcando no 4-4-1-1 defensivamente(meia-central participando um pouco mais da compactação atrás da linha da bola, fazendo a “sobra” da linha de meio por vezes), com predominância de posicionamento em bloco baixo, atrás da linha do meio-campo, apesar de alguns momentos de pressão avançada em campo rival após sofrer o gol, ainda na primeira etapa. Em escanteios defensivos, fazia marcação individual no bolo da área e dois jogadores marcavam a primeira trave. No escanteio que originou o gol do Papão, os jogadores do time paraense presentes na área se deslocavam em diagonal na direção da primeira trave e carregam seus marcadores consigo. Gualberto conseguiu se desmarcar em espaço curto e cabecear bem no canto direito do goleiro.
Ofensivamente, caracterizava-se principalmente pela força e velocidade pelos flancos. Na direita, Max apoiava no corredor constantemente, fazendo a dobra com Marquinho, que muitas vezes cortava pra dentro pra buscar o passe em diagonal curta ou virar o jogo e preenchia o mesoespaço pra permitir a ultrapassagem ou abria o campo, permitindo que o lateral-direito carioca pudesse vir e progredir com a bola do lado pro centro. Enquanto atuava como meia-central, Juninho costumava aparecer na diagonal inversa pra procurar a aproximação curta e triangulação pelo lado direito, além de recuar com constância pra buscar jogo na saída de bola e dar opção de passe aos volantes nas proximidades do grande círculo. Na esquerda, Pipico era mais agressivo. Afastava-se da lateral pra permitir a passagem do lateral-esquerdo Diego(que procurava quase sempre a arrancada em alta velocidade na direção da linha de fundo) na virada de jogo centro-esquerda/direita-esquerda e com a bola, procurava pra partir pra cima e buscar o drible pra dentro. Anselmo era procurado na área e também fazia deslocamentos curtos entre os zagueiros e volantes adversários pra tabela curta, parede ou tentativa de jogada pessoal em espaço curto na entrada da área.
Com menos de 30 minutos de jogo, o técnico Marcelo Cabo colocou Éberson na vaga de Gedeil. Éberson entrou pra atuar como meia-central, recuando Juninho para a linha de volantes, com o intuito de ganhar mais qualidade na saída de bola e distribuição de jogo mais atrás. O resultado veio na segunda etapa, logo aos 4 minutos, com gol de empate de Marquinho, em jogada que caracterizava bem sua movimentação. Recebeu na esquerda, o winger do setor(que havia centralizado quando a bola estava sob posse carioca pela meia-esquerda de seu ataque, para a basculação defensiva com a linha de meio) encostou no combate, porém, Marquinho conseguiu cortá-lo e arrumar pra dentro, nenhum volante acompanhou a jogada pra encostar e cobrir o espaço à frente da linha defensiva e desta forma, ele se viu com tempo e espaço pra acertar um chutaço de perna esquerda no ângulo direito do goleiro.
Com o empate carioca, o jogo ficou mais aberto, com os dois times bem intensos e apostando ainda mais em transições velozes. Dado Cavalcanti acionou Carlos Alberto no lugar de Carlinhos pelo lado esquerdo na linha de 4 do meio, procurando mais agressividade e velocidade na progressão com bola dominada. Carlos Alberto deu trabalho por ali, procurando o drible em velocidade e sofrendo muitas faltas. Com a entrada de Misael na vaga de Souza, o ataque do Papão ganhou ainda mais mobilidade. Porém, o pênalti perdido pelo próprio Misael custou bastante caro no final. Assim como vem característica da equipe durante essa Série B, os melhores momentos do Macaé eram essencialmente transicionais. Em contragolpes com igualdade e superioridade numérica em relação ao sistema defensivo adversário e geralmente pegando a defesa com posicionamento mais alto pra dar o bote em campo defensivo e/ou sem a recomposição dos laterais, abrindo um gigantesco espaço para diagonais longas de rupturas. Nesses casos, procurava-se muito as infiltrações e facões de Pipico, jogando no espaço entre Luis Felipe e Thiago Martins e sempre entrando no espaço vazio quando o zagueiro do setor se postava pra dar o bote alto e o lateral não voltava pra fechar o lado. E aos 46 minutos, após sobra de bola na área, o próprio Pipico foi oportunista e virou o jogo.
No final, o Macaé foi premiado por sua competência e entrega até o final. Vem surpreendendo bastante nessa Série B. Antes de começar o campeonato, era cotado como candidato à luta pelo rebaixamento. Hoje, sua realidade é completamente diferente. Dado Cavalcanti também vem realizando um bom trabalho no Paysandu e ao que parece, finalmente encontrou boas condições. Uma diretoria renovada, com mentalidade diferente, moderna e com mais visão futurista. Encontrou dificuldades no início de trabalho no Campeonato Paraense, chegou a “balançar” no cargo, com certas especulações, mas a diretoria corretamente manteve o planejamento com Dado, reforçou o time, contratou com perfil de encaixe na filosofia de trabalho e forma de jogo do treinador e hoje colhe os frutos. Briga na parte de cima e apesar de certas limitações quanto a elenco, tende a chegar forte até o final na briga pelo acesso. Além disso, o clube está mais equilibrado com relação a finanças. Afinal, Dado já enfrentou problemas com salários atrasados em Náutico e Paraná, o que dificultou seu trabalho em determinados aspectos. No Ceará, não teve nenhum problema com isso, porém, foi julgado apenas por resultados e não pelo trabalho em si, sendo vítima do imediatismo e da falta de convicção de dirigentes no início do ano. Agora no Papão, com condições melhores pra se trabalhar e confiança/respaldo por parte dos diretores, espera-se que este talentoso nome da nova geração brasileira de técnicos consiga sua afirmação, afinal, trata-se de um treinador inteligente, extremamente atualizado, com conceitos e métodos de treinamento modernos. Assim como o Macaé, o Paysandu também era considerado candidato a rebaixamento antes da bola começar a rolar na Série B. Sem dúvidas, o futuro próximo das duas equipes parece ser promissor. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos…

 

Análise tática: Sport 1 x 0 Náutico!

Panorama tático inicial da partida. Sport no 4-1-4-1 sem um jogador com característica velocista na beirada de campo, pois Eduardo Baptista optou por testar Diego Souza e Régis mais abertos com Samuel na frente. Náutico no 4-2-3-1, buscando proposição de jogo, intensidade, imposição de ritmo, jogando e ocupando espaços dentro da intermediária defensiva do Sport. Sem a posse de bola, o Timbu também marcava agressivamente, induzindo o adversário ao erro, pressionando independentemente da altura dos blocos ou local de início da marcação, de modo a dificultar a progressão do Sport e saída da defesa pro ataque. O Leão tinha dificuldades pra reter posse, trabalhar e propor o jogo, tendo que jogar de forma mais reativa em boa parte do tempo, marcando em bloco baixo, dentro de sua própria intermediária, caracterizando-se pela compactação curta, negando espaços e buscando a saída rápida, porém, os muitos erros de passe na puxada da transição matavam as jogadas de contra-ataque. Régis e Diego Souza tinham liberdade de progressão em diagonal pra dentro e levaram certo perigo quando realizavam esse movimento(assim que saiu o gol do Sport) Samuel era procurado pra disputar a primeira bola com os zagueiros e buscava a saída do comando do ataque em diagonais curtas para os lados pra buscar a recepção e tentar a jogada/continuidade no fundo do campo e Danilo tentava a aparição em diagonal do centro pra esquerda e também aprofundava por dentro pra dar opção ofensiva ou buscar a infiltração.

Panorama tático inicial da partida. Sport no 4-1-4-1 sem um jogador com característica velocista na beirada de campo, pois Eduardo Baptista optou por testar Diego Souza e Régis mais abertos com Samuel na frente. Náutico no 4-2-3-1, buscando proposição de jogo, intensidade, imposição de ritmo, jogando e ocupando espaços dentro da intermediária defensiva do Sport. Sem a posse de bola, o Timbu também marcava agressivamente, induzindo o adversário ao erro, pressionando independentemente da altura dos blocos ou local de início da marcação, de modo a dificultar a progressão do Sport e saída da defesa pro ataque. O Leão tinha dificuldades pra reter posse, trabalhar e propor o jogo, tendo que jogar de forma mais reativa em boa parte do tempo, marcando em bloco baixo, dentro de sua própria intermediária, caracterizando-se pela compactação curta, negando espaços e buscando a saída rápida, porém, os muitos erros de passe na puxada da transição matavam as jogadas de contra-ataque. Régis e Diego Souza tinham liberdade de progressão em diagonal pra dentro e levaram certo perigo quando realizavam esse movimento(assim que saiu o gol do Sport) Samuel era procurado pra disputar a primeira bola com os zagueiros e buscava a saída do comando do ataque em diagonais curtas para os lados pra buscar a recepção e tentar a jogada/continuidade no fundo do campo e Danilo tentava a aparição em diagonal do centro pra esquerda e também aprofundava por dentro pra dar opção ofensiva ou buscar a infiltração.

O Náutico contava com um flanco esquerdo de ímpeto bastante ofensivo com Gaston Filgueira, que espetava na ponta quando Régis fechava por dentro na basculação defensiva com a linha de meio do Sport e Jefferson Renan fazia a diagonal pra dentro quando a bola caía no flanco oposto e carregava consigo o lateral-direito Vitor de modo a abrir um bom espaço a ser explorado no setor , dando opção de inversão longa ou abertura de jogada quando a bola estava sob posse alvi-rubra na faixa central e proporcionando amplitude ao ataque juntamente com Renato que costumava ficar bem aberto na direita pra ser opção de virada, buscando receber no 1x1 com Renê na ponta. A profundidade é gerada por Josimar, que prende os zagueiros do Sport ao centro. Pelo fato de Régis não ser tão combativo, o Náutico conseguia com força à linha de fundo pela esquerda com Gastón Filgueira pra fazer o cruzamento. Com o intuito de diminuir o ímpeto do Timbu pela esquerda, Eduardo Baptista colocou Samuel(que fazia bem o balanço entre cercar inicialmente ora os zagueiros, ora os volantes) aberto pela direita para acompanhar a passagem de Gastón em fase defensiva( também basculando corretamente como Régis) e procurar dar opção de diagonal entre o zagueiro e o lateral em situação ofensiva, e botou o camisa 10 como uma espécie de "falso 9" na reta final da primeira etapa, o livrando de grandes obrigações na marcação.

O Náutico contava com um flanco esquerdo de ímpeto bastante ofensivo com Gaston Filgueira, que espetava na ponta quando Régis fechava por dentro na basculação defensiva com a linha de meio do Sport e Jefferson Renan fazia a diagonal pra dentro quando a bola caía no flanco oposto e carregava consigo o lateral-direito Vitor de modo a abrir um bom espaço a ser explorado no setor , dando opção de inversão longa ou abertura de jogada quando a bola estava sob posse alvi-rubra na faixa central e proporcionando amplitude ao ataque juntamente com Renato que costumava ficar bem aberto na direita pra ser opção de virada, buscando receber no 1×1 com Renê na ponta. A profundidade é gerada por Josimar, que prende os zagueiros do Sport ao centro. Pelo fato de Régis não ser tão combativo, o Náutico conseguia com força à linha de fundo pela esquerda com Gastón Filgueira pra fazer o cruzamento. Com o intuito de diminuir o ímpeto do Timbu pela esquerda, Eduardo Baptista colocou Samuel(que fazia bem o balanço entre cercar inicialmente ora os zagueiros, ora os volantes) aberto pela direita para acompanhar a passagem de Gastón em fase defensiva( também basculando corretamente como Régis) e procurar dar opção de diagonal entre o zagueiro e o lateral em situação ofensiva, e botou o camisa 10 como uma espécie de “falso 9″ na reta final da primeira etapa, o livrando de grandes obrigações na marcação.

Como já mostrado no último desenho, Régis balanceava corretamente para o lado da bola com a linha de meio, marcando o espaço pelo meio quando a bola caía no extremo oposto, sem manter-se fixo individualmente no lateral adversário. Porém, o mesmo não ocorria com Diego Souza, que fixava-se individualmente no lateral-direito David(que não apoiava de forma tão aguda como Gastón Filgueira e não abria na ponta quando Renato fechava em diagonal em situações que a bola estava mais afastada do seu setor) e não fazia corretamente a basculação defensiva, porém, pelo fato do Sport marcar no 4-1-4-1, 4 componentes da linha média faziam a "gangorra" pro lado da bola, sem deixar tantos espaços entre Diego Souza e o tripé de volantes.

Como já mostrado no último desenho, Régis balanceava corretamente para o lado da bola com a linha de meio, marcando o espaço pelo meio quando a bola caía no extremo oposto, sem manter-se fixo individualmente no lateral adversário. Porém, o mesmo não ocorria com Diego Souza, que fixava-se individualmente no lateral-direito David(que não apoiava de forma tão aguda como Gastón Filgueira e não abria na ponta quando Renato fechava em diagonal em situações que a bola estava mais afastada do seu setor) e não fazia corretamente a basculação defensiva, porém, pelo fato do Sport marcar no 4-1-4-1, 4 componentes da linha média faziam a “gangorra” pro lado da bola, sem deixar tantos espaços entre Diego Souza e o tripé de volantes.

Sem a posse de bola, o Náutico de Moacir Júnior marcava no 4-4-2, iniciando a marcação em bloco médio-alto, com Bruno Alves na mesma altura de Josimar por dentro e encaixando no volante do primeiro passe que afundava ao centro pra buscar com os zagueiros(Rithely), enquanto que o camisa 7 tentava fazer o cerco inicial/para-brisa nos zagueiros adversários. Em determinadas situações, Bruno Alves recuava e compactava na mesma linha de João Ananias e Fillipe Soutto, de modo a espelhar o Sport no meio-campo e reduzir ainda mais os espaços. Era uma marcação agressiva, com os volantes buscando a antecipação quando um jogador mais avançado da linha média ou outro jogador recebia mais à frente de costas, os homens de frente pressionando e buscando forçar os lançamentos ou erros de passe, com a defesa posicionada em linha alta, de forma mais avançada na sua própria intermediária e predominantemente com a fixação individual dos wingers nos laterais adversários. Por vezes, os homens mais avançados não apertavam tanto, porém, a marcação da linha média na intermediária era bastante voraz pra bloquear a posse adversária e forçar o recuo/passes arriscados. A agressividade e compactação do Timbu na marcação contava também com a lentidão e imprecisão do Sport em muitas trocas de passes laterais que visavam manutenção de posse, de modo a facilitar ainda mais as roubadas/recuperações de bola e interceptações de jogadas. Porém, o posicionamento da defesa, em linha alta, fez o Náutico passar por situações de perigo. Em uma delas, Samuel escorou a primeira bola pro facão diagonal de Régis entre o zagueiro e o lateral-esquerdo, porém, a jogada não teve boa sequência. Em outra, Danilo infiltrou em velocidade vindo de trás com boas chances de receber na cara do gol, porém, a arbitragem incorretamente marcou impedimento. Ainda teve uma situação na qual Diego Souza fez uma perfeita diagonal pra receber o lançamento de ruptura nas costas da linha defensiva, porém, o goleiro Júlio César saiu bem e interceptou a jogada.

Sem a posse de bola, o Náutico de Moacir Júnior marcava no 4-4-2, iniciando a marcação em bloco médio-alto, com Bruno Alves na mesma altura de Josimar por dentro e encaixando no volante do primeiro passe que afundava ao centro pra buscar com os zagueiros(Rithely), enquanto que o camisa 7 tentava fazer o cerco inicial/para-brisa nos zagueiros adversários. Em determinadas situações, Bruno Alves recuava e compactava na mesma linha de João Ananias e Fillipe Soutto, de modo a espelhar o Sport no meio-campo e reduzir ainda mais os espaços. Era uma marcação agressiva, com os volantes buscando a antecipação quando um jogador mais avançado da linha média ou outro jogador recebia mais à frente de costas, os homens de frente pressionando e buscando forçar os lançamentos ou erros de passe, com a defesa posicionada em linha alta, de forma mais avançada na sua própria intermediária e predominantemente com a fixação individual dos wingers nos laterais adversários. Por vezes, os homens mais avançados não apertavam tanto, porém, a marcação da linha média na intermediária era bastante voraz pra bloquear a posse adversária e forçar o recuo/passes arriscados. A agressividade e compactação do Timbu na marcação contava também com a lentidão e imprecisão do Sport em muitas trocas de passes laterais que visavam manutenção de posse, de modo a facilitar ainda mais as roubadas/recuperações de bola e interceptações de jogadas. Porém, o posicionamento da defesa, em linha alta, fez o Náutico passar por situações de perigo. Em uma delas, Samuel escorou a primeira bola pro facão diagonal de Régis entre o zagueiro e o lateral-esquerdo, porém, a jogada não teve boa sequência. Em outra, Danilo infiltrou em velocidade vindo de trás com boas chances de receber na cara do gol, porém, a arbitragem incorretamente marcou impedimento. Ainda teve uma situação na qual Diego Souza fez uma perfeita diagonal pra receber o lançamento de ruptura nas costas da linha defensiva, porém, o goleiro Júlio César saiu bem e interceptou a jogada.

Movimentação ofensiva do Sport no lance do gol de Samuel mostra bem a característica de movimentação de seus jogadores, que em boa parte das situações da partida não foi tão explorada, porém, quando foi bem utilizada, resultou em bons frutos. Náutico marca pressão no setor da bola e busca a superioridade numérica, com Fillipe Soutto, Jefferson Renan e Bruno Alves buscando reduzir ao máximo o espaço e bloquear a tentativa de progressão, enquanto que Josimar se projeta pra tentar o cerco/pressão em caso de recuo de bola do portador da pelota, no caso Rithely(que de certo modo trocou um pouco posicionamento com Rodrigo Mancha nessa jogada, com o camisa 5 sendo opção de retorno numa zona mais afastada da linha média adversária ao centro, enquanto o camisa 21 trabalhou jogada no setor direito) para o zagueiro do setor(Ewerton Páscoa). Régis se desloca da ponta(inteligente movimentação sem bola, enquanto Samuel faz a diagonal centro-direita pra ocupar o espaço deixado por Régis, atraindo o zagueiro para a cobertura, já que Régis carregou Gastón Filgueira para fora da linha defensiva alvi-rubra com seu deslocamento) e recebe bem num espaço vazio entrelinhas, com boa margem de progressão em diagonal. Renato fecha por dentro com a linha de meio, ficando em reta próxima ao lateral-direito David, porém, não dá combate, nem tenta ao menos cercar Diego Souza, que recebe a virada justamente no espaço entre ele e o volante João Ananias. Renê dá indício de passagem no corredor aberto pela diagonal do lado oposto feita por Diego Souza e Renato fica com a cabeça ainda mais fixa no lateral-esquerdo rubro-negro. Diego Souza pega de frente e tabela com Danilo, que aprofundou no entrelinhas pra topar com a linha defensiva adversária, atraiu o lateral-direito David por dentro, girou e acionou de volta Diego Souza, que se projetou no espaço às costas do lateral adversário na grande área. O camisa 87 soltou uma pancada para a defesa de Júlio César, Danilo chegou pro rebote, mas se atrapalhou e dividiu com o goleiro alvi-rubro(segundo as imagens mostradas pela televisão, teria havido falta no lance). A bola sobrou pra Samuel, que fechou em diagonal curta pra concluir na proximidade da pequena área.

Movimentação ofensiva do Sport no lance do gol de Samuel mostra bem a característica de movimentação de seus jogadores, que em boa parte das situações da partida não foi tão explorada, porém, quando foi bem utilizada, resultou em bons frutos. Náutico marca pressão no setor da bola e busca a superioridade numérica, com Fillipe Soutto, Jefferson Renan e Bruno Alves buscando reduzir ao máximo o espaço e bloquear a tentativa de progressão, enquanto que Josimar se projeta pra tentar o cerco/pressão em caso de recuo de bola do portador da pelota, no caso Rithely(que de certo modo trocou um pouco posicionamento com Rodrigo Mancha nessa jogada, com o camisa 5 sendo opção de retorno numa zona mais afastada da linha média adversária ao centro, enquanto o camisa 21 trabalhou jogada no setor direito) para o zagueiro do setor(Ewerton Páscoa). Régis se desloca da ponta(inteligente movimentação sem bola, enquanto Samuel faz a diagonal centro-direita pra ocupar o espaço deixado por Régis, atraindo o zagueiro para a cobertura, já que Régis carregou Gastón Filgueira para fora da linha defensiva alvi-rubra com seu deslocamento) e recebe bem num espaço vazio entrelinhas, com boa margem de progressão em diagonal. Renato fecha por dentro com a linha de meio, ficando em reta próxima ao lateral-direito David, porém, não dá combate, nem tenta ao menos cercar Diego Souza, que recebe a virada justamente no espaço entre ele e o volante João Ananias. Renê dá indício de passagem no corredor aberto pela diagonal do lado oposto feita por Diego Souza e Renato fica com a cabeça ainda mais fixa no lateral-esquerdo rubro-negro. Diego Souza pega de frente e tabela com Danilo, que aprofundou no entrelinhas pra topar com a linha defensiva adversária, atraiu o lateral-direito David por dentro, girou e acionou de volta Diego Souza, que se projetou no espaço às costas do lateral adversário na grande área. O camisa 87 soltou uma pancada para a defesa de Júlio César, Danilo chegou pro rebote, mas se atrapalhou e dividiu com o goleiro alvi-rubro(segundo as imagens mostradas pela televisão, teria havido falta no lance). A bola sobrou pra Samuel, que fechou em diagonal curta pra concluir na proximidade da pequena área.

Na segunda etapa, o Sport voltou com Neto Moura atuando entre as duas linhas de quatro no lugar de Rithely com o intuito de melhorar a qualidade do primeiro passe, porém, depois colocou o camisa 25 mais avançado, com Ronaldo mais na contenção. Samuel buscava o deslocamento pra receber na esquerda e tentar o arranque ou trabalhar com quem caísse no setor, seja Diego Souza, Renê ou até Danilo(antes de sair pra entrada de Ronaldo). O Leão também tentou trabalhar algumas jogadas de fundo com Vitor e Régis na direita, porém, sem muita efetividade. O Náutico tentou ainda mais a imposição de jogo, concentrar mais os ataques pelos flancos, soltando mais os laterais e buscando dar mais "sangue novo" e velocidade na linha de frente com as alterações e pressionar o Sport, que recuou ainda mais suas linhas dentro de sua própria intermediária, mas rebatia mal as bolas e dificilmente ganhava os rebotes/sobras de bola na intermediária. Com estes caindo com os volantes/zagueiros do Náutico, era pressão alvi-rubra, pois quase sempre que uma jogada era destruída, o Timbu conseguia reiniciar. O Sport não conseguia sair pro ataque quando tomava a posse, já que o Náutico buscava o trabalho/marcação pra tentar recuperar logo após que perdia a bola dentro de campo ofensivo e nas bolas longas, Samuel perdia boa parte delas pros zagueiros adversários. Apesar da insistência do Timbu, viu-se um time pouco efetivo e com dificuldades de reverter o volume em situações reais de gol e resultados. Um jogo marcado pela polêmica envolvendo arbitragem, um Sport que deixou a desejar, porém, conseguiu o mais importante(o resultado), pois muitas vezes em 2014 não fez lá grandes jogos, porém, conseguiu alcançar os objetivos na base da organização e muitas vezes segurando resultados com certo sufoco, como foi nesse clássico. Pelo lado do Náutico, viu-se um grupo de jovens aguerridos, que jogaram com muita entrega, tiveram pontos positivos no aspecto de evolução tática e coletiva, porém, ainda há muito o que ser aprimorado e trabalho, oscilações são normais e os resultados também precisam vir, para que se tenha mais confiança e tranquilidade.

Na segunda etapa, o Sport voltou com Neto Moura atuando entre as duas linhas de quatro no lugar de Rithely com o intuito de melhorar a qualidade do primeiro passe, porém, depois colocou o camisa 25 mais avançado, com Ronaldo mais na contenção. Samuel buscava o deslocamento pra receber na esquerda e tentar o arranque ou trabalhar com quem caísse no setor, seja Diego Souza, Renê ou até Danilo(antes de sair pra entrada de Ronaldo). O Leão também tentou trabalhar algumas jogadas de fundo com Vitor e Régis na direita, porém, sem muita efetividade. O Náutico tentou ainda mais a imposição de jogo, concentrar mais os ataques pelos flancos, soltando mais os laterais e buscando dar mais “sangue novo” e velocidade na linha de frente com as alterações e pressionar o Sport, que recuou ainda mais suas linhas dentro de sua própria intermediária, mas rebatia mal as bolas e dificilmente ganhava os rebotes/sobras de bola na intermediária. Com estes caindo com os volantes/zagueiros do Náutico, era pressão alvi-rubra, pois quase sempre que uma jogada era destruída, o Timbu conseguia reiniciar. O Sport não conseguia sair pro ataque quando tomava a posse, já que o Náutico buscava o trabalho/marcação pra tentar recuperar logo após que perdia a bola dentro de campo ofensivo e nas bolas longas, Samuel perdia boa parte delas pros zagueiros adversários. Apesar da insistência do Timbu, viu-se um time pouco efetivo e com dificuldades de reverter o volume em situações reais de gol e resultados. Um jogo marcado pela polêmica envolvendo arbitragem, um Sport que deixou a desejar, porém, conseguiu o mais importante(o resultado), pois muitas vezes em 2014 não fez lá grandes jogos, porém, conseguiu alcançar os objetivos na base da organização e muitas vezes segurando resultados com certo sufoco, como foi nesse clássico. Pelo lado do Náutico, viu-se um grupo de jovens aguerridos, que jogaram com muita entrega, tiveram pontos positivos no aspecto de evolução tática e coletiva, porém, ainda há muito o que ser aprimorado e trabalho, oscilações são normais e os resultados também precisam vir, para que se tenha mais confiança e tranquilidade.

 

 

 

 

 

Análise tática: Náutico 1 x 0 Salgueiro

Prancheta- Náutico 0 x 0 Salgueiro

O Náutico começou o hexagonal final do Campeonato Pernambucano com um empate sem gols com o Salgueiro em jogo morno na Arena Pernambuco. O Timbu demonstrou alguns aspectos interessantes, com uma equipe nova, muito jovem, totalmente reformulada e que tende a oscilar bastante ainda e também tende a demorar um pouco mais pra engrenar e dar liga.

O Salgueiro, que manteve uma boa base da equipe que jogou o Pernambucano e divisões de acesso do Campeonato Brasileiro nos últimos anos, foi a campo num 4-3-2-1, com boa movimentação de Kanu, Valdeir e Lúcio. Os dois últimos citados tinham liberdade de circular atrás de Kanu, invertendo de lado, caindo por fora e por dentro e procurando aprofundar pra chegar na área e topar com a linha defensiva alvi-rubra quando Kanu procurava seus deslocamentos e/ou tentava as jogadas pelos lados do campo. Por vezes, Vitor Caicó se projetava mais à frente(enquanto que Rodolfo Potiguar e Moreilândia não chegavam muito à frente na intermediária, por serem de características mais defensivas) e entrava na área pra ser opção quando a bola caía pelo flanco.
O Carcará mantinha e buscava trabalho da posse em campo ofensivo, porém, tinha pouca efetividade e dificuldades de progressão quando o Timbu marcava mais agressivamente na sua intermediária defensiva. Procurava bastante a movimentação do trio mais avançado, quase sempre com um jogador buscando a movimentação e diagonal de ruptura na última linha adversária na grande área, principalmente quando a bola caía no flanco oposto, dando opção de cruzamento ou virada diagonal, mais predominantemente da direita pra esquerda, com o apoio do lateral-direito Marcos Tamandaré. Em fase defensiva, marcava em bloco baixo, na sua própria intermediária, com 7 jogadores ou mais atrás da linha da bola, contando com o balanceamento defensivo do tripé de meio para o lado da bola de acordo com a circulação da mesma, e por vezes com Lúcio e/ou Valdeir ocupando espaço e compactando na linha de meio. Por vezes, o Náutico encontrava espaços pra sair do lado pra dentro quando Vitor Caicó falhava na basculação defensiva do tripé de meio e não fechava no espaço mais apropriado ao centro, mais próximo dos outros dois componentes(Rodolfo Potiguar e Moreilândia).
O 4-2-3-1 do Náutico apostava em transições velozes e num jogo mais direto, com enfiadas e bolas longas buscando as diagonais e rupturas dos homens de frente quando defesa do Salgueiro subia em linha alta na sua própria intermediária defensiva. Inicialmente, João Paulo buscava fechar em diagonal pra encostar em Josimar e chegar na área quando a bola caía no lado oposto. Pela direita, Bruno Alves buscava dar velocidade e centralizar em diagonal curta pra tentar acelerar o jogo/transição. Time alvi-rubro apresentava intensidade, rapidez em suas ações e boas movimentações, porém, não conseguia chegar com tanta efetividade. Sem a posse de bola, postava-se no 4-4-2 com duas linhas de quatro, posicionamento defensivo em bloco baixo e geralmente com os wingers fixando-se individualmente nos laterais, de modo que apenas 3 componentes da linha média basculavam pro lado atacado. Não cedia o contra-ataque pro Salgueiro, conseguia matar as jogadas sem lá grandes dificuldades, tendo uma atuação defensivamente segura.
Na segunda etapa, o Náutico passou a jogar mais com a bola, ter mais a posse em campo ofensivo, porém, tinha dificuldades de propor jogo pelo pobre repertório e falta de alternativas pra criar/ocupar espaços e penetrar. Esbarrou de certo modo, no pouco tempo de trabalho e falta de um entrosamento mais apurado. O Salgueiro passou a jogar mais em velocidade na transição defesa-ataque, quando o Náutico passou a sentir um pouco fisicamente na reta média pra final do jogo. Jefferson Berg teve maior mobilidade em relação a Kanu, procurando as diagonais curtas de ruptura nos espaços entre os componentes da última linha e dando opção de passe/enfiada nas costas da defesa. Lúcio passou a atuar mais pela esquerda, onde foi mais efetivo. Apesar da liberdade que tinha pra inverter com Valdeir na primeira etapa, ele caiu mais pela direita(pé trocado) inicialmente, enquanto Valdeir caiu mais pela esquerda. No segundo tempo, os papéis se inverteram um pouco mais.
No final, um jogo fraco tecnicamente, porém, o Náutico surpreendeu muitos pela vontade e intensidade imposta em vários momentos. Trata-se de um elenco com muitos jogadores jovens, grande parte deles formados nas categorias de base e também com alguns jogadores também jovens, porém, um pouco mais experimentados. Há reforços que ainda não jogaram e que podem acrescentar algo dentro de campo à dinâmica de jogo da equipe. A primeira impressão é de um grupo que quer crescer no meio do futebol, mas que tem muito a evoluir taticamente e coletivamente. Vai precisar de tempo, MUITA paciência, pois a tendência a oscilações é grande e é necessário ter firmeza no projeto. Alguns jogadores mais experientes podem ser importantes pra dar confiança e tranqüilidade aos mais novos, que são jogadores que estão se formando e ainda precisam evoluir em determinados aspectos/fundamentos. É uma solução interessante para a atual situação financeira do Náutico, que sofreu muito com salários atrasados nos últimos anos e teve a imagem do clube muito manchada por isso e outros problemas em questões trabalhistas. Logo, busca-se reduzir a folha para que se possa pagar em dia e usar do potencial da base, porém, tem que ter calma com os que tão subindo, pois muitos deles estão estreando em futebol profissional. Como disse antes, pode ser que demore a encaixar e dar liga. Pelo lado do Salgueiro, trata-se de um time muito mais cascudo, com muitos jogadores experientes. Pode ser que surpreenda e vá longe, e se passar para a fase final, a experiência pode ser um fator decisivo em jogos de mata-mata. Enfim, vamos ver o que vai rolar.

 

Análise tática: Santa Cruz 0 x 3 Sport!

Prancheta- Santa Cruz 0 x 3 Sport

No Arruda, Santa Cruz e Sport fizeram um jogo disputado até trechos da segunda etapa, com o Tricolor jogando duro, marcando forte e dificultando as ações do Sport. O mesmo acontecia pelo outro lado. Porém, com o primeiro gol leonino, o Santa Cruz não soube lidar com a situação de inferioridade no placar para buscar a reversão do resultado. Nisso, a falta de entrosamento acabou pesando. O Sport aproveitou os espaços deixados pela defesa tricolor e ampliou ainda mais sua vantagem. Resultado final: 3×0 para o Leão da Ilha do Retiro no primeiro jogo do hexagonal final do Campeonato Pernambucano, que ainda conta com Náutico, Salgueiro, Central e Serra Talhada.
O Santa Cruz marcava no 4-4-2 em linhas, por vezes iniciando a marcação na saída de bola do Sport, com Betinho e Waldison subindo a pressão para forçar o erro e tentar roubar alto ou forçar a ligação direta pro ataque, porém, muitas vezes não eram agressivos, permitindo a troca de passes e circulação da pelota por parte da equipe rubro-negra por meio de toques laterais em seu campo defesa, estudando o jogo e tentando articular a saída da defesa pro ataque. Rithely vinha buscar ao centro e por vezes afundava entre os zagueiros, porém, em grande parte das situações, ocupava o meio-campo e era opção de retorno na intermediária. Dentro de seu campo, o Santa dificultava e negava espaços à progressão do Sport em campo ofensivo, e o time leonino optava por não se arriscar muito, buscando a manutenção da posse de bola dentro do possível. Abaixo, um flagrante das duas linhas de 4 do Santa Cruz:
Flagrante das duas linhas de quatro do Santa Cruz do 4-4-2 posicionadas em bloco baixo e com curta distância entre si. Nesse caso, o winger oposto se posiciona na mesma reta do lateral(que encaixa em Elber, que fecha no facão diagonal do lado oposto ao da bola pra dentro), fazendo corretamente a basculação defensiva com a linha de meio.

Flagrante das duas linhas de quatro do Santa Cruz do 4-4-2 posicionadas em bloco baixo e com curta distância entre si. Nesse caso, o winger oposto se posiciona na mesma reta do lateral(que encaixa em Elber, que fecha no facão diagonal do lado oposto ao da bola pra dentro), fazendo corretamente a basculação defensiva com a linha de meio.

Com a bola, o Santa Cruz do técnico Ricardinho contava com boa mobilidade de Thiaguinho, que saía da ponta pra buscar movimentação ao centro e tentar o arranque vertical nos contragolpes e também com Pedro Castro, que buscava jogadas pra dentro na ponta direita. Pelos lados, Moisés espetava pela direita pra ser opção de abertura de jogada quando os volantes eram os portadores da bola pelo centro e quando Elber marcava o espaço e não o próprio lateral individualmente(também fixava no lateral em outras situações), ou seja, buscava o posicionamento pra receber de frente pra Renê na lateral, porém, geralmente Elber conseguia fazer corretamente o balanço quando abria-se o jogo e encostar pra dar o primeiro combate no setor. Buscava-se maior volume e densidade pelo lado esquerdo com o apoio de Léo Velozo, juntamente com as projeções de Waldison e/ou Thiaguinho no setor pra trabalhar no fundo. Até conseguia-se algumas faltas na lateral, porém, pouca efetividade. Waldison caía mais nas proximidades do lado esquerdo do ataque, procurando as diagonais nos espaços da linha defensiva adversária e chegadas em velocidade. Levou perigo em duas oportunidades na primeira etapa.
Nessa situação, Santa Cruz busca aceleração da transição e Waldison procura a diagonal de ruptura em velocidade no clarão entre Páscoa e Durval. Em outra situação, buscou a diagonal no espaço entre o lateral-direito Alex Silva e o zagueiro Ewerton Páscoa, porém, o lateral-esquerdo Renê fez muito bem a diagonal defensiva do lado oposto, saiu na cobertura e travou a jogada.

Nessa situação, Santa Cruz busca aceleração da transição e Waldison procura a diagonal de ruptura em velocidade no clarão entre Páscoa e Durval. Em outra situação, buscou a diagonal no espaço entre o lateral-direito Alex Silva e o zagueiro Ewerton Páscoa, porém, o lateral-esquerdo Renê fez muito bem a diagonal defensiva do lado oposto, saiu na cobertura e travou a jogada.

O Sport marcava no habitual 4-1-4-1, adiantando suas linhas até a intermediária defensiva coral, subindo os encaixes, com Joelinton ora cercando os zagueiros, ora tentando tirar a linha de passe com um dos volantes, e bloqueando a transição da defesa para o ataque, de modo a forçar lançamentos e passes/esticadas mais longas. Não era uma marcação agressiva, intensa, sufocante, com intuito de roubar mais próximo do gol. Subia as linhas para forçar o erro e assim, retomar a posse de bola com mais facilidade. Em bloco baixo, negava espaços à progressão e encaixe do passe vertical entre as linhas, fechando muito bem os espaços, com Elber e Régis ora marcando o espaço, ora fixando individualmente nos laterais. Mantia-se sempre a compactação curta, que é característica essencial dos comandados de Eduardo Baptista. Porém, em grande parte da primeira etapa, o Santa Cruz tinha dificuldade de retensão de posse em campo ofensivo por causa das dificuldades pra transitar entre as intermediárias com a marcação mais avançada da linha de meio do Sport. E quando tentava trabalhar na intermediária ofensiva, era pouco efetivo, pois não conseguia criar espaços pra furar as compactas linhas adversárias. Aliás, esta que é uma grande dificuldade da maior parte das equipes quando precisam propor o jogo no futebol moderno. Com a posse, contava com inversões de posicionamento entre Elber e Régis, com o primeiro caindo predominantemente pela esquerda, posicionando-se de forma bem aberta na lateral, buscando dar amplitude e ser opção de virada de jogo longa em diagonal para buscar jogada individual no fundo do campo e o segundo caindo mais pela direita, mas também tendo liberdade de ir por dentro e buscar jogadas na faixa central do campo.
Na segunda etapa, o Santa Cruz começou com velocidade e intensidade, tentando sair rapidamente nos contragolpes, explorando certa lentidão que o Sport demonstrou no início, na execução da transição ataque-defesa, deixando espaços pra que o adversário progredisse com perigo em sua veloz transição defesa-ataque. O Sport passou a contar com maior movimentação de Danilo, que buscava a diagonal centro-flanco pra aparecer na ponta e ser opção de esticada de bola pra tentar jogada de fundo ou cruzamento. Além de Mancha, que dava opção de retorno na proximidade do setor da bola, quando este era o lado direito e juntamente com Rithely, conseguia fazer bem a troca de lado. Joelinton, assim como na primeira etapa, procurava balancear ofensivamente e dar opção pelos lados do campo, porém, o máximo que conseguia era segurar a bola ou provocar faltas, já que recebia predominantemente de costas e perseguido por um dos zagueiros, ora Danny Morais, ora Alemão, dependendo do flanco em que caía.
O primeiro gol do Sport, que veio num pênalti sofrido por Régis e bem cobrado por Danilo, saiu na hora certa e desestabilizou o time do Santa Cruz. Em uma confusão, o jovem atacante Joelinton e o zagueiro Alemão acabaram sendo expulsos pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique. Essas expulsões mexeram no cenário do jogo. Pelo lado do Santa Cruz, o técnico Ricardinho recuou o volante Edson Sitta para o miolo de zaga e buscou dar sangue novo e mais velocidade da linha de meio pra frente com as entradas de Renatinho(lateral de origem, mas que entrou no meio-campo), do meia Raniel(que apresentou boa mobilidade, capacidade de progressão, rapidez e habilidade) e do centroavante Bruno Mineiro, que acabou pouco participando. O Sport passou a posicionar-se defensivamente num 4-1-4, recuando ainda mais suas linhas, compactando-se no seu próprio campo, congestionando a intermediária e tentando a saída em velocidade, porém, acabava perdendo grande parte dos rebotes na intermediária e não tinha uma referência central no ataque, de modo que em toda rebatida, a bola ficava com o Santa Cruz, que tentava dar reinício às jogadas. O Tricolor do Arruda tinha espaços limitados e tentava jogar pelos lados, mas esbarrava no rápido balanceamento defensivo do Sport e quando tentava a jogada em diagonal pro meio, o sistema de marcação do Sport mantinha-se bem postada e não deixava que o Santa desse continuidade. Nos flagrantes abaixo, pode-se observar o posicionamento defensivo do Sport sem a posse de bola quando ficou com 10 jogadores em campo:
Sport- Compactação com 10 jogadores contra o Santa Cruz Sport- Compactação com 10 jogadores contra o Santa Cruz(2)

Pode-se observar o Sport postado no 4-1-4, mantendo a compactação curta e diminuindo os espaços à penetração adversária. Na segunda imagem, observa-se o espaço que o Santa Cruz teve pra trabalhar/circular a bola à frente da linha de meio leonina, pela ausência de uma referência do ataque pra fechar linhas de passe ou fazer o cerco inicial.

O Santa Cruz teve que propor o jogo e deixou muitos espaços em seu campo(devido à sua lenta recomposição) para o Sport explorar uma de suas melhores características: Transição/contragolpe/chegada à frente em velocidade para definir. Nos flagrantes abaixo, pode-se observar a movimentação dos dois gols que decretaram a vitória rubro-negra:

No lance do primeiro gol, o Sport pressionou em campo defensivo, roubou a bola e partiu na transição defesa-ataque em alta velocidade, com muitos jogadores(5 contando com o portador da bola, Régis) na chegada à frente,. Régis acelerou e lançou Rithely por dentro. Ele recebeu de frente pra defesa tricolor, que estava foi adiantar o combate, em linha alta e muito mal posicionada na própria intermediária. Rithely deu o passe de ruptura para Elber que infiltrou no facão de ruptura em diagonal no espaço entre o lateral-direito Moisés e o zagueiro Danny Morais, recebeu e soltou uma pancada sem chances de defesa para o goleiro Bruno.

No lance do primeiro gol, o Sport pressionou em campo defensivo, roubou a bola e partiu na transição defesa-ataque em alta velocidade, com muitos jogadores(5 contando com o portador da bola, Régis) na chegada à frente,. Régis acelerou e lançou Rithely por dentro. Ele recebeu de frente pra defesa tricolor, que estava foi adiantar o combate, em linha alta e muito mal posicionada na própria intermediária. Rithely deu o passe de ruptura para Elber que infiltrou no facão de ruptura em diagonal no espaço entre o lateral-direito Moisés e o zagueiro Danny Morais, recebeu e soltou uma pancada sem chances de defesa para o goleiro Bruno.

Na segunda jogada, Renê enfiou por cima pra Wendel, que apareceu na linha de fundo pela esquerda e cruzou. Repare o péssimo posicionamento dos componentes da linha defensiva tricolor. Edson Sitta fora da área e desalinhado com os outros componentes e Léo Veloso totalmente perdido pra fechar a diagonal defensiva. Elber fechou em diagonal do lado oposto pra área, apareceu no gigantesco espaço vazio e concluiu a jogada pro fundo das redes.

Na segunda jogada, Renê enfiou por cima pra Wendel, que apareceu na linha de fundo pela esquerda e cruzou. Repare o péssimo posicionamento dos componentes da linha defensiva tricolor. Edson Sitta fora da área e desalinhado com os outros componentes e Léo Veloso totalmente perdido pra fechar a diagonal defensiva. Elber fechou em diagonal do lado oposto pra área, apareceu no gigantesco espaço vazio e concluiu a jogada pro fundo das redes.

Pelo lado do Sport, pode-se destacar uma partida muito bem feita taticamente. Time consciente de suas ações, marcando muito bem o Santa Cruz, sabendo se fechar, reter a posse quando não tinha espaço e contava com a dura marcação adversária e sabendo acelerar quando encontrou espaços e um adversário desestabilizado taticamente, psicologicamente e coletivamente. Teve sabedoria pra fazer o resultado e explorar os espaços que teve. Fruto do bom trabalho de longo prazo realizado sob comando do técnico Eduardo Baptista e com a manutenção de uma base do time que fez uma campanha regular e segura no Campeonato Brasileiro do ano passado. Pelo lado do Santa Cruz, nem tudo foi ruim. A equipe procurou igualar as ações, encontrou dificuldades naturais pelo desentrosamento e desvantagem em tempo de trabalho em relação ao adversário, mas conseguiu marcar bem na primeira etapa e esboçou jogo de imposição no início da segunda etapa. A parte física também acabou pesando e uma equipe com pouco tempo de trabalho , treinador novo(Ricardinho é mais um da nova geração de técnicos do futebol brasileiro, que apresentou aspectos táticos modernos e bom potencial na passagem pelo Paraná em 2014), tende a apresentar vulnerabilidades nisso, assim como em situações adversas, mas esse tipo de coisa só pode ser melhorada com tempo, paciência e muito, mas muito trabalho. Foi apenas a estreia. A primeira impressão não pode ser conclusão, há muito o que ser trabalhado focando o Campeonato Pernambucano, já que a equipe coral só participará de uma competição fora do estado em 2014(a Série B do Campeonato Brasileiro), pois não conseguiu vaga pra Copa do Nordeste, nem pra Copa do Brasil. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

 

 

Retrospectiva Brasileirão 2014: Sport!

O ano de 2014 não começou bem para o Leão da Praça da Bandeira. Após o acesso da Série B para a elite do futebol brasileiro, com o elenco ainda em formação, com poucas contratações e sob o comando de Geninho, dos 4 jogos disputados pela fase de grupos da Copa do Nordeste, o Sport tinha perdido dois e empatado dois. Ou seja, estava praticamente eliminado da competição. Com isso, Geninho foi demitido. As expectativas da torcida para aquele ano já não eram das melhores. E quem assumiria o cargo? Muitos nomes como Dorival Júnior, Cristóvão Borges e Guto Ferreira eram especulados. Alguns sites chegaram a cravar acertos com Caio Júnior e Jorginho Campos. Porém, o novo técnico seria um cara que praticamente ninguém conhecia. Para os dois jogos que faltavam, a diretoria leonina chamou o preparador físico, um tal de Eduardo Baptista(tendo o analista de desempenho Pedro Gama como auxiliar) para assumir interinamente o comando do time nos dois jogos que restavam do Nordestão. E ele surpreendeu bastante, fez o ninguém acreditava, fez o Sport ressurgir das cinzas, jogando um futebol moderno, competitivo e eficiente. Venceu o Náutico por 3 a 0 na Arena Pernambuco e o Botafogo-PB por 1 a 0 na Ilha do Retiro, classificando o rubro-negro  para a segunda fase do Nordestão. Também venceu dois jogos pelo Pernambucano e alcançou a marca de quatro vitórias consecutivas no comando interino do Leão. E aí? O que rolou? Eduardo, o filho do seu Nelsinho(sim, o próprio!), foi efetivado no cargo para conquistar a Copa do Nordeste(o que muitos duvidavam), o Campeonato Pernambucano e se tornar a maior revelação do futebol brasileiro no ano de 2014! Senta aqui no banco da frente que a gente te conta essa história!

Time-base do meteórico início de ano leonino, com dois títulos para um treinador de primeira viagem. Eduardo Baptista armou o Sport num 4-2-3-1 que se caracterizava pelo jogo reativo. Jogava no erro adversário, compactando-se atrás da linha da bola em duas linhas de quatro, fazendo encaixes curtos no setor dificultando a progressão adversária, chegada na grande área e encaixe do passe entre a segunda e a última linha. Tinha os wingers acompanhando os laterais adversários até a linha de fundo, enquanto que Aílton voltava com um volante para tirar a linha de passe do/com o mesmo e Neto Baiano fazia o para-brisa defensivo, pressionando os zagueiros e também auxiliando na marcação lá atrás, sendo um dos dois jogadores que marcava por zona na primeira trave nas cobranças de escanteios(no bolo da área marcação individual, assim como foi feito no Brasileirão), e também dando combate no primeiro volante adversário quando necessário. Era um time muito resistente fisicamente, que tinha dois volantes muito altos(Mancha com 1.89 e Páscoa com 1.90), fortes, com muita combatividade e poder de roubada de bola, que faziam muito bem as coberturas, compensações espaciais, perseguições/caças setoriais nos encaixes e que também tinham boa saída pro jogo, principalmente Ewerton Páscoa, que chegava como elemento surpresa na área pra concluir jogada, ocupava espaço vazio e fazia bem o box-to-box predominantemente pelo lado centro-direito. Rodrigo Mancha subia menos, mas um jogo onde se destacou bem nas chegadas ao ataque foi no primeiro jogo da final do Pernambucano contra o Náutico, aparecendo na diagonal do centro pro flanco esquerdo e buscando jogadas de fundo para balançar a linha defensiva adversária. A maior dificuldade da equipe era de proposição de jogo quando tinha espaços mais limitados, apesar de que tinha como uma de suas características essenciais a sabedoria para usufruir e aproveitar dos espaços que o adversário lhe dava. O meia-central do 4-2-3-1(Aílton) recuava bastante para a linha dos volantes para buscar jogo e trabalhar a posse na intermediária, Neto Baiano era mais fixo na área e buscava dar profundidade, prendendo os zagueiros adversários. O camisa 9 foi o goleador leonino no primeiro semestre, caracterizando-se pela sua força física, oportunismo e alta potência na finalização com a perna esquerda. Também chegou a se destacar em jogadas servindo como pivô, fazendo a parede nas situações em que Patric buscava o passe diagonal e fazia o mesmo movimento, já centralizando para concluir. Assim fez dois gols(nos 3x0 contra o Santa Cruz pelo Pernambucano e nos 2x0 do primeiro jogo da final contra o Náutico, além de um gol onde também entrou pelo meio na vitória por 2x0 contra o Porto em Caruaru). Outro jogador que cresceu muito de produção com Eduardo Baptista foi Renê(que estava na lista de dispensas no início do ano). Durante toda a temporada, se mostrou um lateral seguro defensivamente pelo lado esquerdo com o excelente e experiente zagueiro Durval e eficiente na parte ofensiva, com boa leitura de jogo, sabendo cadenciar quando necessário, tendo boa capacidade de chegada no fundo do campo e também criando situações interessantes quando fazia 1-2(jogada na qual Patric é mestre) ou cortava pra dentro, apesar de ter realizado esses movimentos poucas vezes. O ponto mais fraco do time era o zagueiro Ferron pelo lado direito. Mostrava-se muito bom no jogo aéreo ofensivo e defensivo, mas lento para fazer a cobertura do espaço diagonal nas costas de Patric(que acabava deixando esse espaço por vezes pelo ímpeto muito ofensivo) e também vulnerável no 1x1, com a tendência de vitória pessoal para o atacante adversário. Outros jogadores também foram importantes no primeiro semestre. Danilo(lateral-esquerdo que veio por empréstimo do América-MG) que não conseguiu a vaga de titular na sua posição de origem, mas quando entrou como winger pela esquerda, mais avançado, rendeu bem, dando boa dinâmica com Renê no setor, tendo boa mobilidade, além de velocidade e força física, e também com o gol na vitória por 2 a 0 contra o Ceará no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste, num movimento típico de 4-2-3-1 onde ele(o ponta oposto ao lado da bola) fecha no facão diagonal pra área e aparece nas costas do lateral-direito adversário para concluir na segunda trave. O volante Wendel(que veio do Vasco) também teve sua importância pela qualidade para reter a bola e também pela versatilidade, chegando a atuar como winger esquerdo no 1x1 contra o Ceará na grande final do Nordestão em Fortaleza e também entrando no segundo tempo como meia-central em um dos jogos contra o Santa Cruz pelo Pernambucano. Além de Felipe Azevedo, que foi titular em muitos jogos e subiu de produção justamente com Eduardo e Rithely que pouco jogou mas fez um dos gols que classificou o Sport pra final do Nordestão chegando na área como surpresa e cabeceando, como é de sua característica. Jogadores como Leonardo e Renan Oliveira(que chegaram por empréstimo vindos do Atlético-MG) pouco jogaram nas primeiras competições do ano.  Compacto, inteligente, moderno e competitivo! Com esses 4 adjetivos, define-se o Sport do Eduardo Baptista no início do ano.

Time-base do meteórico início de ano leonino, com dois títulos para um treinador de primeira viagem. Eduardo Baptista armou o Sport num 4-2-3-1 que se caracterizava pelo jogo reativo. Jogava no erro adversário, compactando-se atrás da linha da bola em duas linhas de quatro, fazendo encaixes curtos no setor dificultando a progressão adversária, chegada na grande área e encaixe do passe entre a segunda e a última linha. Tinha os wingers acompanhando os laterais adversários até a linha de fundo, enquanto que Aílton voltava com um volante para tirar a linha de passe do/com o mesmo e Neto Baiano fazia o para-brisa defensivo, pressionando os zagueiros e também auxiliando na marcação lá atrás, sendo um dos dois jogadores que marcava por zona na primeira trave nas cobranças de escanteios(no bolo da área marcação individual, assim como foi feito no Brasileirão), e também dando combate no primeiro volante adversário quando necessário. Era um time muito resistente fisicamente, que tinha dois volantes muito altos(Mancha com 1.89 e Páscoa com 1.90), fortes, com muita combatividade e poder de roubada de bola, que faziam muito bem as coberturas, compensações espaciais, perseguições/caças setoriais nos encaixes e que também tinham boa saída pro jogo, principalmente Ewerton Páscoa, que chegava como elemento surpresa na área pra concluir jogada, ocupava espaço vazio e fazia bem o box-to-box predominantemente pelo lado centro-direito. Rodrigo Mancha subia menos, mas um jogo onde se destacou bem nas chegadas ao ataque foi no primeiro jogo da final do Pernambucano contra o Náutico, aparecendo na diagonal do centro pro flanco esquerdo e buscando jogadas de fundo para balançar a linha defensiva adversária. A maior dificuldade da equipe era de proposição de jogo quando tinha espaços mais limitados, apesar de que tinha como uma de suas características essenciais a sabedoria para usufruir e aproveitar dos espaços que o adversário lhe dava. O meia-central do 4-2-3-1(Aílton) recuava bastante para a linha dos volantes para buscar jogo e trabalhar a posse na intermediária, Neto Baiano era mais fixo na área e buscava dar profundidade, prendendo os zagueiros adversários. O camisa 9 foi o goleador leonino no primeiro semestre, caracterizando-se pela sua força física, oportunismo e alta potência na finalização com a perna esquerda. Também chegou a se destacar em jogadas servindo como pivô, fazendo a parede nas situações em que Patric buscava o passe diagonal e fazia o mesmo movimento, já centralizando para concluir. Assim fez dois gols(nos 3×0 contra o Santa Cruz pelo Pernambucano e nos 2×0 do primeiro jogo da final contra o Náutico, além de um gol onde também entrou pelo meio na vitória por 2×0 contra o Porto em Caruaru). Outro jogador que cresceu muito de produção com Eduardo Baptista foi Renê(que estava na lista de dispensas no início do ano). Durante toda a temporada, se mostrou um lateral seguro defensivamente pelo lado esquerdo com o excelente e experiente zagueiro Durval e eficiente na parte ofensiva, com boa leitura de jogo, sabendo cadenciar quando necessário, tendo boa capacidade de chegada no fundo do campo e também criando situações interessantes quando fazia 1-2(jogada na qual Patric é mestre) ou cortava pra dentro, apesar de ter realizado esses movimentos poucas vezes. O ponto mais fraco do time era o zagueiro Ferron pelo lado direito. Mostrava-se muito bom no jogo aéreo ofensivo e defensivo, mas lento para fazer a cobertura do espaço diagonal nas costas de Patric(que acabava deixando esse espaço por vezes pelo ímpeto muito ofensivo) e também vulnerável no 1×1, com a tendência de vitória pessoal para o atacante adversário. Outros jogadores também foram importantes no primeiro semestre. Danilo(lateral-esquerdo que veio por empréstimo do América-MG) que não conseguiu a vaga de titular na sua posição de origem, mas quando entrou como winger pela esquerda, mais avançado, rendeu bem, dando boa dinâmica com Renê no setor, tendo boa mobilidade, além de velocidade e força física, e também com o gol na vitória por 2 a 0 contra o Ceará no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste, num movimento típico de 4-2-3-1 onde ele(o ponta oposto ao lado da bola) fecha no facão diagonal pra área e aparece nas costas do lateral-direito adversário para concluir na segunda trave. O volante Wendel(que veio do Vasco) também teve sua importância pela qualidade para reter a bola e também pela versatilidade, chegando a atuar como winger esquerdo no 1×1 contra o Ceará na grande final do Nordestão em Fortaleza e também entrando no segundo tempo como meia-central em um dos jogos contra o Santa Cruz pelo Pernambucano. Além de Felipe Azevedo, que foi titular em muitos jogos e subiu de produção justamente com Eduardo e Rithely que pouco jogou mas fez um dos gols que classificou o Sport pra final do Nordestão chegando na área como surpresa e cabeceando, como é de sua característica. Jogadores como Leonardo e Renan Oliveira(que chegaram por empréstimo vindos do Atlético-MG) pouco jogaram nas primeiras competições do ano. Compacto, inteligente, moderno e competitivo! Com esses 4 adjetivos, define-se o Sport do Eduardo Baptista no início do ano.

Time da estreia no Brasileirão com empate de 1x1 contra o Santos na Vila Belmiro. O Peixe entrou com alta intensidade na primeira etapa, marcando pressão avançada, dificultando a transição leonina da defesa para o ataque, buscando roubar alto pra sair em velocidade e tendo intensa movimentação no seu 4-2-3-1, com a centralização de Neilton para arriscar de fora da área, o volante Cícero chegando na frente, Leandro Damião dando profundidade, movimentando-se muito pra fazer pivô, tabelar, criar espaço e Gabriel também circulando bastante na intermediária, além das subidas do lateral-direito Cicinho que também tabelava e entrava em diagonal para se desmarcar de Wendel, que tinha dificuldades para acompanhá-lo. Já o Sport mantinha-se fiel à sua proposta. Tentava negar espaços sem a bola, mas não conseguia agredir o adversário. Com isso, buscava a valorização da posse de bola, circulando-a por meio de toques laterais e buscando esfriar o ritmo do jogo e de seu adversário. No segundo tempo, entrou com Rithely e Ananias nos lugares de Ewerton Páscoa e Wendel respectivamente. Rithely deu mais velocidade na transição defesa-ataque e Ananias melhorou a mobilidade pelo lado esquerdo junto com Renê, que passou a apoiar mais na transição ofensiva e levou perigo ao goleiro Aranha com um chute diagonal de fora da área. O Sport era superior e mais organizado naquele momento do jogo. Passava a jogar no campo adversário e encontrava mais espaços na intermediária ofensiva para progredir e acelerar a saída. O primeiro gol foi do Leão e saiu em jogada pela direita com Felipe Azevedo conquistando a vitória pessoal pra cima do lateral-esquerdo Mena e balançando a defesa santista. Um dos zagueiros saiu pra cobertura e o zagueiro oposto fechou com Ananias, que entrou em diagonal esquerda-área e jogou a isca pro zagueiro. O lateral-direito Cicinho não fechou na cobertura por dentro e Neto Baiano projetou-se justamente naquele espaço entre o zagueiro central e o lateral oposto ao flanco da bola para receber o cruzamento e mandar para as redes. Depois do gol, o Sport intensificou sua proposta reativa, porém, acabou sofrendo o empate em um gol muito duvidoso(muitos reclamaram de impedimento no lance) marcado por Gabriel. A estratégia de Eduardo Baptista foi muito feliz, apesar do placar. Cozinhou o jogo como pôde e cansou o adversário, para buscar a vitória na segunda etapa. A experiência como preparador físico também conta muito nessas horas.

Time da estreia no Brasileirão com empate de 1×1 contra o Santos na Vila Belmiro. O Peixe entrou com alta intensidade na primeira etapa, marcando pressão avançada, dificultando a transição leonina da defesa para o ataque, buscando roubar alto pra sair em velocidade e tendo intensa movimentação no seu 4-2-3-1, com a centralização de Neilton para arriscar de fora da área, o volante Cícero chegando na frente, Leandro Damião dando profundidade, movimentando-se muito pra fazer pivô, tabelar, criar espaço e Gabriel também circulando bastante na intermediária, além das subidas do lateral-direito Cicinho que também tabelava e entrava em diagonal para se desmarcar de Wendel, que tinha dificuldades para acompanhá-lo. Já o Sport mantinha-se fiel à sua proposta. Tentava negar espaços sem a bola, mas não conseguia agredir o adversário. Com isso, buscava a valorização da posse de bola, circulando-a por meio de toques laterais e buscando esfriar o ritmo do jogo e de seu adversário. No segundo tempo, entrou com Rithely e Ananias nos lugares de Ewerton Páscoa e Wendel respectivamente. Rithely deu mais velocidade na transição defesa-ataque e Ananias melhorou a mobilidade pelo lado esquerdo junto com Renê, que passou a apoiar mais na transição ofensiva e levou perigo ao goleiro Aranha com um chute diagonal de fora da área. O Sport era superior e mais organizado naquele momento do jogo. Passava a jogar no campo adversário e encontrava mais espaços na intermediária ofensiva para progredir e acelerar a saída. O primeiro gol foi do Leão e saiu em jogada pela direita com Felipe Azevedo conquistando a vitória pessoal pra cima do lateral-esquerdo Mena e balançando a defesa santista. Um dos zagueiros saiu pra cobertura e o zagueiro oposto fechou com Ananias, que entrou em diagonal esquerda-área e jogou a isca pro zagueiro. O lateral-direito Cicinho não fechou na cobertura por dentro e Neto Baiano projetou-se justamente naquele espaço entre o zagueiro central e o lateral oposto ao flanco da bola para receber o cruzamento e mandar para as redes. Depois do gol, o Sport intensificou sua proposta reativa, porém, acabou sofrendo o empate em um gol muito duvidoso(muitos reclamaram de impedimento no lance) marcado por Gabriel. A estratégia de Eduardo Baptista foi muito feliz, apesar do placar. Cozinhou o jogo como pôde e cansou o adversário, para buscar a vitória na segunda etapa. A experiência como preparador físico também conta muito nessas horas.

Assim que o Sport bateu a Chapecoense por 2 a 1 na Ilha do Retiro pela 2ª rodada do Brasileirão, no habitual 4-2-3-1, apesar de mudanças em algumas peças. A equipe catarinense tinha a proposta de usar o contragolpe como sua principal arma, saindo em velocidade. Por jogar em casa, o Sport tentava propor o jogo inicialmente. O primeiro gol leonino saiu com boa participação de Aílton, entrando na área da Chapecoense para concluir em gol. O goleiro defendeu e Rithely, usando de sua característica, a chegada de trás para finalizar as jogadas e pegar as sobras de bola, marcou no rebote. Porém, a Chape empatou num gol que definia bem sua característica. Rapidez na transição defesa-ataque, chegando à frente com 3/4 jogadores. Teve a superioridade numérica no lance e também a inteligência na movimentação/infiltração de seus jogadores para a ruptura na defesa rubro-negra. Só que logo em seguida, Ananias acertou um belo chute de média distância e deixou o Sport em vantagem novamente. A Chapecoense deu trabalho, mas o Sport conseguiu segurar o resultado.

Assim que o Sport bateu a Chapecoense por 2 a 1 na Ilha do Retiro pela 2ª rodada do Brasileirão, no habitual 4-2-3-1, apesar de mudanças em algumas peças. A equipe catarinense tinha a proposta de usar o contragolpe como sua principal arma, saindo em velocidade. Por jogar em casa, o Sport tentava propor o jogo inicialmente. O primeiro gol leonino saiu com boa participação de Aílton, entrando na área da Chapecoense para concluir em gol. O goleiro defendeu e Rithely, usando de sua característica, a chegada de trás para finalizar as jogadas e pegar as sobras de bola, marcou no rebote. Porém, a Chape empatou num gol que definia bem sua característica. Rapidez na transição defesa-ataque, chegando à frente com 3/4 jogadores. Teve a superioridade numérica no lance e também a inteligência na movimentação/infiltração de seus jogadores para a ruptura na defesa rubro-negra. Só que logo em seguida, Ananias acertou um belo chute de média distância e deixou o Sport em vantagem novamente. A Chapecoense deu trabalho, mas o Sport conseguiu segurar o resultado.

Na derrota por 2 a 1 contra o Internacional em Porto Alegre, o Sport foi no mesmo 4-2-3-1 de sempre. Inicialmente buscou apertar a marcação e subir as linhas para pressionar a saída colorada e dificultar a transição entre os setores. Mas logo diminuiu a intensidade com o gol marcado por D’Alessandro em boa jogada cortando da direita pra dentro. O Sport não tinha objetividade com a posse de bola, não conseguia penetrar nem agredir o adversário. A situação só piorou quando o móvel volante Aránguiz apareceu pelo lado esquerdo do ataque colorado e traçou a diagonal no espaço entre Patric e Ferron para receber nas costas da linha defensiva e fuzilar. Na segunda etapa, Eduardo Baptista entrou com Igor e Renan Oliveira nos lugares de Renê e Wendel com o intuito de dar mais ofensividade e dinamismo ao time por aquele setor, além de trazer Aílton para ocupar espaço pelo flanco direito com o intuito de liberar as diagonais e aparições de Patric de fora pra dentro. E deu certo, tanto que o gol leonino saiu justamente numa chegada do lateral-direito pelo meio(mobilidade em campo e aparições em espaços que ninguém espera é uma das características essenciais dele), onde Neto Baiano tirou o zagueiro da área e Patric projetou-se justamente nas costas desse zagueiro para receber e tocar na saída do goleiro para descontar. O Sport, que antes tinha dificuldades para passar pela segunda linha de marcação colorada passou a ter mais facilidade para progredir em campo ofensivo, porém, a insistência leonina não foi suficiente para evitar a derrota.

Nesse híbrido de 4-2-3-1 e 4-4-2 em linhas, o Sport teve uma vitória e duas derrotas. Contra o Coritiba no Couto Pereira, o Leão venceu por 1 a 0, com gol de Rithely pegando rebote de uma cobrança de falta de Neto Baiano defendida pelo goleiro. O Sport manteve proposta reativa, de jogar no erro do Coxa, marcando em duas linhas de quatro, fixando individualmente Renan Oliveira e Augusto nos laterais adversários e deixando Leonardo e Neto Baiano mais à frente. Com a bola, Augusto tinha liberdade de centralizar e buscar as arrancadas na intermediária, enquanto que Renan Oliveira tentava articular a partir da esquerda e Leonardo transitava entre as linhas de meio e ataque, recuando mais para buscar jogo e tentar a progressão no entrelinhas adversário, às costas dos volantes. Contra o líder(e campeão) Cruzeiro em Belo Horizonte, o Sport perdeu por 2 a 0, mas dominou e encurralou o time mineiro na primeira etapa, jogando na base de imposição de estilo de jogo, tendo a posse de bola, jogando na intermediária defensiva adversária, com dinamismo, intensidade e vigor físico pela direita com Patric e Augusto e Leonardo circulando bastante, ora pelo meio, ora aprofundando ao centro pra se juntar à Neto Baiano e topar com a linha defensiva adversária. Sem a bola, mantinha a compactação, fechava espaços, era obediente taticamente e não deixava o Cruzeiro jogar. Porém, na segunda etapa, diminuiu a intensidade de jogo e o Cruzeiro passou a jogar mais compacto atrás da linha da bola, dificultando a progressão e o encaixe do passe entre as linhas, tendo proposta reativa e de aceleração de contragolpes, com Mayke iniciando a transição pela direita, Everton Ribeiro fazendo a diagonal pela esquerda e Marcelo Moreno além de ser opção para o jogo aéreo, também fazia a diagonal curta para ser opção de esticada/passe em profundidade e retenção da posse em campo ofensivo. O que inclusive contrariava a proposta adotada pelo Cruzeiro em todo o campeonato, que foi de posse agressiva e proposição de jogo. Em cobrança de falta, o Cruzeiro conseguiu de certo modo "achar" um gol, com Ricardo Goulart e depois ampliou em cruzamento para Marcelo Moreno, que se posicionou no espaço entre os dois zagueiros(Ferron e Durval) para cabecear. O Sport acabou se complicando, pois sua maior limitação é propor o jogo com espaços reduzidos, porém, mesmo com o resultado negativo, aquele nó tático de Eduardo Baptista em Marcelo Oliveira foi significante. Contra o Corinthians, veio a maior decepção. Uma goleada sofrida por 4 a 1 dentro da Ilha do Retiro. Mas serviu de lição para Eduardo Baptista, que percebeu que o Sport não poderia fugir de suas características(jogo reativo+compactação+transições rápidas) e querer dar um passo maior que a perna. Enfrentou um Corinthians num 4-4-2 em linhas/4-2-3-1 que se caracterizava principalmente pela compactação curta em bloco baixo, jogando transicionalmente e limitando espaços ao time da Ilha do Retiro, que tentava atacar a equipe paulista principalmente pelo flanco esquerdo, com Renan Oliveira e Renê buscando o 2x1 pra cima do lateral-direito Fagner, que não contava com uma proteção forte do winger posicionado pela direita, exigindo que o volante Ralf ajudasse a dar combate no setor para tentar evitar/compensar a superioridade numérica adversária. Com a bola, o Corinthians incomodava bastante com Romarinho, que alternava entre a direita e o centro, flutuava às costas de Rodrigo Mancha e Rithely e traçava diagonais e facões em alta velocidade. Na falta do segundo gol corintiano, entre buscava a infiltração entre Renê e Durval quando foi derrubado. Em outra oportunidade, aproveitou o péssimo posicionamento da defesa leonina, em linha muito alta na situação em questão, fez a diagonal longa pra receber na cara do gol, driblou Rithely(que tentou sair na cobertura) no 1x1 e por muito pouco não marcou. Também foi dele o quarto gol corintiano, fechando em diagonal(Renê não conseguiu acompanhá-lo) pra área no espaço entre o zagueiro oposto ao do cruzamento(que saiu na cobertura do zagueiro da direita, que perdeu no 1x1 pra Guerrero ao tentar sair na cobertura das costas de Patric, que foi subir pressão pela direita). O mapa da mina para o time paulista foi o lado direito da defesa do Sport, com Patric deixando muitos espaços às suas costas que eram aproveitados por Guerrero, que saía em diagonal curta do centro pra esquerda e sempre conquistava a vitória pessoal no mano-a-mano com Ferron, quando buscava a jogada de linha de fundo. 3 dos 4 gols corintianos originaram-se daquele setor. Outro fator que afetou psicologicamente o Sport naquele jogo foi a expulsão do zagueiro Durval, quando o jogo ainda estava 2x1 para o Corinthians. Aquele nó tático de Mano Menezes, serviu para Eduardo Baptista chegar à conclusão de que era essencial manter fidelidade às suas origens e características essenciais.

Nesse híbrido de 4-2-3-1 e 4-4-2 em linhas, o Sport teve uma vitória e duas derrotas. Contra o Coritiba no Couto Pereira, o Leão venceu por 1 a 0, com gol de Rithely pegando rebote de uma cobrança de falta de Neto Baiano defendida pelo goleiro. O Sport manteve proposta reativa, de jogar no erro do Coxa, marcando em duas linhas de quatro, fixando individualmente Renan Oliveira e Augusto nos laterais adversários e deixando Leonardo e Neto Baiano mais à frente. Com a bola, Augusto tinha liberdade de centralizar e buscar as arrancadas na intermediária, enquanto que Renan Oliveira tentava articular a partir da esquerda e Leonardo transitava entre as linhas de meio e ataque, recuando mais para buscar jogo e tentar a progressão no entrelinhas adversário, às costas dos volantes. Contra o líder(e campeão) Cruzeiro em Belo Horizonte, o Sport perdeu por 2 a 0, mas dominou e encurralou o time mineiro na primeira etapa, jogando na base de imposição de estilo de jogo, tendo a posse de bola, jogando na intermediária defensiva adversária, com dinamismo, intensidade e vigor físico pela direita com Patric e Augusto e Leonardo circulando bastante, ora pelo meio, ora aprofundando ao centro pra se juntar à Neto Baiano e topar com a linha defensiva adversária. Sem a bola, mantinha a compactação, fechava espaços, era obediente taticamente e não deixava o Cruzeiro jogar. Porém, na segunda etapa, diminuiu a intensidade de jogo e o Cruzeiro passou a jogar mais compacto atrás da linha da bola, dificultando a progressão e o encaixe do passe entre as linhas, tendo proposta reativa e de aceleração de contragolpes, com Mayke iniciando a transição pela direita, Everton Ribeiro fazendo a diagonal pela esquerda e Marcelo Moreno além de ser opção para o jogo aéreo, também fazia a diagonal curta para ser opção de esticada/passe em profundidade e retenção da posse em campo ofensivo. O que inclusive contrariava a proposta adotada pelo Cruzeiro em todo o campeonato, que foi de posse agressiva e proposição de jogo. Em cobrança de falta, o Cruzeiro conseguiu de certo modo “achar” um gol, com Ricardo Goulart e depois ampliou em cruzamento para Marcelo Moreno, que se posicionou no espaço entre os dois zagueiros(Ferron e Durval) para cabecear. O Sport acabou se complicando, pois sua maior limitação é propor o jogo com espaços reduzidos, porém, mesmo com o resultado negativo, aquele nó tático de Eduardo Baptista em Marcelo Oliveira foi significante. Contra o Corinthians, veio a maior decepção. Uma goleada sofrida por 4 a 1 dentro da Ilha do Retiro. Mas serviu de lição para Eduardo Baptista, que percebeu que o Sport não poderia fugir de suas características(jogo reativo+compactação+transições rápidas) e querer dar um passo maior que a perna. Enfrentou um Corinthians num 4-4-2 em linhas/4-2-3-1 que se caracterizava principalmente pela compactação curta em bloco baixo, jogando transicionalmente e limitando espaços ao time da Ilha do Retiro, que tentava atacar a equipe paulista principalmente pelo flanco esquerdo, com Renan Oliveira e Renê buscando o 2×1 pra cima do lateral-direito Fagner, que não contava com uma proteção forte do winger posicionado pela direita, exigindo que o volante Ralf ajudasse a dar combate no setor para tentar evitar/compensar a superioridade numérica adversária. Com a bola, o Corinthians incomodava bastante com Romarinho, que alternava entre a direita e o centro, flutuava às costas de Rodrigo Mancha e Rithely e traçava diagonais e facões em alta velocidade. Na falta do segundo gol corintiano, entre buscava a infiltração entre Renê e Durval quando foi derrubado. Em outra oportunidade, aproveitou o péssimo posicionamento da defesa leonina, em linha muito alta na situação em questão, fez a diagonal longa pra receber na cara do gol, driblou Rithely(que tentou sair na cobertura) no 1×1 e por muito pouco não marcou. Também foi dele o quarto gol corintiano, fechando em diagonal(Renê não conseguiu acompanhá-lo) pra área no espaço entre o zagueiro oposto ao do cruzamento(que saiu na cobertura do zagueiro da direita, que perdeu no 1×1 pra Guerrero ao tentar sair na cobertura das costas de Patric, que foi subir pressão pela direita). O mapa da mina para o time paulista foi o lado direito da defesa do Sport, com Patric deixando muitos espaços às suas costas que eram aproveitados por Guerrero, que saía em diagonal curta do centro pra esquerda e sempre conquistava a vitória pessoal no mano-a-mano com Ferron, quando buscava a jogada de linha de fundo. 3 dos 4 gols corintianos originaram-se daquele setor. Outro fator que afetou psicologicamente o Sport naquele jogo foi a expulsão do zagueiro Durval, quando o jogo ainda estava 2×1 para o Corinthians. Aquele nó tático de Mano Menezes, serviu para Eduardo Baptista chegar à conclusão de que era essencial manter fidelidade às suas origens e características essenciais.

Foi no 4-3-3/4-1-4-1 que o Sport empatou sem gols com o Grêmio na Ilha do Retiro e bateu por 1 a 0 o Vitória em Feira de Santana e o Bahia na Ilha. Contra o Tricolor Gaúcho, o time jogou de forma mais leve com Leonardo na referência do ataque no lugar de Neto Baiano e Erico Junior pela direita, arrancando verticalmente em direção à linha de fundo e buscando explorar os espaços às costas do jovem lateral-esquerdo Breno. Voltou a jogar em reação, compactando-se no próprio campo e tendo transição mais acelerada com Rithely e Augusto, além de ponteiros rápidos e um centroavante de boa mobilidade. O Grêmio tinha dificuldades pra criar espaços e apostava nas tabelas verticais dos meias vindo de frente com Barcos movimentando-se na linha de zagueiros adversária para fazer o pivô, porém, sua movimentação foi bem contida pelos zagueiros rubro-negros. Na segunda etapa, Eduardo Baptista trocou intensidade por cadência, com as entradas de Wendel e do uruguaio Robert Flores para compor a sociedade triangular com Renê na esquerda. Chegou a criar chances de gol, mas não foi o suficiente para conquistar a vitória. Em Feira de Santana, teve um jogo muito complicado contra um Vitória que jogava num 4-2-3-1 de alta mobilidade na linha dos 3 meias, que marcava alto e fazia pressão para a retomada de bola logo após a perda da posse e ainda em campo ofensivo, encurralando o time do Sport, que por ter jogadores com característica de velocidade/aceleração, mas não ter nenhum com característica de cadência e retenção de posse, não conseguia ter a bola ou prendê-la na frente. As condições do gramado complicavam que a proposta de jogo baseada em contra-ataque fosse bem executada. O 4-1-4-1 do Sport fazia o encaixe perfeito no 4-2-3-1 do Vitória e dificultava a proposição de jogo por parte do time baiano, que não conseguia penetrar e criar espaços. Na segunda etapa, o Sport atingiu seu objetivo. "Achou" o gol. Em uma cobrança de falta de muito longe, Neto Baiano acertou uma pancada de perna esquerda no canto direito do goleiro Wilson. Depois disso, o Sport retraiu ainda mais suas linhas e conseguiu segurar a pressão baiana, já que o Vitória atacava mais na base da vontade do que da organização em si. Contra o Bahia, o Sport tentou propor o jogo e manteve um equilíbrio razoavelmente bom com a parte defensiva, apesar de ter sofrido alguns contra-ataques, porém, nada muito efetivo. A maior dificuldade, novamente, foi de criar espaços. O Sport sabia explorar o espaço que o adversário lhe dava, mas não sabia criá-los. O gol rubro-negro saiu de uma jogada que mostrou o ponto forte de seus dois laterais. Renê chegando à linha de fundo pelo lado da área e Patric fechando em diagonal pra área(muitas vezes ele entra em diagonal pra dentro quando a bola cai no lado oposto). Porém, o camisa 2 furou na tentativa de concluir o cruzamento rasteiro e Mike(o ponta oposto ao lado da bola) que também centralizou na área, mandou para as redes. Com o resultado, o Sport terminou as 9 primeiras rodadas na 9ª colocação e com perspectiva de que poderia mais após a Copa do Mundo.

Foi no 4-3-3/4-1-4-1 que o Sport empatou sem gols com o Grêmio na Ilha do Retiro e bateu por 1 a 0 o Vitória em Feira de Santana e o Bahia na Ilha. Contra o Tricolor Gaúcho, o time jogou de forma mais leve com Leonardo na referência do ataque no lugar de Neto Baiano e Erico Junior pela direita, arrancando verticalmente em direção à linha de fundo e buscando explorar os espaços às costas do jovem lateral-esquerdo Breno. Voltou a jogar em reação, compactando-se no próprio campo e tendo transição mais acelerada com Rithely e Augusto, além de ponteiros rápidos e um centroavante de boa mobilidade. O Grêmio tinha dificuldades pra criar espaços e apostava nas tabelas verticais dos meias vindo de frente com Barcos movimentando-se na linha de zagueiros adversária para fazer o pivô, porém, sua movimentação foi bem contida pelos zagueiros rubro-negros. Na segunda etapa, Eduardo Baptista trocou intensidade por cadência, com as entradas de Wendel e do uruguaio Robert Flores para compor a sociedade triangular com Renê na esquerda. Chegou a criar chances de gol, mas não foi o suficiente para conquistar a vitória. Em Feira de Santana, teve um jogo muito complicado contra um Vitória que jogava num 4-2-3-1 de alta mobilidade na linha dos 3 meias, que marcava alto e fazia pressão para a retomada de bola logo após a perda da posse e ainda em campo ofensivo, encurralando o time do Sport, que por ter jogadores com característica de velocidade/aceleração, mas não ter nenhum com característica de cadência e retenção de posse, não conseguia ter a bola ou prendê-la na frente. As condições do gramado complicavam que a proposta de jogo baseada em contra-ataque fosse bem executada. O 4-1-4-1 do Sport fazia o encaixe perfeito no 4-2-3-1 do Vitória e dificultava a proposição de jogo por parte do time baiano, que não conseguia penetrar e criar espaços. Na segunda etapa, o Sport atingiu seu objetivo. “Achou” o gol. Em uma cobrança de falta de muito longe, Neto Baiano acertou uma pancada de perna esquerda no canto direito do goleiro Wilson. Depois disso, o Sport retraiu ainda mais suas linhas e conseguiu segurar a pressão baiana, já que o Vitória atacava mais na base da vontade do que da organização em si. Contra o Bahia, o Sport tentou propor o jogo e manteve um equilíbrio razoavelmente bom com a parte defensiva, apesar de ter sofrido alguns contra-ataques, porém, nada muito efetivo. A maior dificuldade, novamente, foi de criar espaços. O Sport sabia explorar o espaço que o adversário lhe dava, mas não sabia criá-los. O gol rubro-negro saiu de uma jogada que mostrou o ponto forte de seus dois laterais. Renê chegando à linha de fundo pelo lado da área e Patric fechando em diagonal pra área(muitas vezes ele entra em diagonal pra dentro quando a bola cai no lado oposto). Porém, o camisa 2 furou na tentativa de concluir o cruzamento rasteiro e Mike(o ponta oposto ao lado da bola) que também centralizou na área, mandou para as redes. Com o resultado, o Sport terminou as 9 primeiras rodadas na 9ª colocação e com perspectiva de que poderia mais após a Copa do Mundo.

No período de parada para a Copa do Mundo, muita coisa aconteceu. Lesões de Rodrigo Mancha e Augusto na inter-temporada em Gravatá, no Agreste de Pernambuco; Contratação do jovem e talentoso meia Régis da Chapecoense por R$2,5 milhões, além das contratações do volante Willian(empréstimo vindo do Fluminense), do zagueiro Henrique Mattos(empréstimo vindo do Botafogo-SP) e do experiente lateral-direito Vitor, que estava encostado no Goiás. Nos jogos contra Botafogo(vitória por 1 a 0), Goiás(empate sem gols), Atlético-MG(vitória por 2 a 1) e Figueirense(derrota por 3 a 0), Eduardo Baptista armou um 4-2-3-1 que virava 4-1-4-1 sem a posse de bola com Zé Mário alinhando-se aos volantes(Wendel avançando e Rithely ficando entre as duas linhas de quatro), caracterizando-se pela compactação curta em pouquíssimos metros do campo, posicionamento defensivo em bloco baixo, basculação defensiva perfeita em função da movimentação da bola, com os 5 componentes de meio fazendo corretamente o balanceamento para o lado da bola, contando com a centralização do winger oposto. Wendel assumiu a titularidade ao lado de Rithely, ajudando bastante Renê pela esquerda, fazendo a cobertura/compensação espacial nas suas costas quando o mesmo saía pra caçar e buscando formar um triângulo pela esquerda com a bola, aparecendo pra trabalhar jogo no setor na diagonal do centro pro lado esquerdo. Continuava com proposta de jogo reativa e de saída em velocidade. Contra o Botafogo, teve dificuldades pra reter posse e articular contragolpes, porém, "achou" o gol que Pelé não fez. Neto Baiano, do meio de campo, encobriu o goleiro Andrey. No segundo tempo, o time ganhou mais mobilidade com as entradas de Danilo e Leonardo. O primeiro deu mais velocidade e dinamismo pela esquerda na dobradinha com Renê e o segundo deixou o ataque mais rápido, recuando pra buscar jogo, girando rápido, abrindo o jogo e chegando na área vindo de trás. Defensivamente, o rubro-negro manteve a solidez e não deu espaços ao limitado time do Botafogo, que pouco conseguiu criar. Uma das novidades apresentadas por Eduardo Baptista no período conhecido como "Pós-Copa" foi a saída de três lavolpiana, utilizada por muitos times na Copa do Mundo. No caso do Sport, Rithely é que afundava entre os zagueiros ao centro pra espetar um pouco mais os laterais. Contra o Goiás, foi um jogo duro, travado, de dois times com características de jogo muito similares. Marcação forte e saída em velocidade. O time goiano tentava propor o jogo, mas tinha dificuldades de criar espaços. A posse de bola do Sport também era pouco agressiva e objetiva. Contava com constantes trocas de posições entre Erico Jr e Felipe Azevedo na linha de 3. E a melhor chance leonina veio justamente numa inversão de Erico Jr pro lado esquerdo do campo, onde atraiu o lateral e Zé Mário traçou a diagonal curta do centro pro lado esquerdo da área, penetrando nas costas da marcação e finalizando com perigo para a defesa do goleiro Renan. Na segunda etapa, o Goiás buscou uma referência no 4-2-3-1 pro jogo aéreo ofensivo com a entrada de Bruno Mineiro para dar mais profundidade ao ataque(Assuério era mais móvel e saía muito da área na primeira etapa). O Sport passou a dar mais espaços e ao mesmo tempo não conseguia chegar com eficácia na frente. Em um jogo sonolento e  de poucas chances, o zero a zero foi o resultado mais justo. Diante do Atlético-MG, o Sport realizou marcação forte dentro da própria intermediária, dificultando a ultrapassagem por sua segunda linha e a penetração mineira, porém, errava muitos passes na puxada de contragolpe na transição ofensiva, o que deixava o time improdutivo ofensivamente. No segundo tempo, o primeiro gol leonino veio de um lançamento diagonal de Durval pra entrada do ponta oposto(Felipe Azevedo) no facão entre o zagueiro e o lateral adversário. O segundo veio com o próprio Durval após cruzamento pra área. O Atlético se atirou de vez para o campo de ataque, passando a ocupar totalmente a intermediária defensiva leonina e dando liberdade de movimentação por dentro e por fora para Diego Tardelli para tentar furar o compacto sistema de marcação leonino, que negava espaços em bloco bem baixo e tinha curtíssima distância entre as linhas de defesa e meio. De pênalti, o próprio Tardelli descontou pros mineiros. Contra o Figueirense, o Sport fez talvez o seu pior jogo no campeonato. Simplesmente não agrediu o adversário. Marcou com eficiência atrás da linha da bola somente até certo ponto, quando o Figueira abriu o placar com Léo Lisboa. A partir daí entrou a maior dificuldade do Sport: Ter que propor o jogo com equilíbrio para não deixar espaços aos contra-ataques adversários. Ou seja, jogar para reverter um resultado. Em rápidas transições, o Figueirense fez mais dois gols. Uma com lançamento para a diagonal de Clayton nas costas da linha de zagueiros do Sport e no outro, uma jogada de fundo pela direita, com um cruzamento onde Marco Antônio infiltrou de trás sem acompanhamento e cabeceou sem chances pro goleiro Magrão.

No período de parada para a Copa do Mundo, muita coisa aconteceu. Lesões de Rodrigo Mancha e Augusto na inter-temporada em Gravatá, no Agreste de Pernambuco; Contratação do jovem e talentoso meia Régis da Chapecoense por R$2,5 milhões, além das contratações do volante Willian(empréstimo vindo do Fluminense), do zagueiro Henrique Mattos(empréstimo vindo do Botafogo-SP) e do experiente lateral-direito Vitor, que estava encostado no Goiás. Nos jogos contra Botafogo(vitória por 1 a 0), Goiás(empate sem gols), Atlético-MG(vitória por 2 a 1) e Figueirense(derrota por 3 a 0), Eduardo Baptista armou um 4-2-3-1 que virava 4-1-4-1 sem a posse de bola com Zé Mário alinhando-se aos volantes(Wendel avançando e Rithely ficando entre as duas linhas de quatro), caracterizando-se pela compactação curta em pouquíssimos metros do campo, posicionamento defensivo em bloco baixo, basculação defensiva perfeita em função da movimentação da bola, com os 5 componentes de meio fazendo corretamente o balanceamento para o lado da bola, contando com a centralização do winger oposto. Wendel assumiu a titularidade ao lado de Rithely, ajudando bastante Renê pela esquerda, fazendo a cobertura/compensação espacial nas suas costas quando o mesmo saía pra caçar e buscando formar um triângulo pela esquerda com a bola, aparecendo pra trabalhar jogo no setor na diagonal do centro pro lado esquerdo. Continuava com proposta de jogo reativa e de saída em velocidade. Contra o Botafogo, teve dificuldades pra reter posse e articular contragolpes, porém, “achou” o gol que Pelé não fez. Neto Baiano, do meio de campo, encobriu o goleiro Andrey. No segundo tempo, o time ganhou mais mobilidade com as entradas de Danilo e Leonardo. O primeiro deu mais velocidade e dinamismo pela esquerda na dobradinha com Renê e o segundo deixou o ataque mais rápido, recuando pra buscar jogo, girando rápido, abrindo o jogo e chegando na área vindo de trás. Defensivamente, o rubro-negro manteve a solidez e não deu espaços ao limitado time do Botafogo, que pouco conseguiu criar. Uma das novidades apresentadas por Eduardo Baptista no período conhecido como “Pós-Copa” foi a saída de três lavolpiana, utilizada por muitos times na Copa do Mundo. No caso do Sport, Rithely é que afundava entre os zagueiros ao centro pra espetar um pouco mais os laterais. Contra o Goiás, foi um jogo duro, travado, de dois times com características de jogo muito similares. Marcação forte e saída em velocidade. O time goiano tentava propor o jogo, mas tinha dificuldades de criar espaços. A posse de bola do Sport também era pouco agressiva e objetiva. Contava com constantes trocas de posições entre Erico Jr e Felipe Azevedo na linha de 3. E a melhor chance leonina veio justamente numa inversão de Erico Jr pro lado esquerdo do campo, onde atraiu o lateral e Zé Mário traçou a diagonal curta do centro pro lado esquerdo da área, penetrando nas costas da marcação e finalizando com perigo para a defesa do goleiro Renan. Na segunda etapa, o Goiás buscou uma referência no 4-2-3-1 pro jogo aéreo ofensivo com a entrada de Bruno Mineiro para dar mais profundidade ao ataque(Assuério era mais móvel e saía muito da área na primeira etapa). O Sport passou a dar mais espaços e ao mesmo tempo não conseguia chegar com eficácia na frente. Em um jogo sonolento e de poucas chances, o zero a zero foi o resultado mais justo. Diante do Atlético-MG, o Sport realizou marcação forte dentro da própria intermediária, dificultando a ultrapassagem por sua segunda linha e a penetração mineira, porém, errava muitos passes na puxada de contragolpe na transição ofensiva, o que deixava o time improdutivo ofensivamente. No segundo tempo, o primeiro gol leonino veio de um lançamento diagonal de Durval pra entrada do ponta oposto(Felipe Azevedo) no facão entre o zagueiro e o lateral adversário. O segundo veio com o próprio Durval após cruzamento pra área. O Atlético se atirou de vez para o campo de ataque, passando a ocupar totalmente a intermediária defensiva leonina e dando liberdade de movimentação por dentro e por fora para Diego Tardelli para tentar furar o compacto sistema de marcação leonino, que negava espaços em bloco bem baixo e tinha curtíssima distância entre as linhas de defesa e meio. De pênalti, o próprio Tardelli descontou pros mineiros. Contra o Figueirense, o Sport fez talvez o seu pior jogo no campeonato. Simplesmente não agrediu o adversário. Marcou com eficiência atrás da linha da bola somente até certo ponto, quando o Figueira abriu o placar com Léo Lisboa. A partir daí entrou a maior dificuldade do Sport: Ter que propor o jogo com equilíbrio para não deixar espaços aos contra-ataques adversários. Ou seja, jogar para reverter um resultado. Em rápidas transições, o Figueirense fez mais dois gols. Uma com lançamento para a diagonal de Clayton nas costas da linha de zagueiros do Sport e no outro, uma jogada de fundo pela direita, com um cruzamento onde Marco Antônio infiltrou de trás sem acompanhamento e cabeceou sem chances pro goleiro Magrão.

Diante do Flamengo, o Sport foi num 4-4-2 em duas linhas de quatro, com Wendel e Augusto abertos, deixando o garoto Ronaldo ao lado de Rithely na cabeça de área e Felipe Azevedo mais próximo de Neto Baiano por dentro.  Jogava de forma reativa, mas também controlando bem a posse de bola para abafar a pressão/intensidade do time carioca, mas também pouco criava. Uma de suas poucas oportunidades foi num lançamento de Rithely para o facão diagonal de Augusto, infiltrando nas costas da linha defensiva pra ficar na cara do gol, porém, acabou desperdiçando a chance. Eduardo Baptista tentou dar mais criatividade com a entrada de Zé Mário pelo lado direito do campo, porém, não deu muito resultado. O Flamengo intensificava seus ataques pela esquerda, porém, tinha pouca objetividade na sua posse e pouca organização pra criar os espaços diante das compactas linhas pernambucanas. Porém, de tanto insistir, acabou sendo premiado no final do jogo. Após cruzamento de João Paulo, Eduardo da Silva posicionou-se entre os zagueiros Ferron e Oswaldo para cabecear e marcar.

Diante do Flamengo, o Sport foi num 4-4-2 em duas linhas de quatro, com Wendel e Augusto abertos, deixando o garoto Ronaldo ao lado de Rithely na cabeça de área e Felipe Azevedo mais próximo de Neto Baiano por dentro. Jogava de forma reativa, mas também controlando bem a posse de bola para abafar a pressão/intensidade do time carioca, mas também pouco criava. Uma de suas poucas oportunidades foi num lançamento de Rithely para o facão diagonal de Augusto, infiltrando nas costas da linha defensiva pra ficar na cara do gol, porém, acabou desperdiçando a chance. Eduardo Baptista tentou dar mais criatividade com a entrada de Zé Mário pelo lado direito do campo, porém, não deu muito resultado. O Flamengo intensificava seus ataques pela esquerda, porém, tinha pouca objetividade na sua posse e pouca organização pra criar os espaços diante das compactas linhas pernambucanas. Porém, de tanto insistir, acabou sendo premiado no final do jogo. Após cruzamento de João Paulo, Eduardo da Silva posicionou-se entre os zagueiros Ferron e Oswaldo para cabecear e marcar.

No empate por 1 a 1 contra o Atlético-PR na Ilha do Retiro, o Sport contou com a estreia do meia Régis. Com isso, assim como no jogo contra o Flamengo, o Sport deixava de marcar no 4-1-4-1 que vinha sendo usado sem a bola nos primeiros jogos do período pós-copa e passava a marcar no 4-4-2 em linhas. Contra o Atlético-PR, o Sport teve algumas dificuldades na transição da defesa pro ataque quando o Atlético-PR subia suas linhas. Os laterais leoninos espetavam quando Rithely afundava, porém, o portador da bola tinha poucas opções de passe, travadas pela subida de pressão paranaense, com isso, muitas vezes o Sport era obrigado a usar da ligação direta. Em fase de ataque organizado, o Leão tentava atacar pelos lados do campo, principalmente pela direita com Erico Jr buscando alargar o campo e fazer a dobradinha com Patric pra cima, enquanto que do lado oposto Felipe Azevedo também fechava a diagonal curta pra dentro pra gerar o corredor pra Renê. Régis tinha liberdade de movimentação e balanceamento ofensivo para os lados do campo, buscando criar superioridade numérica e formar linha de passe no setor da bola. Quando recolhia linhas, o CAP também marcava de forma compacta, apesar da fixação individual dos wingers nos laterais que deixava espaços pelos lados e obrigava compensações espaciais. O gol do Furacão(que saiu na frente) foi marcado por Cleberson e o do Sport, pelo estreante Régis.

No empate por 1 a 1 contra o Atlético-PR na Ilha do Retiro, o Sport contou com a estreia do meia Régis. Com isso, assim como no jogo contra o Flamengo, o Sport deixava de marcar no 4-1-4-1 que vinha sendo usado sem a bola nos primeiros jogos do período pós-copa e passava a marcar no 4-4-2 em linhas. Contra o Atlético-PR, o Sport teve algumas dificuldades na transição da defesa pro ataque quando o Atlético-PR subia suas linhas. Os laterais leoninos espetavam quando Rithely afundava, porém, o portador da bola tinha poucas opções de passe, travadas pela subida de pressão paranaense, com isso, muitas vezes o Sport era obrigado a usar da ligação direta. Em fase de ataque organizado, o Leão tentava atacar pelos lados do campo, principalmente pela direita com Erico Jr buscando alargar o campo e fazer a dobradinha com Patric pra cima, enquanto que do lado oposto Felipe Azevedo também fechava a diagonal curta pra dentro pra gerar o corredor pra Renê. Régis tinha liberdade de movimentação e balanceamento ofensivo para os lados do campo, buscando criar superioridade numérica e formar linha de passe no setor da bola. Quando recolhia linhas, o CAP também marcava de forma compacta, apesar da fixação individual dos wingers nos laterais que deixava espaços pelos lados e obrigava compensações espaciais. O gol do Furacão(que saiu na frente) foi marcado por Cleberson e o do Sport, pelo estreante Régis.

Na vitória por 2 a 1 do Sport em cima do Palmeiras na Arena Pernambuco, o Leão talvez tenha tido a sua melhor exibição tática no Brasileirão. Mas o jogo não começou bem. O Palmeiras dominava as ações e levava perigo com as investidas de Mouche nas costas de Patric, além do primeiro gol palmeirense logo no início, com o centroavante Henrique fazendo a diagonal curta entre Patric e Oswaldo num cruzamento originário do lado oposto para cabecear. Magrão defendeu, mas no rebote, o próprio Henrique mandou pras redes. Além disso, o meia Régis se lesionou após uma jogada na lateral(a lesão que o fez passar muito tempo no DM), o que obrigou Eduardo Baptista a colocar Ananias e centralizar Felipe Azevedo no 4-2-3-1. A partir dali, o Sport se tornou outro time em campo. Com intensidade, lado direito fortíssimo com as chegadas de Patric por dentro e por fora, aproveitando o corredor aberto pelas centralizações de Erico Jr quando a bola caía no flanco oposto, compactação curta sem a bola, agressividade na marcação seja quando subia as linhas para a intermediária defensiva adversária(o que foi raro de acontecer no campeonato) e também quando as linhas ficavam mais retraídas em bloco baixo, dificultando a progressão palmeirense. Literalmente controlou o jogo taticamente e tecnicamente, e só não goleou por causa das inúmeras chances desperdiçadas. Naquele jogo ainda houveram as estreias das grandes contratações leoninas pra temporada(o meia-atacante Diego Souza e o volante/meia Ibson). O primeiro entrou mais centralizado na linha de 3 e o segundo, mais aberto pela direita. Ambos ainda estavam sem ritmo de jogo.

Na vitória por 2 a 1 do Sport em cima do Palmeiras na Arena Pernambuco, o Leão talvez tenha tido a sua melhor exibição tática no Brasileirão. Mas o jogo não começou bem. O Palmeiras dominava as ações e levava perigo com as investidas de Mouche nas costas de Patric, além do primeiro gol palmeirense logo no início, com o centroavante Henrique fazendo a diagonal curta entre Patric e Oswaldo num cruzamento originário do lado oposto para cabecear. Magrão defendeu, mas no rebote, o próprio Henrique mandou pras redes. Além disso, o meia Régis se lesionou após uma jogada na lateral(a lesão que o fez passar muito tempo no DM), o que obrigou Eduardo Baptista a colocar Ananias e centralizar Felipe Azevedo no 4-2-3-1. A partir dali, o Sport se tornou outro time em campo. Com intensidade, lado direito fortíssimo com as chegadas de Patric por dentro e por fora, aproveitando o corredor aberto pelas centralizações de Erico Jr quando a bola caía no flanco oposto, compactação curta sem a bola, agressividade na marcação seja quando subia as linhas para a intermediária defensiva adversária(o que foi raro de acontecer no campeonato) e também quando as linhas ficavam mais retraídas em bloco baixo, dificultando a progressão palmeirense. Literalmente controlou o jogo taticamente e tecnicamente, e só não goleou por causa das inúmeras chances desperdiçadas. Naquele jogo ainda houveram as estreias das grandes contratações leoninas pra temporada(o meia-atacante Diego Souza e o volante/meia Ibson). O primeiro entrou mais centralizado na linha de 3 e o segundo, mais aberto pela direita. Ambos ainda estavam sem ritmo de jogo.

Contra o Fluminense, o Sport teve uma boa postura inicialmente. Compactação curta, marcação agressiva, balanceamento defensivo perfeito, controle da posse de bola, jogando no campo adversário, impondo sua forma de jogo, com muita mobilidade e trocas de posições na linha dos meias do 4-2-3-1. A melhor oportunidade veio numa tabela diagonal de Patric que resultou num lançamento pro facão de Felipe Azevedo nas costas da defesa tricolor, postada em linha alta no lance. Porém, Azevedo não conseguiu concluir e na sobra, Patric que pegou o rebote, mandou na trave. E como o futebol castiga, quem não faz...(não vou falar, vocês já sabem). Após subida de pressão na saída de bola do Sport, Fluminense roubou alto, acionou o pivô de Fred, que girou e lançou pra infiltração de Cícero nas costas de Renê, que se projetava pra subir quando a bola caiu no lado oposto na saída rubro-negra e não conseguiu bascular defensivamente(fechar por dentro) a tempo após a retomada tricolor. Pra piorar, veio o segundo gol minutos depois. Cícero conseguiu a vitória pessoal pra cima de Renê e cruzou pra Fred. Patric não fechou na cobertura por dentro na área e Oswaldo estava sem referência de marcação, "marcando a bola". Fred traçou a diagonal curta, antecipou-se a Oswaldo e cabeceou sem chances pra Magrão. Tendo que sair pro jogo, o Sport deixou muitos espaços lá atrás que foram bem aproveitados pelo Fluminense. Conca e Fred ampliaram e fecharam a goleada tricolor.

Contra o Fluminense, o Sport teve uma boa postura inicialmente. Compactação curta, marcação agressiva, balanceamento defensivo perfeito, controle da posse de bola, jogando no campo adversário, impondo sua forma de jogo, com muita mobilidade e trocas de posições na linha dos meias do 4-2-3-1. A melhor oportunidade veio numa tabela diagonal de Patric que resultou num lançamento pro facão de Felipe Azevedo nas costas da defesa tricolor, postada em linha alta no lance. Porém, Azevedo não conseguiu concluir e na sobra, Patric que pegou o rebote, mandou na trave. E como o futebol castiga, quem não faz…(não vou falar, vocês já sabem). Após subida de pressão na saída de bola do Sport, Fluminense roubou alto, acionou o pivô de Fred, que girou e lançou pra infiltração de Cícero nas costas de Renê, que se projetava pra subir quando a bola caiu no lado oposto na saída rubro-negra e não conseguiu bascular defensivamente(fechar por dentro) a tempo após a retomada tricolor. Pra piorar, veio o segundo gol minutos depois. Cícero conseguiu a vitória pessoal pra cima de Renê e cruzou pra Fred. Patric não fechou na cobertura por dentro na área e Oswaldo estava sem referência de marcação, “marcando a bola”. Fred traçou a diagonal curta, antecipou-se a Oswaldo e cabeceou sem chances pra Magrão. Tendo que sair pro jogo, o Sport deixou muitos espaços lá atrás que foram bem aproveitados pelo Fluminense. Conca e Fred ampliaram e fecharam a goleada tricolor.

Contra o Criciúma, o Sport foi no habitual 4-2-3-1, só que com Diego Souza mais centralizado na linha de 3, porém, o camisa 87 se lesionou logo aos 9 minutos de jogo e acabou passando 15 dias no DM. O Leão foi dominado pelo Criciúma dentro da Ilha do Retiro na primeira etapa. O time catarinense controlava a posse de bola, usava de Souza como pivô pras tabelas verticais com Cleber Santana, além de explorar bem as laterais do campo. O Sport não tinha a posse e cedia a sua intermediária. O cenário só mudou na segunda etapa, quando Eduardo Baptista entrou com Patric no lugar de Zé Mário e centralizou Felipe Azevedo na linha de 3. O primeiro gol leonino veio com Neto Baiano, pegando o rebote do goleiro Luiz, após cabeçada de Rithely. Depois disso, o Sport recuou as linhas e reforçou proposta contragolpista. E por meio do contragolpe, ampliou com Danilo. E assim terminou. Sport 2x0 Criciúma.

Contra o Criciúma, o Sport foi no habitual 4-2-3-1, só que com Diego Souza mais centralizado na linha de 3, porém, o camisa 87 se lesionou logo aos 9 minutos de jogo e acabou passando 15 dias no DM. O Leão foi dominado pelo Criciúma dentro da Ilha do Retiro na primeira etapa. O time catarinense controlava a posse de bola, usava de Souza como pivô pras tabelas verticais com Cleber Santana, além de explorar bem as laterais do campo. O Sport não tinha a posse e cedia a sua intermediária. O cenário só mudou na segunda etapa, quando Eduardo Baptista entrou com Patric no lugar de Zé Mário e centralizou Felipe Azevedo na linha de 3. O primeiro gol leonino veio com Neto Baiano, pegando o rebote do goleiro Luiz, após cabeçada de Rithely. Depois disso, o Sport recuou as linhas e reforçou proposta contragolpista. E por meio do contragolpe, ampliou com Danilo. E assim terminou. Sport 2×0 Criciúma.

Contra o São Paulo, o Sport foi num 4-2-3-1 que virava 4-1-4-1 sem a bola de acordo com a movimentação de Ibson(que tinha funcionado bem nessa função no jogo da volta contra o Vitória pela Copa Sul-Americana, armando bem o jogo, recuando pra distribuir, mas também chegando na frente pra finalizar), que se alinhava aos volantes sem a pelota e em fase ofensiva, chegava à frente pelo meio para ser opção de conclusão de jogada. Fixava individualmente os pontas nos laterais paulistas, tentava jogar reativamente em bloco médio/baixo e negar espaços ao São Paulo, além de tentar sair rápido com Erico Jr nas costas de Reinaldo e Felipe Azevedo pelo lado esquerdo. Porém, não conseguiu, pois o São Paulo além de ser infinitamente superior tecnicamente, trabalhava com posse de bola agressiva, muitas aproximações, intensas movimentações da linha de 3 pra frente pra gerar espaços, com coletividade e todos participando de todas as fases do jogo. Em alta intensidade, o São Paulo não deu chances ao Sport. 2 a 0!

Contra o São Paulo, o Sport foi num 4-2-3-1 que virava 4-1-4-1 sem a bola de acordo com a movimentação de Ibson(que tinha funcionado bem nessa função no jogo da volta contra o Vitória pela Copa Sul-Americana, armando bem o jogo, recuando pra distribuir, mas também chegando na frente pra finalizar), que se alinhava aos volantes sem a pelota e em fase ofensiva, chegava à frente pelo meio para ser opção de conclusão de jogada. Fixava individualmente os pontas nos laterais paulistas, tentava jogar reativamente em bloco médio/baixo e negar espaços ao São Paulo, além de tentar sair rápido com Erico Jr nas costas de Reinaldo e Felipe Azevedo pelo lado esquerdo. Porém, não conseguiu, pois o São Paulo além de ser infinitamente superior tecnicamente, trabalhava com posse de bola agressiva, muitas aproximações, intensas movimentações da linha de 3 pra frente pra gerar espaços, com coletividade e todos participando de todas as fases do jogo. Em alta intensidade, o São Paulo não deu chances ao Sport. 2 a 0!

No primeiro jogo do returno, contra o Santos na Arena Pernambuco, o Sport optou por uma diferente forma de jogo no 4-2-3-1. Sem centroavante, com a saída de Neto Baiano e a introdução de Felipe Azevedo como "falso 9"/"9 móvel". Outra diferença em relação ao jogo contra o São Paulo é que Ibson não voltava pra fechar na linha dos volantes, mas alinhava-se com o homem mais avançado na primeira linha de marcação. O Sport posicionava-se predominantemente em bloco médio, com Felipe Azevedo e Ibson fazendo o cerco inicial nos volantes/zagueiros, a segunda linha de marcação posicionando-se nas proximidades da linha divisória e subindo os encaixes dos wingers nos laterais para bloquear a saída santista pelos lados do campo. Dificultava a progressão vertical entre as linhas e transição da defesa pro ataque, limitando o adversário a trocar passes laterais, sem muita objetividade. Porém, o Sport também não conseguia jogar, tinha pouca objetividade em suas ações. Porém, na oportunidade que teve, o Santos não desperdiçou e saiu na frente em rápido contragolpe. Passe diagonal de Arouca pra Thiago Ribeiro, que conquistou a vitória pessoal pra cima de Patric e de Ferron, o zagueiro da cobertura, abriu o espaço e bateu na saída do goleiro Magrão. Após cruzamento de Danilo(onde os outros 3 componentes do quarteto ofensivo estavam na área), Patric infiltrou em diagonal e cabeceou sem chances pro goleiro Aranha. Na segunda etapa, ao perceber que Patric era a principal arma pro Sport vencer aquele jogo, Eduardo Baptista colocou Vitor na lateral-direita e deu liberdade para o camisa 12 atuar como winger na linha de 3, no lugar de Erico Jr. Com Felipe Azevedo no centro do ataque, o Sport se tornou um time mais leve do meio pra frente, com mais mobilidade e também com maior poder transicional. E foi por meio de Patric que o Sport fez os outros dois gols que garantiram o triunfo. Pois é, um hat-trick! Durval fez belo lançamento diagonal(uma de suas principais qualidades) e Patric entrou no espaço entre o zagueiro e o lateral pra finalizar pras redes. Essa jogada já tinha sido executada contra o Atlético-MG, com lançamento de Durval pro ponta do lado oposto, na situação em questão era Felipe Azevedo. E o outro gol veio num contragolpe onde Danilo acionou Patric, que progrediu no espaço vazio e finalizou no canto direito do goleiro Aranha. O mesmo esquema foi usado contra a Chapecoense, porém, com Igor Fernandes no lugar de Danilo e este diferentemente de Danilo, não fazia corretamente a basculação defensiva pro lado da bola, fixando-se no lateral adversário juntamente com Erico Jr, o que deixava espaços entre os volantes e o ponta oposto, espaços estes que eram muito usados por Tiago Luis, que recuava bastante na meia-esquerda pra receber ali e tentar chutes de média distância. A Chapecoense não dava o contragolpe e o Sport tinha de propor o jogo, mas não tinha objetividade em sua posse, além dos espaços mais limitados pelo time catarinense, que achou um gol no final do primeiro tempo, com o zagueiro Douglas Grolli. Logo no início da segunda etapa, o time de Chapecó ampliou numa jogada de Leandro Banana pela direita pra cima de Renê, balançando a linha defensiva do Sport e cruzando pra Tiago Luis, que fechou em diagonal pra segunda trave e aproveitou o erro de Patric na cobertura dos zagueiros para marcar. Eduardo Baptista novamente tentou avançar Patric pra surpreender pela direita e colocou Vitor na lateral, porém, não obteve sucesso. O Leão ainda descontou com Felipe Azevedo de pênalti, porém, no finalzinho, a Chape fez mais um numa jogada ensaiada em cobrança de falta.

No primeiro jogo do returno, contra o Santos na Arena Pernambuco, o Sport optou por uma diferente forma de jogo no 4-2-3-1. Sem centroavante, com a saída de Neto Baiano e a introdução de Felipe Azevedo como “falso 9″/”9 móvel”. Outra diferença em relação ao jogo contra o São Paulo é que Ibson não voltava pra fechar na linha dos volantes, mas alinhava-se com o homem mais avançado na primeira linha de marcação. O Sport posicionava-se predominantemente em bloco médio, com Felipe Azevedo e Ibson fazendo o cerco inicial nos volantes/zagueiros, a segunda linha de marcação posicionando-se nas proximidades da linha divisória e subindo os encaixes dos wingers nos laterais para bloquear a saída santista pelos lados do campo. Dificultava a progressão vertical entre as linhas e transição da defesa pro ataque, limitando o adversário a trocar passes laterais, sem muita objetividade. Porém, o Sport também não conseguia jogar, tinha pouca objetividade em suas ações. Porém, na oportunidade que teve, o Santos não desperdiçou e saiu na frente em rápido contragolpe. Passe diagonal de Arouca pra Thiago Ribeiro, que conquistou a vitória pessoal pra cima de Patric e de Ferron, o zagueiro da cobertura, abriu o espaço e bateu na saída do goleiro Magrão. Após cruzamento de Danilo(onde os outros 3 componentes do quarteto ofensivo estavam na área), Patric infiltrou em diagonal e cabeceou sem chances pro goleiro Aranha. Na segunda etapa, ao perceber que Patric era a principal arma pro Sport vencer aquele jogo, Eduardo Baptista colocou Vitor na lateral-direita e deu liberdade para o camisa 12 atuar como winger na linha de 3, no lugar de Erico Jr. Com Felipe Azevedo no centro do ataque, o Sport se tornou um time mais leve do meio pra frente, com mais mobilidade e também com maior poder transicional. E foi por meio de Patric que o Sport fez os outros dois gols que garantiram o triunfo. Pois é, um hat-trick! Durval fez belo lançamento diagonal(uma de suas principais qualidades) e Patric entrou no espaço entre o zagueiro e o lateral pra finalizar pras redes. Essa jogada já tinha sido executada contra o Atlético-MG, com lançamento de Durval pro ponta do lado oposto, na situação em questão era Felipe Azevedo. E o outro gol veio num contragolpe onde Danilo acionou Patric, que progrediu no espaço vazio e finalizou no canto direito do goleiro Aranha. O mesmo esquema foi usado contra a Chapecoense, porém, com Igor Fernandes no lugar de Danilo e este diferentemente de Danilo, não fazia corretamente a basculação defensiva pro lado da bola, fixando-se no lateral adversário juntamente com Erico Jr, o que deixava espaços entre os volantes e o ponta oposto, espaços estes que eram muito usados por Tiago Luis, que recuava bastante na meia-esquerda pra receber ali e tentar chutes de média distância. A Chapecoense não dava o contragolpe e o Sport tinha de propor o jogo, mas não tinha objetividade em sua posse, além dos espaços mais limitados pelo time catarinense, que achou um gol no final do primeiro tempo, com o zagueiro Douglas Grolli. Logo no início da segunda etapa, o time de Chapecó ampliou numa jogada de Leandro Banana pela direita pra cima de Renê, balançando a linha defensiva do Sport e cruzando pra Tiago Luis, que fechou em diagonal pra segunda trave e aproveitou o erro de Patric na cobertura dos zagueiros para marcar. Eduardo Baptista novamente tentou avançar Patric pra surpreender pela direita e colocou Vitor na lateral, porém, não obteve sucesso. O Leão ainda descontou com Felipe Azevedo de pênalti, porém, no finalzinho, a Chape fez mais um numa jogada ensaiada em cobrança de falta.

Contra o Internacional, o Sport contou com a volta de Diego Souza, mesmo sem condições ideais de jogo. Por isso, Eduardo Baptista usou o camisa 87 mais avançado no 4-2-3-1. Desta vez, o Leão marcou no 4-1-4-1 defensivamente, com Ibson voltando como volante, deixando Diego Souza mais à frente livre de responsabilidades defensivas. Ofensivamente, também pouco se movimentou, mas quando balançava ofensivamente, predominantemente pra direita, Danilo fazia a diagonal e centralizava pra topar com a linha defensiva colorada, além de buscar a entrada no facão por algumas oportunidades. Defensivamente, o Sport foi sólido, marcando em bloco baixo, negando espaços e dificultando a criação de jogadas do Inter, que costumava ter seus homens de meio com intensa flutuação. No segundo tempo, tentou ter uma referência mais presente no ataque com a entrada de Neto Baiano no lugar de Diego Souza e mais velocidade pela direita com Erico Jr. Porém, o time continuou produzindo pouco e ficou praticamente com um a menos em campo quando Erico Jr se lesionou, obrigando Ibson a fazer a compensação espacial pela direita e fazendo o time passar a marcar no 4-4-2. Poderia ter feito mais, porém, fez o suficiente para segurar o empate contra um time de mais qualidade, naquela ocasião.

Contra o Internacional, o Sport contou com a volta de Diego Souza, mesmo sem condições ideais de jogo. Por isso, Eduardo Baptista usou o camisa 87 mais avançado no 4-2-3-1. Desta vez, o Leão marcou no 4-1-4-1 defensivamente, com Ibson voltando como volante, deixando Diego Souza mais à frente livre de responsabilidades defensivas. Ofensivamente, também pouco se movimentou, mas quando balançava ofensivamente, predominantemente pra direita, Danilo fazia a diagonal e centralizava pra topar com a linha defensiva colorada, além de buscar a entrada no facão por algumas oportunidades. Defensivamente, o Sport foi sólido, marcando em bloco baixo, negando espaços e dificultando a criação de jogadas do Inter, que costumava ter seus homens de meio com intensa flutuação. No segundo tempo, tentou ter uma referência mais presente no ataque com a entrada de Neto Baiano no lugar de Diego Souza e mais velocidade pela direita com Erico Jr. Porém, o time continuou produzindo pouco e ficou praticamente com um a menos em campo quando Erico Jr se lesionou, obrigando Ibson a fazer a compensação espacial pela direita e fazendo o time passar a marcar no 4-4-2. Poderia ter feito mais, porém, fez o suficiente para segurar o empate contra um time de mais qualidade, naquela ocasião.

Contra o Coritiba, Diego Souza jogou mais recuado, centralizado na linha dos meias. O Sport tentava propor o jogo, mas esbarrava nas compactas linhas paranaenses, que ocupavam entre 20 e 30 metros e em vários momentos do jogo, os dois times ocupavam espaços do campo curtíssimos com os 20 jogadores de linha, adotando proposta de jogo contragolpista, buscando sair em velocidade com o rápido Joel no comando de ataque. A melhor chance paranaense veio num lançamento pra diagonal de Dudu entre Durval e Renê. O Sport tinha intensa movimentação de Diego Souza, que balanceava para os lados(quando ia pra direita, fazia a sociedade triangular com Ibson e o lateral, atraía o lateral-esquerdo adversário e abria corredor pra Patric), além das centralizações de Ibson pra buscar jogo, diagonais de Danilo pra área quando a bola caía no lado oposto e também aparições de Wendel como elemento-surpresa pelo lado esquerdo do ataque fazendo a diagonal curta pra cair nas costas do lateral e opcionar esticada por cima. Na segunda etapa, o Coritiba passou a jogar mais no campo adversário e o Sport não conseguia sair, pois errava muito na transição da defesa pro ataque. Até que em uma bela jogada, Diego Souza deu um ótimo lançamento pra Felipe Azevedo, que entrou no espaço entre o zagueiro e o lateral, e finalizou no canto esquerdo do goleiro Vanderlei. O Coritiba passou a jogar praticamente num 4-2-4, avançando totalmente suas linhas e deixando espaços para os contragolpes leoninos. O Sport ainda teve chances de ampliar, mas não foi feliz nas conclusões.

Contra o Coritiba, Diego Souza jogou mais recuado, centralizado na linha dos meias. O Sport tentava propor o jogo, mas esbarrava nas compactas linhas paranaenses, que ocupavam entre 20 e 30 metros e em vários momentos do jogo, os dois times ocupavam espaços do campo curtíssimos com os 20 jogadores de linha, adotando proposta de jogo contragolpista, buscando sair em velocidade com o rápido Joel no comando de ataque. A melhor chance paranaense veio num lançamento pra diagonal de Dudu entre Durval e Renê. O Sport tinha intensa movimentação de Diego Souza, que balanceava para os lados(quando ia pra direita, fazia a sociedade triangular com Ibson e o lateral, atraía o lateral-esquerdo adversário e abria corredor pra Patric), além das centralizações de Ibson pra buscar jogo, diagonais de Danilo pra área quando a bola caía no lado oposto e também aparições de Wendel como elemento-surpresa pelo lado esquerdo do ataque fazendo a diagonal curta pra cair nas costas do lateral e opcionar esticada por cima. Na segunda etapa, o Coritiba passou a jogar mais no campo adversário e o Sport não conseguia sair, pois errava muito na transição da defesa pro ataque. Até que em uma bela jogada, Diego Souza deu um ótimo lançamento pra Felipe Azevedo, que entrou no espaço entre o zagueiro e o lateral, e finalizou no canto esquerdo do goleiro Vanderlei. O Coritiba passou a jogar praticamente num 4-2-4, avançando totalmente suas linhas e deixando espaços para os contragolpes leoninos. O Sport ainda teve chances de ampliar, mas não foi feliz nas conclusões.

Diante do Bahia, o Sport controlou boa parte do jogo, tendo a posse de bola, circulando-a com passes laterais, com movimentação para progressão, Neto Baiano trabalhando de forma mais móvel na frente, procurando diagonais pra receber nas costas dos zagueiros, aproximando com os que vinham de frente pra tabelar, Diego Souza usando de suas arrancadas pelo meio e Ibson também centralizando pra ter presença nas jogadas por dentro. Sem a bola, 4-4-2 em linhas, marcando de forma compacta em bloco médio/baixo, com os volantes roubando bem as bolas, com bom tempo de bola e poder de desarme/interceptação. O único problema é que Ibson, de ritmo mais lento, não conseguia acompanhar a passagem do lateral-direito Railan, que chegava com força e velocidade pelo flanco direito fazendo 2x1 junto com o ponta baiano pra cima de Renê. Na segunda etapa, o Bahia passou a adiantar as linhas para exercer pressão em bloco alto na saída de bola, subindo os encaixes e bloqueando a transição entre os setores, o que dificultou que o Sport jogasse. E a entrada de William Barbio deu um calor no lado direito da defesa pro Sport. Foi dele a jogada do gol de Railan que garantiu o triunfo baiano por 1 a 0. Foi no fundo, balançou a linha defensiva do Sport, Emanuel Biancucchi perdeu o gol quase embaixo da barra e a bola sobrou na área. O lateral-direito baiano entrou em diagonal e mandou pras redes. O Sport ainda tentou esboçar uma reação, mas não conseguiu.

Diante do Bahia, o Sport controlou boa parte do jogo, tendo a posse de bola, circulando-a com passes laterais, com movimentação para progressão, Neto Baiano trabalhando de forma mais móvel na frente, procurando diagonais pra receber nas costas dos zagueiros, aproximando com os que vinham de frente pra tabelar, Diego Souza usando de suas arrancadas pelo meio e Ibson também centralizando pra ter presença nas jogadas por dentro. Sem a bola, 4-4-2 em linhas, marcando de forma compacta em bloco médio/baixo, com os volantes roubando bem as bolas, com bom tempo de bola e poder de desarme/interceptação. O único problema é que Ibson, de ritmo mais lento, não conseguia acompanhar a passagem do lateral-direito Railan, que chegava com força e velocidade pelo flanco direito fazendo 2×1 junto com o ponta baiano pra cima de Renê. Na segunda etapa, o Bahia passou a adiantar as linhas para exercer pressão em bloco alto na saída de bola, subindo os encaixes e bloqueando a transição entre os setores, o que dificultou que o Sport jogasse. E a entrada de William Barbio deu um calor no lado direito da defesa pro Sport. Foi dele a jogada do gol de Railan que garantiu o triunfo baiano por 1 a 0. Foi no fundo, balançou a linha defensiva do Sport, Emanuel Biancucchi perdeu o gol quase embaixo da barra e a bola sobrou na área. O lateral-direito baiano entrou em diagonal e mandou pras redes. O Sport ainda tentou esboçar uma reação, mas não conseguiu.

Contra o Cruzeiro, o Sport se caracterizou pelo forte sistema de marcação, novamente compactando duas linhas de quatro em bloco baixo na fase defensiva, negando espaços e dificultando o time mineiro, que tentava propor o jogo. Ofensivamente, também criou pouco, apesar de ter chegado algumas vezes com perigo em rápidos contra-ataques. O forte lado direito leonino com Patric foi anulado. No 4-2-3-1 do Cruzeiro, Everton Ribeiro não voltava com Renê pela esquerda, porém, Marquinhos fixava-se individualmente em Patric sem a bola, para conter as investidas do mesmo que tentava atacar o corredor quando Ibson centralizava e atraía o lateral pra dentro em situações em que a bola caía no lado oposto. No geral, um jogo morno, com poucas chances para os dois lados. No geral, o empate sem gols acabou sendo o resultado mais justo. Contra o Corinthians, o mesmo esquema foi utilizado. O Sport iniciou o jogo atacando, tendo agressividade, jogando no campo rival e também fechando os espaços sem a bola com as linhas mais recolhidas. Levou perigo por duas vezes com Felipe Azevedo. Em uma delas, Ibson atraiu o lateral e ele traçou a diagonal longa do lado do cruzamento para a segunda trave pra receber no espaço vazio e concluir, mas não acertou o alvo. Na outra, Diego Souza deu a enfiada de ruptura pra Felipe Azevedo atacar o espaço entre os zagueiros e o lateral-direito Fagner, porém, ele tentou encobrir Cássio e acabou perdendo. O castigo veio com um gol corintiano de bola parada. Um jogador fez a diagonal curta pra primeira trave e o zagueiro Anderson Martins veio de trás, atacando o espaço e cabeceando no canto esquerdo do goleiro Magrão. Com isso, o Sport teve que sair pra jogar, mas não conseguia ter a posse de bola e quando tinha, pouco objetivo e sem a movimentação para criar espaços. Na base dos contra-ataques, o Corinthians fez mais dois gols e decidiu o jogo. Guerrero e Luciano fizeram os dois últimos gols do 3x0 paulista.

Contra o Cruzeiro, o Sport se caracterizou pelo forte sistema de marcação, novamente compactando duas linhas de quatro em bloco baixo na fase defensiva, negando espaços e dificultando o time mineiro, que tentava propor o jogo. Ofensivamente, também criou pouco, apesar de ter chegado algumas vezes com perigo em rápidos contra-ataques. O forte lado direito leonino com Patric foi anulado. No 4-2-3-1 do Cruzeiro, Everton Ribeiro não voltava com Renê pela esquerda, porém, Marquinhos fixava-se individualmente em Patric sem a bola, para conter as investidas do mesmo que tentava atacar o corredor quando Ibson centralizava e atraía o lateral pra dentro em situações em que a bola caía no lado oposto. No geral, um jogo morno, com poucas chances para os dois lados. No geral, o empate sem gols acabou sendo o resultado mais justo. Contra o Corinthians, o mesmo esquema foi utilizado. O Sport iniciou o jogo atacando, tendo agressividade, jogando no campo rival e também fechando os espaços sem a bola com as linhas mais recolhidas. Levou perigo por duas vezes com Felipe Azevedo. Em uma delas, Ibson atraiu o lateral e ele traçou a diagonal longa do lado do cruzamento para a segunda trave pra receber no espaço vazio e concluir, mas não acertou o alvo. Na outra, Diego Souza deu a enfiada de ruptura pra Felipe Azevedo atacar o espaço entre os zagueiros e o lateral-direito Fagner, porém, ele tentou encobrir Cássio e acabou perdendo. O castigo veio com um gol corintiano de bola parada. Um jogador fez a diagonal curta pra primeira trave e o zagueiro Anderson Martins veio de trás, atacando o espaço e cabeceando no canto esquerdo do goleiro Magrão. Com isso, o Sport teve que sair pra jogar, mas não conseguia ter a posse de bola e quando tinha, pouco objetivo e sem a movimentação para criar espaços. Na base dos contra-ataques, o Corinthians fez mais dois gols e decidiu o jogo. Guerrero e Luciano fizeram os dois últimos gols do 3×0 paulista.

Diante do Grêmio, em Porto Alegre, o Sport foi numa dinâmica diferente na linha de meias do 4-2-3-1 com Augusto(que vinha perdendo espaço cada vez mais depois do período de parada pra Copa do Mundo) e Danilo nas extremas. Assim como no jogo anterior, iniciou a partida se impondo, subindo linhas e jogando no campo inimigo, e sem a bola também jogando de forma compacta atrás da linha da bola como é de característica da equipe comandada por Eduardo Baptista. Uma das melhores chances foi numa ocasião que Neto Baiano pressionou o zagueiro, roubou alto e sofreu falta. Na cobrança, o próprio Neto Baiano acertou o travessão. Outra grande oportunidade foi num lançamento onde Patric veio de trás e atacou o espaço paralelo ao lateral-esquerdo gremista na área. Porém, ele cabeceou fraco e o goleiro defendeu. Boas oportunidades também chegaram a surgir em arrancadas de Diego Souza pelo meio, principal característica do camisa 87. Assim como nos outros jogos, o Sport conseguia criar as situações, mas falhava na fase final de construção de jogadas, a conclusão. O castigo veio com gol do Grêmio num erro de basculação defensiva de Augusto. Barcos buscou o pivô no espaço entre os volantes e os zagueiros por dentro, foi travado e a bola sobrou no espaço lateral aos volantes. Augusto não fechou por ali(como deveria ser feito pelo princípio do balanceamento defensivo em função da movimentação da bola), Alan Ruiz projetou-se por ali e mandou uma pancada no canto direito do goleiro Magrão. Na segunda etapa, Eduardo Baptista colocou Ananias e Mike nos lugares de Augusto e Neto Baiano, "jogando" Diego Souza para o comando do ataque. Ganhou mais mobilidade e tirou a referência de marcação dos zagueiros adversários, já que muitas vezes Diego Souza buscava o entrelinhas pra armar o jogo. Do outro lado, Luis Felipe Scolari recuou as linhas num 4-1-4-1 bem fechado na própria intermediária, fixando individualmente os wingers nos laterais rubro-negros e colocando para acompanhá-los até o fim. A melhor chance do Sport veio num cruzamento certeiro de Renê para Ananias, que fechou na área e inteligentemente se posicionou entre o zagueiro e o lateral-esquerdo, mas cabeceou incrivelmente para fora. E o futebol realmente castiga! Em rápido contragolpe, Dudu recebeu em velocidade nas costas da defesa do Sport, driblou Magrão e tocou pro gol vazio, definindo o jogo. Grêmio 2 x 0 Sport!

Diante do Grêmio, em Porto Alegre, o Sport foi numa dinâmica diferente na linha de meias do 4-2-3-1 com Augusto(que vinha perdendo espaço cada vez mais depois do período de parada pra Copa do Mundo) e Danilo nas extremas. Assim como no jogo anterior, iniciou a partida se impondo, subindo linhas e jogando no campo inimigo, e sem a bola também jogando de forma compacta atrás da linha da bola como é de característica da equipe comandada por Eduardo Baptista. Uma das melhores chances foi numa ocasião que Neto Baiano pressionou o zagueiro, roubou alto e sofreu falta. Na cobrança, o próprio Neto Baiano acertou o travessão. Outra grande oportunidade foi num lançamento onde Patric veio de trás e atacou o espaço paralelo ao lateral-esquerdo gremista na área. Porém, ele cabeceou fraco e o goleiro defendeu. Boas oportunidades também chegaram a surgir em arrancadas de Diego Souza pelo meio, principal característica do camisa 87. Assim como nos outros jogos, o Sport conseguia criar as situações, mas falhava na fase final de construção de jogadas, a conclusão. O castigo veio com gol do Grêmio num erro de basculação defensiva de Augusto. Barcos buscou o pivô no espaço entre os volantes e os zagueiros por dentro, foi travado e a bola sobrou no espaço lateral aos volantes. Augusto não fechou por ali(como deveria ser feito pelo princípio do balanceamento defensivo em função da movimentação da bola), Alan Ruiz projetou-se por ali e mandou uma pancada no canto direito do goleiro Magrão. Na segunda etapa, Eduardo Baptista colocou Ananias e Mike nos lugares de Augusto e Neto Baiano, “jogando” Diego Souza para o comando do ataque. Ganhou mais mobilidade e tirou a referência de marcação dos zagueiros adversários, já que muitas vezes Diego Souza buscava o entrelinhas pra armar o jogo. Do outro lado, Luis Felipe Scolari recuou as linhas num 4-1-4-1 bem fechado na própria intermediária, fixando individualmente os wingers nos laterais rubro-negros e colocando para acompanhá-los até o fim. A melhor chance do Sport veio num cruzamento certeiro de Renê para Ananias, que fechou na área e inteligentemente se posicionou entre o zagueiro e o lateral-esquerdo, mas cabeceou incrivelmente para fora. E o futebol realmente castiga! Em rápido contragolpe, Dudu recebeu em velocidade nas costas da defesa do Sport, driblou Magrão e tocou pro gol vazio, definindo o jogo. Grêmio 2 x 0 Sport!

Contra o Vitória na Ilha do Retiro, Eduardo Baptista colocou Diego Souza novamente na referência de ataque do 4-2-3-1 e resolveu dar mais liberdade pra Patric, colocando-o mais avançado na dobradinha com Vitor pela direita, além da volta de Ibson que ficou fora do confronto contra o Grêmio porque o Sport precisava de mais velocidade e explosão pela direita, só que dessa vez, voltou como meia-central. Porém, os planos de Eduardo foram frustados logo aos 49 segundos, com gol contra de Rithely após levantamento para a área. Com o gol sofrido, o Sport ficou nervoso em campo, errando muitos passes, sem objetividade na posse e cedendo muitos espaços em sua intermediária defensiva. A situação só piorou quando Dinei ampliou para os baianos. Diego Souza, de cabeça, descontou para o Sport e deu um pouco mais de esperanças ao torcedor leonino, porém, o Sport não mudou muito de postura na segunda etapa. Sonolento, previsível, pouco criativo, sem objetividade com a bola, sem movimentação, sem criatividade, errando na saída de bola, na fase de ataque organizado. Faltava concentração e paciência. Isso só facilitou as coisas para o Vitória, que manteve sua proposta, bem fechado para segurar o resultado positivo a seu favor.

Contra o Vitória na Ilha do Retiro, Eduardo Baptista colocou Diego Souza novamente na referência de ataque do 4-2-3-1 e resolveu dar mais liberdade pra Patric, colocando-o mais avançado na dobradinha com Vitor pela direita, além da volta de Ibson que ficou fora do confronto contra o Grêmio porque o Sport precisava de mais velocidade e explosão pela direita, só que dessa vez, voltou como meia-central. Porém, os planos de Eduardo foram frustados logo aos 49 segundos, com gol contra de Rithely após levantamento para a área. Com o gol sofrido, o Sport ficou nervoso em campo, errando muitos passes, sem objetividade na posse e cedendo muitos espaços em sua intermediária defensiva. A situação só piorou quando Dinei ampliou para os baianos. Diego Souza, de cabeça, descontou para o Sport e deu um pouco mais de esperanças ao torcedor leonino, porém, o Sport não mudou muito de postura na segunda etapa. Sonolento, previsível, pouco criativo, sem objetividade com a bola, sem movimentação, sem criatividade, errando na saída de bola, na fase de ataque organizado. Faltava concentração e paciência. Isso só facilitou as coisas para o Vitória, que manteve sua proposta, bem fechado para segurar o resultado positivo a seu favor.

Contra o Botafogo, o Sport entrou no mesmo 4-2-3-1, só que com Patric de volta à lateral e Felipe Azevedo mais aberto pelo flanco direito. No meio, Eduardo Baptista optou por uma dupla de volantes de mais marcação, com a volta de Rodrigo Mancha depois de mais de um mês no departamento médico, para atuar ao lado do garoto Ronaldo. Sem a bola, compactação curta em bloco baixo, jogo transicional, buscando a saída rápida. Em ligação direta, Diego Souza ganhou dos zagueiros na individualidade e bateu na saída de Jefferson para abrir o placar para o Leão. Depois do gol marcado, o Sport passou a ter dificuldades de articulação de contragolpes e retenção de posse, empurrando o Botafogo pra dentro de seu campo. Até que na segunda etapa, numa cobrança de falta de Wallyson, o time carioca deixou tudo igual. E assim permaneceu até o fim da partida. 1x1! O mesmo esquema foi usado contra o Goiás, onde o Sport iniciou propondo o jogo e criando os espaços, com Ibson chegando na área, atacando os espaços vazios para finalizar e Felipe Azevedo explorando as costas do lateral-esquerdo Felipe Saturnino, enquanto Ananias fechava em diagonal pra área, atraindo o lateral oposto e Diego Souza recuava pra armar, mas também segurava os zagueiros. O Goiás tinha proposta reativa, mas escapou de sair perdendo na primeira etapa. No segundo tempo, o time goiano passou a marcar pressão alta, bloqueando a saída de bola, a transição entre os setores e encurralando o time da casa. O Sport ainda teve algumas chances, mas não aproveitou. O Goiás levava perigo com a movimentação de Erik no limite da linha de zagueiros do Sport, balançando pros lados e abrindo espaços, além de Esquerdinha, que chegava com velocidade entre as linhas de meio e ataque, além de Thiago Mendes, uma das válvulas de escape, que acelerava o jogo pela direita e também chegava pelo meio. No último minuto de jogo, o Goiás mostrou que perder chances claras de gols pode ser fatal. Esquerdinha aproveitou um erro de Renê na cobertura por dentro e fez o gol que garantiu a vitória goiana em plena Ilha do Retiro.

Contra o Botafogo, o Sport entrou no mesmo 4-2-3-1, só que com Patric de volta à lateral e Felipe Azevedo mais aberto pelo flanco direito. No meio, Eduardo Baptista optou por uma dupla de volantes de mais marcação, com a volta de Rodrigo Mancha depois de mais de um mês no departamento médico, para atuar ao lado do garoto Ronaldo. Sem a bola, compactação curta em bloco baixo, jogo transicional, buscando a saída rápida. Em ligação direta, Diego Souza ganhou dos zagueiros na individualidade e bateu na saída de Jefferson para abrir o placar para o Leão. Depois do gol marcado, o Sport passou a ter dificuldades de articulação de contragolpes e retenção de posse, empurrando o Botafogo pra dentro de seu campo. Até que na segunda etapa, numa cobrança de falta de Wallyson, o time carioca deixou tudo igual. E assim permaneceu até o fim da partida. 1×1! O mesmo esquema foi usado contra o Goiás, onde o Sport iniciou propondo o jogo e criando os espaços, com Ibson chegando na área, atacando os espaços vazios para finalizar e Felipe Azevedo explorando as costas do lateral-esquerdo Felipe Saturnino, enquanto Ananias fechava em diagonal pra área, atraindo o lateral oposto e Diego Souza recuava pra armar, mas também segurava os zagueiros. O Goiás tinha proposta reativa, mas escapou de sair perdendo na primeira etapa. No segundo tempo, o time goiano passou a marcar pressão alta, bloqueando a saída de bola, a transição entre os setores e encurralando o time da casa. O Sport ainda teve algumas chances, mas não aproveitou. O Goiás levava perigo com a movimentação de Erik no limite da linha de zagueiros do Sport, balançando pros lados e abrindo espaços, além de Esquerdinha, que chegava com velocidade entre as linhas de meio e ataque, além de Thiago Mendes, uma das válvulas de escape, que acelerava o jogo pela direita e também chegava pelo meio. No último minuto de jogo, o Goiás mostrou que perder chances claras de gols pode ser fatal. Esquerdinha aproveitou um erro de Renê na cobertura por dentro e fez o gol que garantiu a vitória goiana em plena Ilha do Retiro.

Contra o Atlético-MG no Horto, o Sport novamente entrou com jogo reativo, atacando no 4-2-3-1 e marcando no 4-4-2. O Leão da Ilha saiu na frente em deslocamento de Diego Souza pro fundo e o cruzamento aberto, com Rodrigo Mancha infiltrando de trás e finalizando. o Victor deu rebote e o próprio Mancha mandou pras redes. Porém, em falta duvidosa, o Atlético-MG chegou ao empate com gol do zagueiro Tiago na cobrança. O Sport ainda teve chances de voltar à frente do placar em jogada de Felipe Azevedo pela direita, balançando a defesa atleticana e Wendel aparecendo em diagonal pra concluir na segunda trave, mas mandou por cima do gol. Na segunda etapa, o Galo ampliou com Dátolo e fez 3x1 com Carlos, mas ficou com um a menos depois da expulsão do goleiro Victor, após cometer falta em Wendel. Danilo ainda descontou para o Sport.

Contra o Atlético-MG no Horto, o Sport novamente entrou com jogo reativo, atacando no 4-2-3-1 e marcando no 4-4-2. O Leão da Ilha saiu na frente em deslocamento de Diego Souza pro fundo e o cruzamento aberto, com Rodrigo Mancha infiltrando de trás e finalizando. o Victor deu rebote e o próprio Mancha mandou pras redes. Porém, em falta duvidosa, o Atlético-MG chegou ao empate com gol do zagueiro Tiago na cobrança. O Sport ainda teve chances de voltar à frente do placar em jogada de Felipe Azevedo pela direita, balançando a defesa atleticana e Wendel aparecendo em diagonal pra concluir na segunda trave, mas mandou por cima do gol. Na segunda etapa, o Galo ampliou com Dátolo e fez 3×1 com Carlos, mas ficou com um a menos depois da expulsão do goleiro Victor, após cometer falta em Wendel. Danilo ainda descontou para o Sport.

Contra o Figueirense, o Sport foi no esquema habitual e usado nos jogos anteriores, 4-2-3-1 com e 4-4-2 sem bola, marcando compactadamente e basculando perfeitamente pro lado atacado. Porém, com bola, tinha dificuldades de penetração contra um Figueira que marcava compactadamente com o tripé de volantes balanceando pro lado da bola. Faltava mais intensidade e movimentação. O time catarinense tentava jogar na base do contragolpe, porém, não conseguia acelerar o transição e o Sport Na base da garra, da insistência, o Sport conseguiu dar fim à sequência de 8 jogos sem perder. Eduardo Baptista acionou o garoto Joelinton no lugar de Danilo e jogou Diego Souza para a esquerda. Ali Eduardo descobria o cara que seria o centroavante do Sport na reta final do campeonato. Demonstrando boa mobilidade e fazendo muito bem o trabalho de pivô. No lance do gol de pênalti marcado por Diego Souza, ele balançou para a esquerda no limite da linha de zagueiros do Figueirense(onde ficava postado para dar profundidade ao ataque) e acionou Ibson que entrou na diagonal pra área e foi derrubado. O time catarinense ainda tentou, mas não conseguiu reverter o resultado desfavorável.

Contra o Figueirense, o Sport foi no esquema habitual e usado nos jogos anteriores, 4-2-3-1 com e 4-4-2 sem bola, marcando compactadamente e basculando perfeitamente pro lado atacado. Porém, com bola, tinha dificuldades de penetração contra um Figueira que marcava compactadamente com o tripé de volantes balanceando pro lado da bola. Faltava mais intensidade e movimentação. O time catarinense tentava jogar na base do contragolpe, porém, não conseguia acelerar o transição e o Sport Na base da garra, da insistência, o Sport conseguiu dar fim à sequência de 8 jogos sem perder. Eduardo Baptista acionou o garoto Joelinton no lugar de Danilo e jogou Diego Souza para a esquerda. Ali Eduardo descobria o cara que seria o centroavante do Sport na reta final do campeonato. Demonstrando boa mobilidade e fazendo muito bem o trabalho de pivô. No lance do gol de pênalti marcado por Diego Souza, ele balançou para a esquerda no limite da linha de zagueiros do Figueirense(onde ficava postado para dar profundidade ao ataque) e acionou Ibson que entrou na diagonal pra área e foi derrubado. O time catarinense ainda tentou, mas não conseguiu reverter o resultado desfavorável.

Diante do Flamengo, o Sport não teve Diego Souza(suspenso) e foi com Joelinton na referência do ataque. O Leão entrou em ritmo sonolento, mais atrás, marcando compactadamente em duas linhas e balanceando para o lado atacado. Porém, sofreu dois gols logo no início. No primeiro, o Flamengo atacou nas costas de Renê(Wendel fechou na cobertura pelo princípio do encaixe no setor) e cruzou pra área. Elton atraiu o zagueiro do lado oposto ao do cruzamento e Márcio Araújo infiltrou de trás, no espaço entre os dois zagueiros leoninos, antecipando-se ao goleiro Magrão e desviando pro gol. No segundo, fez a jogada pela direita, Elton fechou com o zagueiro oposto e o ponta flamenguista oposto(Nixon) ganhou do lateral da cobertura por dentro e cabeceou pras redes. Tendo que propor o jogo, o Sport encontrou as mesmas dificuldades de sempre, principalmente porque tinha que reverter uma desvantagem de dois gols e pelo fato de que o Flamengo, postado no 4-1-4-1, fazia o encaixe perfeito no 4-2-3-1 do Sport e fixava os wingers nos laterais, de modo que muitas vezes o portador da bola tinha suas linhas de passe todas elas encaixadas e era obrigado a apostar em ligações diretas ou trocar passes lateralmente sem objetividade. A entrada de Danilo no lugar de Renê deu mais velocidade e mobilidade ao Sport, já que o camisa 6 estava inoperante ofensivamente. Danilo espetava bastante pelo flanco direito pra dar amplitude ao ataque junto com Patric que passou a se soltar ainda mais pela direita. Além do gol de falta, levou perigo entrando em diagonal pra segunda trave num cruzamento originário do flanco oposto e no final, participou da jogada do gol de Mike, tabelando com Patric na direita. Um empate heroico e injusto, pois o Flamengo foi muito superior tecnicamente e taticamente na partida.

Diante do Flamengo, o Sport não teve Diego Souza(suspenso) e foi com Joelinton na referência do ataque. O Leão entrou em ritmo sonolento, mais atrás, marcando compactadamente em duas linhas e balanceando para o lado atacado. Porém, sofreu dois gols logo no início. No primeiro, o Flamengo atacou nas costas de Renê(Wendel fechou na cobertura pelo princípio do encaixe no setor) e cruzou pra área. Elton atraiu o zagueiro do lado oposto ao do cruzamento e Márcio Araújo infiltrou de trás, no espaço entre os dois zagueiros leoninos, antecipando-se ao goleiro Magrão e desviando pro gol. No segundo, fez a jogada pela direita, Elton fechou com o zagueiro oposto e o ponta flamenguista oposto(Nixon) ganhou do lateral da cobertura por dentro e cabeceou pras redes. Tendo que propor o jogo, o Sport encontrou as mesmas dificuldades de sempre, principalmente porque tinha que reverter uma desvantagem de dois gols e pelo fato de que o Flamengo, postado no 4-1-4-1, fazia o encaixe perfeito no 4-2-3-1 do Sport e fixava os wingers nos laterais, de modo que muitas vezes o portador da bola tinha suas linhas de passe todas elas encaixadas e era obrigado a apostar em ligações diretas ou trocar passes lateralmente sem objetividade. A entrada de Danilo no lugar de Renê deu mais velocidade e mobilidade ao Sport, já que o camisa 6 estava inoperante ofensivamente. Danilo espetava bastante pelo flanco direito pra dar amplitude ao ataque junto com Patric que passou a se soltar ainda mais pela direita. Além do gol de falta, levou perigo entrando em diagonal pra segunda trave num cruzamento originário do flanco oposto e no final, participou da jogada do gol de Mike, tabelando com Patric na direita. Um empate heroico e injusto, pois o Flamengo foi muito superior tecnicamente e taticamente na partida.

Esquema utilizado na reta final do Campeonato Brasileiro, onde o Sport ficou 7 jogos sem perder. 4-3-3/4-1-4-1 que marcava em bloco baixo, de forma compacta e curta, com Joelinton alternando bem nos momentos de pressão nos zagueiros e no primeiro volante adversário, 4 jogadores da linha de meio balanceando pro lado da bola(winger oposto não balanceava por causa de sua referência fixamente individual no lateral adversário) pra proteger o lado atacado e a faixa central em caso de centralização de jogada por parte do adversário. O sistema de marcação voltou a ter aquela segurança e solidez característica do início do ano. Pela esquerda, Diego Souza só fazia o acompanhamento do lateral adversário até o trecho inicial da intermediária defensiva leonina, exigindo as compensações espaciais/diagonais de cobertura do espaço às costas de Renê para evitar o 2x1/inferioridade numérica no setor. Geralmente Danilo é quem passava a dar o auxílio direto à Renê nessas ocasiões, enquanto Diego Souza ficava projetado nas costas do lateral-direito quando este subia, para iniciar a transição defesa-ataque após a retomada. Ofensivamente, Diego Souza arma o time a partir da esquerda, busca a bola, vira o jogo, busca o drible e dá o passe de ruptura. Mike é a opção de linha de fundo/beirada de campo, mas também entra constantemente em diagonal pra buscar a rutpura na linha defensiva adversária e abrir o corredor pra Patric, centralizando quando a bola cai no lado contrário. Patric continua sendo a principal "válvula de escape" do time, indo bem no fundo, tendo ímpeto ofensivo, atacando o espaço vazio quando o ponta fecha por dentro e também entrando/tabelando na diagonal de fora pra dentro com Joelinton fazendo o pivô. Renê também subiu de produção ofensivamente, chegando com mais força ao ataque e criando boas situações quando corta a jogada pra dentro. Joelinton, além do ótimo trabalho de pivô e abertura de espaços pra ruptura da última linha, segura bem a bola na frente e finaliza forte. Jogador promissor para 2015.

Esquema utilizado na reta final do Campeonato Brasileiro, onde o Sport ficou 7 jogos sem perder. 4-3-3/4-1-4-1 que marcava em bloco baixo, de forma compacta e curta, com Joelinton alternando bem nos momentos de pressão nos zagueiros e no primeiro volante adversário, 4 jogadores da linha de meio balanceando pro lado da bola(winger oposto não balanceava por causa de sua referência fixamente individual no lateral adversário) pra proteger o lado atacado e a faixa central em caso de centralização de jogada por parte do adversário. O sistema de marcação voltou a ter aquela segurança e solidez característica do início do ano. Pela esquerda, Diego Souza só fazia o acompanhamento do lateral adversário até o trecho inicial da intermediária defensiva leonina, exigindo as compensações espaciais/diagonais de cobertura do espaço às costas de Renê para evitar o 2×1/inferioridade numérica no setor. Geralmente Danilo é quem passava a dar o auxílio direto à Renê nessas ocasiões, enquanto Diego Souza ficava projetado nas costas do lateral-direito quando este subia, para iniciar a transição defesa-ataque após a retomada. Ofensivamente, Diego Souza arma o time a partir da esquerda, busca a bola, vira o jogo, busca o drible e dá o passe de ruptura. Mike é a opção de linha de fundo/beirada de campo, mas também entra constantemente em diagonal pra buscar a rutpura na linha defensiva adversária e abrir o corredor pra Patric, centralizando quando a bola cai no lado contrário. Patric continua sendo a principal “válvula de escape” do time, indo bem no fundo, tendo ímpeto ofensivo, atacando o espaço vazio quando o ponta fecha por dentro e também entrando/tabelando na diagonal de fora pra dentro com Joelinton fazendo o pivô. Renê também subiu de produção ofensivamente, chegando com mais força ao ataque e criando boas situações quando corta a jogada pra dentro. Joelinton, além do ótimo trabalho de pivô e abertura de espaços pra ruptura da última linha, segura bem a bola na frente e finaliza forte. Jogador promissor para 2015.

 

No geral, um bom ano para o Leão da Praça da Bandeira. Início de ano meteórico, com dois títulos regionais, início de campanha promissor no Brasileirão, chegando a brigar por Libertadores, porém, sem forças para manter presente nessa briga. Outro momento que marcou o Leão e a carreira de Eduardo Baptista foi a sequência de 8 jogos sem vencer, inclusive com ameaça de rebaixamento(mesmo que um pouco mais de longe), porém, o time conseguiu dar a volta por cima e encerrar bem o campeonato em 11º lugar(por pouco não terminou no G-10). Outra boa novidade é a integração base-profissional, com mais chances pros atletas oriundo da base leonina no profissional(como Joelinton, Oswaldo, Ronaldo, Erico Junior e James Dean), além de Renê, que subiu em 2012, mas só veio ter regularidade e afirmação esse ano, e juntamente com Patric, foi um dos que Eduardo fez subir de produção. Nas categorias de base, têm se implantado um projeto que visa justamente essa integração e na formação dos jogadores, dar mais noção tática e aprimoramento técnico, além de formar um modelo de jogo similar ao profissional para facilitar a adaptação quando os mesmos sobem. No sub-20, viu-se por vezes o time marcando no 4-4-2 com compactação curta entre as linhas de defesa e meio e basculação defensiva bem realizada, e no sub-17 viu-se o 4-1-4-1 também com a compactação curta em bloco bem baixo, mais com curtíssima distância entre defesa e meio, centroavante compactando e fechando espaços na linha dos volantes, pontas acompanhando os laterais até o fim(apesar de ficarem fixos nos mesmos, de modo que só 4 componentes da linha de meio balançam pro lado atacado). Proposta reativa, assim como o profissional. Deste modo, as coisas ficam mais fáceis.

Eduardo Baptista é um treinador estudioso, muito dedicado ao clube, uma pessoa simples, humilde, de muito caráter e que sabe gerenciar muito bem um grupo, além de ser muito fiel às suas próprias convicções e não se deixar levar por opiniões alheias. Jovem, de primeira viagem, moderno, inteligente, muitos são os adjetivos que podem descrever Eduardo Baptista. Também vale destacar o bom trabalho da diretoria leonina, que montou um elenco jovem, já buscando formar uma base para que quando se termine uma temporada, já se tenha pelo menos 11 jogadores para iniciar a outra, e principalmente jogadores com vontade de crescer e úteis/versáteis taticamente, já que a versatilidade é quase requisito básico no futebol moderno. Além de ter mantido Eduardo Baptista quando muitos pediram sua saída, apostando a fundo no projeto de médio a longo prazo, o que é de se tirar o chapéu, já que demitir o treinador nas crises é uma prática muito comum no futebol brasileiro. Hoje, o Sport tem uma boa base pra começar 2015, mas não pode errar nas contratações pontuais. Porém, as expectativas são boas e de que pode mais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Análise tática: Atlético-PR 0 x 1 Sport!

Prancheta- Atlético PR 0 x 1 Sport

Eduardo Baptista deu um belo nó tático em Claudinei Oliveira na Arena da Baixada, com moderna proposta de jogo(o que não é novidade pra ninguém), na vitória do Sport em cima do Atlético-PR por 1 a 0, que fez o Leão da Praça da Bandeira chegar aos 44 pontos e praticamente evitar qualquer possibilidade de rebaixamento.
O time pernambucano foi a campo de forma um pouco diferente do habitual. Num 4-3-3/4-1-4-1 com Diego Souza e Mike compondo os lados do campo e tendo liberdade de entrar em diagonal em fase ofensiva(principalmente o primeiro citado), Joelinton centralizado no ataque e Danilo formando o tripé de meio ao lado de Rodrigo Mancha e Rithely, mas com bola também subindo e buscando dar apoio pelo lado esquerdo. Marcava de forma bem compactada, em bloco baixo, com 9 homens atrás da linha da bola e 4 componentes da linha de meio fazendo a basculação defensiva para o lado atacado, já que Mike e Diego Souza fixavam-se individualmente nos laterais atleticanos e o segundo citado compactava a linha de meio, mas tinha pouca participação ativa nessa fase defensiva até quando a bola caía pelo seu flanco, exigindo compensações espaciais e as diagonais de cobertura por parte dos volantes. Proposta claramente reativa, negava espaços à progressão vertical, impedia a ultrapassagem pela segunda linha por dentro e obrigava o time paranaense a trocar passes lateralmente, pois o CAP praticamente não tinha espaço para avançar e era forçado a jogar ainda mais pelos flancos, zona pelo qual o time tem jogadores agudos e de velocidade.
O CAP foi no habitual 4-2-3-1, fechando duas linhas de quatro(4-4-2), deixando Bady e Cléo mais à frente. Marcava em bloco médio/baixo, também caracterizando-se pela fixação dos seus wingers nos laterais adversários. Tentava propor o jogo, mas tinha muitas dificuldades de criar espaços para conseguir a penetração. O Sport tinha pouca posse/retenção de bola na frente e também não conseguia encaixar o contragolpe na primeira etapa(só chegando com efetividade em um lance).
O cenário mudou no segundo tempo após o gol de Diego Souza aos 9 minutos. O CAP partiu com tudo em busca do resultado e o Sport recuou ainda mais suas linhas. Eduardo Baptista buscou reforçar a marcação pelos extremos e colocou Diego Souza livre de esforços na recomposição defensiva e terminou o jogo com o lateral-esquerdo Igor Fernandes e o médio-volante Augusto César abertos na linha de 4 do meio e Wendel por dentro junto à Mancha e Rithely. O Furacão ainda teve a oportunidade de empatar desperdiçada por Cléo em cobrança de pênalti. Os paranaenses tentaram, mas esbarraram na compactação adversária e na própria falta de alternativas de movimentação ofensiva para chegar ao gol.
Nos flagrantes abaixo, observa-se alguns aspectos táticos apresentados pelas duas equipes:
Sport- 451 contra o CAP(1) Sport- 451 contra o CAP(2) Sport- Movimentação ofensiva contra o CAP(3) Sport- 451 contra o CAP(4)
No primeiro, terceiro e quarto flagrante, observa-se o balanceamento defensivo do Sport para o lado da bola, com 4 jogadores realizando esse movimento e sem a centralização do winger oposto para reduzir o espaço pelo meio, com o mesmo fixo individualmente no lateral adversário(no último flagrante o winger oposto ao do lado da bola não está acompanhando o lateral, mas também não participa da basculação defensiva, já que se prepara para cobrir o espaço paralelo à Renê na linha defensiva na grande área e encaixar em Marcelo, que se projeta naquele espaço). No segundo flagrante, observa-se a falta de intensidade/dedicação/participação defensiva de Diego Souza em situação que a bola cai pelo seu lado do campo. Marcelo recua um pouco para oferecer linha de passe vertical ao lateral-direito Sueliton e carrega Renê para fora da linha defensiva, enquanto que Sueliton busca a ultrapassagem para ocupar o espaço vazio e receber na frente. Diego Souza não acompanha o lateral nessa passagem(o mais lógico a se fazer pelo princípio do encaixe no setor) e exige a cobertura/compensação espacial de Rithely e de Danilo, de modo a gerar espaço pra posteriormente o próprio Marcelo vir em diagonal de fora pra dentro e receber de frente pra linha defensiva, em condições de arriscar de fora da área. No terceiro flagrante, acontece o mesmo. Diego Souza não dá combate efetivo em Sueliton e deixa bater lateral com lateral no 1×1, enquanto que Danilo fica atento para fazer a cobertura das costas de Renê, já que Marcelo dá sinais de que tentaria se projetar naquele espaço vazio. Nas duas primeiras imagens, também percebe-se um pouco da movimentação ofensiva do quarteto atleticano, com o winger do lado da bola abrindo pra trabalhar a jogada pelo flanco com o lateral, volantes sendo opção de reinício na intermediária ofensiva, o meia central buscando o posicionamento no entrelinhas, às costas dos volantes, Cléo fixo para dar profundidade e empurrar a linha defensiva para trás e o winger oposto fechando em diagonal e atraindo o lateral adversário.
Sport- 451 contra o CAP(3)
Em mais um exemplo, observa-se como a compensação espacial(diagonal de cobertura) dos volantes leoninos era bem feita. Bady se projeta para receber o passe nas costas de Renê na ponta-direita do ataque paranaense e atrai o zagueiro da esquerda(Durval) para a cobertura, enquanto que Marcos Guilherme centraliza pra atrair Patric, Cléo fecha no centro da área atraindo o zagueiro oposto e Marcelo busca dar opção de passe em profundidade no espaço vazio entre os dois zagueiros, mas Rithely faz bem a cobertura(princípio do encaixe no setor bem executado) e afunda com ele na linha defensiva.
Sport- Movimentação ofensiva contra o CAP(1) Sport- Movimentação ofensiva contra o CAP(2)
Na primeira imagem, Danilo faz a subida pelo flanco esquerdo, buscando a dobradinha com Diego Souza. Marcelo não volta recompondo o setor(o que comprova sua referência fixamente individual em Renê) e obriga o volante Devid a encostar na proximidade do setor da bola para travar a linha de passe mais próxima(Danilo) do portador da bola(Diego Souza). Na sequência da jogada, Diego Souza com sua qualidade/talento de passe e visão cirúrgica de jogo encontra Mike, que infiltra em diagonal curta, aproveitando o atraso do lateral-esquerdo Natanael pra fechar a cobertura por dentro e chega para cabecear no espaço paralelo ao zagueiro Cleberson. No segundo flagrante, Renê carrega em diagonal de fora pra dentro e Danilo faz a diagonal inversa para ocupar o espaço deixado pelo lateral na esquerda. Perceba a fixação individual do winger esquerdo paranaense em Patric, que espeta para dar amplitude pela direita e o winger permanece encaixado nele. Rodrigo Mancha recebe de frente pro gol paranaense e justamente no espaço entre os volantes e o winger esquerdo do Furacão. Ele encaixa o passe vertical para Joelinton, posicionado entre os zagueiros para gerar profundidade e prender os mesmos, que trabalha inteligentemente de costas pra marcação no pivô e aciona Mike(que centralizou para ser opção de passe entre as duas linhas de quatro adversárias e abrir o corredor direito pra Patric) que se projeta nas costas dos zagueiros na grande área e conclui pra defesa de Weverton. O ponta oposto leonino(Diego Souza) chega em diagonal esquerda-área pro rebote e acerta um belíssimo voleio para marcar.