Análise tática: Atlético-PR 0 x 1 Sport!

Prancheta- Atlético PR 0 x 1 Sport

Eduardo Baptista deu um belo nó tático em Claudinei Oliveira na Arena da Baixada, com moderna proposta de jogo(o que não é novidade pra ninguém), na vitória do Sport em cima do Atlético-PR por 1 a 0, que fez o Leão da Praça da Bandeira chegar aos 44 pontos e praticamente evitar qualquer possibilidade de rebaixamento.
O time pernambucano foi a campo de forma um pouco diferente do habitual. Num 4-3-3/4-1-4-1 com Diego Souza e Mike compondo os lados do campo e tendo liberdade de entrar em diagonal em fase ofensiva(principalmente o primeiro citado), Joelinton centralizado no ataque e Danilo formando o tripé de meio ao lado de Rodrigo Mancha e Rithely, mas com bola também subindo e buscando dar apoio pelo lado esquerdo. Marcava de forma bem compactada, em bloco baixo, com 9 homens atrás da linha da bola e 4 componentes da linha de meio fazendo a basculação defensiva para o lado atacado, já que Mike e Diego Souza fixavam-se individualmente nos laterais atleticanos e o segundo citado compactava a linha de meio, mas tinha pouca participação ativa nessa fase defensiva até quando a bola caía pelo seu flanco, exigindo compensações espaciais e as diagonais de cobertura por parte dos volantes. Proposta claramente reativa, negava espaços à progressão vertical, impedia a ultrapassagem pela segunda linha por dentro e obrigava o time paranaense a trocar passes lateralmente, pois o CAP praticamente não tinha espaço para avançar e era forçado a jogar ainda mais pelos flancos, zona pelo qual o time tem jogadores agudos e de velocidade.
O CAP foi no habitual 4-2-3-1, fechando duas linhas de quatro(4-4-2), deixando Bady e Cléo mais à frente. Marcava em bloco médio/baixo, também caracterizando-se pela fixação dos seus wingers nos laterais adversários. Tentava propor o jogo, mas tinha muitas dificuldades de criar espaços para conseguir a penetração. O Sport tinha pouca posse/retenção de bola na frente e também não conseguia encaixar o contragolpe na primeira etapa(só chegando com efetividade em um lance).
O cenário mudou no segundo tempo após o gol de Diego Souza aos 9 minutos. O CAP partiu com tudo em busca do resultado e o Sport recuou ainda mais suas linhas. Eduardo Baptista buscou reforçar a marcação pelos extremos e colocou Diego Souza livre de esforços na recomposição defensiva e terminou o jogo com o lateral-esquerdo Igor Fernandes e o médio-volante Augusto César abertos na linha de 4 do meio e Wendel por dentro junto à Mancha e Rithely. O Furacão ainda teve a oportunidade de empatar desperdiçada por Cléo em cobrança de pênalti. Os paranaenses tentaram, mas esbarraram na compactação adversária e na própria falta de alternativas de movimentação ofensiva para chegar ao gol.
Nos flagrantes abaixo, observa-se alguns aspectos táticos apresentados pelas duas equipes:
Sport- 451 contra o CAP(1) Sport- 451 contra o CAP(2) Sport- Movimentação ofensiva contra o CAP(3) Sport- 451 contra o CAP(4)
No primeiro, terceiro e quarto flagrante, observa-se o balanceamento defensivo do Sport para o lado da bola, com 4 jogadores realizando esse movimento e sem a centralização do winger oposto para reduzir o espaço pelo meio, com o mesmo fixo individualmente no lateral adversário(no último flagrante o winger oposto ao do lado da bola não está acompanhando o lateral, mas também não participa da basculação defensiva, já que se prepara para cobrir o espaço paralelo à Renê na linha defensiva na grande área e encaixar em Marcelo, que se projeta naquele espaço). No segundo flagrante, observa-se a falta de intensidade/dedicação/participação defensiva de Diego Souza em situação que a bola cai pelo seu lado do campo. Marcelo recua um pouco para oferecer linha de passe vertical ao lateral-direito Sueliton e carrega Renê para fora da linha defensiva, enquanto que Sueliton busca a ultrapassagem para ocupar o espaço vazio e receber na frente. Diego Souza não acompanha o lateral nessa passagem(o mais lógico a se fazer pelo princípio do encaixe no setor) e exige a cobertura/compensação espacial de Rithely e de Danilo, de modo a gerar espaço pra posteriormente o próprio Marcelo vir em diagonal de fora pra dentro e receber de frente pra linha defensiva, em condições de arriscar de fora da área. No terceiro flagrante, acontece o mesmo. Diego Souza não dá combate efetivo em Sueliton e deixa bater lateral com lateral no 1×1, enquanto que Danilo fica atento para fazer a cobertura das costas de Renê, já que Marcelo dá sinais de que tentaria se projetar naquele espaço vazio. Nas duas primeiras imagens, também percebe-se um pouco da movimentação ofensiva do quarteto atleticano, com o winger do lado da bola abrindo pra trabalhar a jogada pelo flanco com o lateral, volantes sendo opção de reinício na intermediária ofensiva, o meia central buscando o posicionamento no entrelinhas, às costas dos volantes, Cléo fixo para dar profundidade e empurrar a linha defensiva para trás e o winger oposto fechando em diagonal e atraindo o lateral adversário.
Sport- 451 contra o CAP(3)
Em mais um exemplo, observa-se como a compensação espacial(diagonal de cobertura) dos volantes leoninos era bem feita. Bady se projeta para receber o passe nas costas de Renê na ponta-direita do ataque paranaense e atrai o zagueiro da esquerda(Durval) para a cobertura, enquanto que Marcos Guilherme centraliza pra atrair Patric, Cléo fecha no centro da área atraindo o zagueiro oposto e Marcelo busca dar opção de passe em profundidade no espaço vazio entre os dois zagueiros, mas Rithely faz bem a cobertura(princípio do encaixe no setor bem executado) e afunda com ele na linha defensiva.
Sport- Movimentação ofensiva contra o CAP(1) Sport- Movimentação ofensiva contra o CAP(2)
Na primeira imagem, Danilo faz a subida pelo flanco esquerdo, buscando a dobradinha com Diego Souza. Marcelo não volta recompondo o setor(o que comprova sua referência fixamente individual em Renê) e obriga o volante Devid a encostar na proximidade do setor da bola para travar a linha de passe mais próxima(Danilo) do portador da bola(Diego Souza). Na sequência da jogada, Diego Souza com sua qualidade/talento de passe e visão cirúrgica de jogo encontra Mike, que infiltra em diagonal curta, aproveitando o atraso do lateral-esquerdo Natanael pra fechar a cobertura por dentro e chega para cabecear no espaço paralelo ao zagueiro Cleberson. No segundo flagrante, Renê carrega em diagonal de fora pra dentro e Danilo faz a diagonal inversa para ocupar o espaço deixado pelo lateral na esquerda. Perceba a fixação individual do winger esquerdo paranaense em Patric, que espeta para dar amplitude pela direita e o winger permanece encaixado nele. Rodrigo Mancha recebe de frente pro gol paranaense e justamente no espaço entre os volantes e o winger esquerdo do Furacão. Ele encaixa o passe vertical para Joelinton, posicionado entre os zagueiros para gerar profundidade e prender os mesmos, que trabalha inteligentemente de costas pra marcação no pivô e aciona Mike(que centralizou para ser opção de passe entre as duas linhas de quatro adversárias e abrir o corredor direito pra Patric) que se projeta nas costas dos zagueiros na grande área e conclui pra defesa de Weverton. O ponta oposto leonino(Diego Souza) chega em diagonal esquerda-área pro rebote e acerta um belíssimo voleio para marcar.

 

Análise tática: Sport 2 x 2 Flamengo!

Diagrama tático inicial da partida.

  Diagrama tático inicial da partida.

Na Arena Pernambuco, viu-se um jogo de total domínio tático do Flamengo o tempo inteiro. Trabalhando bem a posse de bola e marcando compactadamente sem a mesma. Jogava e literalmente não deixava o Sport jogar. A vitória por 2 a 0 do time carioca já parecia definida quando veio um verdadeiro milagre. Realmente inacreditável, mostrando que o futebol é realmente surpreendente e que o jogo só termina quando o juiz dá o apito final. Danilo(de falta) e Mike fizeram os gols do Sport que empatou o jogo aos 46 minutos do segundo tempo.
O Flamengo foi num 4-3-3, que virava 4-1-4-1 em fase defensiva. Marcava com agressividade, negando espaços, caracterizando-se pela compactação curta, dificultando a circulação da bola e o passe vertical do portador da bola, fechando suas linhas de passe e tendo um jogador para pressioná-lo mais de perto e buscava compactar-se em bloco médio/baixo, postado predominantemente dentro da própria intermediária defensiva. O 4-1-4-1 de Vanderlei Luxemburgo fazia o encaixe perfeito no Sport, com Cáceres marcando individualmente o meia-central leonino(primeiro Ibson, depois Régis), Canteros fechando com Rodrigo Mancha, Márcio Araújo cuidando de Rithely, e Elton fazendo o para-brisa defensivo, enquanto que Everton e Nixon voltavam com os laterais pernambucanos, tendo referência fixamente individual nos mesmos, sem fechar por dentro para balancear com os outro quatro componentes da linha de meio quando a bola caía no flanco oposto.
Com a posse de bola, o ponta flamenguista do lado da bola abria pra trabalhar jogada com o lateral e o oposto infiltrava na diagonal pra dentro, atraindo o lateral, enquanto que Canteros e Márcio Araújo se posicionavam à frente da segunda linha adversária para ser opção de retorno de jogada do lado pro meio. O Flamengo fazia a bola rodar no ataque, chegava com força pelos lados, tinha velocidade na transição defesa-ataque e retomava a bola com certa facilidade em campo defensivo pela grande quantidade de erros de passe e tomadas de decisão por parte do time do Sport. Com a saída de Nixon, Vanderlei Luxemburgo abriu Márcio Araújo pelo flanco direito e colocou Muralha no meio-campo.
O Sport foi no 4-2-3-1, usando Wendel mais aberto pelo flanco esquerdo, Ibson por dentro e Joelinton mais avançado na função que vinha sendo feita por Diego Souza(não jogou contra o Flamengo por suspensão). Em fase defensiva, marcava no 4-4-2, com as linhas mais recolhidas em bloco baixo, curta distância entre as linhas de defesa e meio, e inicialmente com a linha de meio fazendo corretamente a gangorra(basculação) para o lado atacado, preferencialmente para a esquerda defensiva, já que o Flamengo tinha maior posse de bola ofensiva pelo setor direito. Quando a bola caía em tal setor, Felipe Azevedo largava o lateral e centralizar para o balanço defensivo, mantendo o alinhamento no meio-campo. Porém, quando Ibson passou a atuar mais aberto(quando Régis entrou no lugar do sonolento e estático Wendel e assumiu a faixa central da linha de 3), os wingers leoninos passaram a se fixar individualmente nos laterais flamenguistas, deixando espaços entre o winger oposto e os volantes quando a bola caía pela beirada do campo.
Ofensivamente, o Sport não conseguia reter posse de bola na frente, trabalhava com posse lenta, sem objetividade, muitos erros de passe, ausência de movimentação para a formação de linhas de passe próximas(principalmente pelo fato de que o portador da bola tinha todas as suas opções de passe encaixadas nos seus respectivos setores), falhava na transição entre os setores, impossibilitando que o Leão conseguisse ter estratégia propositora. Régis conseguiu dar um pouco mais de mobilidade e velocidade no meio procurando arrancadas no entrelinhas adversário pelo centro, vindo de frente pra encarar a linha defensiva adversária, porém, muito pouco. Joelinton saía da área e procurava ser opção de passe para proteger na parede, porém, a ausência de espaços quando ficava de costas, a lentidão para girar e tomar decisão, além da quantidade excessiva de finalizações em situações que se poderia tentar trabalhar jogada matavam o dinamismo e estragavam muitas jogadas.
No segundo tempo, o cenário não se alterava. Sport tentando propor o jogo, mas com dificuldades de criar espaços, ultrapassar a congestionada linha de meio flamenguista e chegar na área. Limitava-se a trocar passes lateralmente pela ausência de linhas de passe verticais, o que deixava o jogo sem dinamismo e dificultava que a equipe conseguisse esboçar uma reação. Eduardo Baptista tentou ter mais rapidez e intensidade pela esquerda com o jovem Mike na vaga de Ibson, porém, a substituição que foi a chave para a vitória foi a entrada de Danilo no lugar de Renê. O camisa 14(que é lateral-esquerdo de origem, mas vinha atuando como winger nos outros jogos) passou a atuar mais espetado pelo flanco esquerdo, buscando a infiltração no espaço paralelo à linha defensiva adversária quando Mike fazia a diagonal curta e juntamente com Patric, tratava de dar mais amplitude ao ataque, já que muitas vezes, os dois laterais atacavam simultaneamente, empurrando os wingers cariocas para trás. Em participação, Danilo foi decisivo. Fez o primeiro gol numa belíssima cobrança de falta e também demonstrou mobilidade no segundo gol ao sair pra fazer 1-2 com Patric no setor direito em jogada que terminou com a conclusão de Mike, que chegou na diagonal esquerda-área para marcar.
Nos flagrantes abaixo, pode-se notar alguns dos aspectos táticos apresentados por Sport e Flamengo nesta partida:

Flamengo- Encaixe de marcação no meio-campo Flamengo- Basculação defensiva(1) Flamengo- Basculação defensiva(2)

No primeiro flagrante, pode-se observar o encaixa perfeito do Flamengo no meio-campo. Elton faz o para-brisa defensivo e os duelos individuais: Everton x Patric, Márcio Araújo x Rithely, Canteros x Rodrigo Mancha e Nixon x Renê. No segundo e terceiro flagrante observa-se a fixação dos wingers nos laterais do Sport, tendo sua movimentação defensiva ocorrente em função da movimentação ofensiva dos seus homens a serem marcados. No último flagrante, também pode-se observar novamente o encaixe do meio-campo e a perseguição de Cáceres em cima de Régis, que busca a movimentação entre as linhas de defesa e meio adversárias.

 

Flamengo- Análise tática do gol(Nixon) Flamengo- Análise tática do gol(Márcio Araújo) No lance do primeiro gol carioca, o Flamengo faz a virada centro-esquerda para o lateral Léo nas costas de Renê. Wendel usa bem do princípio do encaixe no setor e cobre o espaço que foi atacado pelo seu homem a ser marcado(Léo), porém, não consegue interceptar o cruzamento. Elton fecha em diagonal curta na área, atraindo o zagueiro da direita(Ewerton Páscoa), enquanto que Durval fica sem referência individual de marcação na área. Márcio Araújo vem de trás como elemento surpresa(nenhum dos volantes leoninos sequer acompanhou sua chegada e/ou afundou com o mesmo na área), infiltrando no espaço vazio entre os dois zagueiros e antecipando-se ao goleiro Magrão para marcar. Ataque aos espaços e chegada na frente para conclusão sempre foram características de Márcio Araújo quando o mesmo atua mais avançado no meio-campo. O segundo gol se originou de um contragolpe flamenguista, com uma virada de jogo para João Paulo na esquerda. Felipe Azevedo não conseguiu recompor a tempo e deixou bater lateral com lateral(João Paulo x Patric) no 1×1. Elton atrai o zagueiro oposto(Durval) no centro da área e Nixon traça a diagonal curta, Renê não consegue acompanhá-lo e o ponta flamenguista cabeceia sem chances para Magrão.

Sport- Basculação defensiva contra o Flamengo(4) Sport- Basculação defensiva contra o Flamengo(3) Sport- Basculação defensiva contra o Flamengo(2) Sport- Basculação defensiva contra o Flamengo Nos três últimos flagrantes, observa-se o correto balanceamento defensivo em função da bola pra proteger o lado onde a pelota está com o time adversário, contando com a centralização do winger oposto. Detalhe para o terceiro flagrante onde percebe-se a boa execução do princípio do encaixe no setor pelo lado esquerdo da defesa, enquanto que Elton tenta dar profundidade e empurrar a linha defensiva para trás(assim como no segundo flagrante) e Patric encaixa no winger esquerdo flamenguista que faz o movimento de centralização quando a bola cai no lado oposto. No primeiro flagrante, observa-se o caso mais comum após o Sport sofrer o segundo gol. Somente três jogadores da linha de meio balanceiam defensivamente, enquanto que o winger oposto faz o encaixe fixo no setor em cima do lateral oposto.

Análise tática: Sport 0 x 1 Goiás!

Prancheta- Sport 0 x 1 Goiás.
Na Ilha do Retiro, Goiás e Sport também fizeram um jogo de bom nível tático. O rubro-negro teve maior domínio territorial e mais oportunidades na primeira etapa, porém, o Goiás passou a jogar com mais imposição de estilo e na intermediária ofensiva do Sport no segundo tempo, e sabendo aproveitar a chance, bateu os donos da casa por 1 a 0, com gol de Esquerdinha.
O Sport foi no mesmo 4-2-3-1 do jogo contra o Botafogo, tendo apenas a volta de Durval à zaga. Tentava propor o jogo, movimentar-se para criar espaços vazios a serem atacados e chegar com força pelos lados do campo, principalmente pela direita com Felipe Azevedo buscando as investidas direcionadas à linha de fundo nas costas do lateral-esquerdo Felipe Saturnino. Sem a posse de bola, marcava no 4-4-2 em linhas, deixando Ibson e Diego Souza mais à frente. Posicionamento defensivo predominantemente em bloco baixo, linhas postadas dentro da própria intermediária defensiva e balanceando corretamente para o lado da bola, com a centralização do winger oposto para bascular com a linha de meio. Nos flagrantes abaixo, observa-se algumas movimentações ofensivas interessantes apresentadas pelo Leão da Ilha nessa partida:
Diego Souza recua para receber na intermediária ofensiva e carrega um dos zagueiros do Goiás para bem longe da linha defensiva. Deu o lançamento para Felipe Azevedo, que conquistou a vitória pessoal pra cima de Felipe Azevedo e atraiu o zagueiro do lado esquerdo pra cobertura, enquanto que Ananias fecha em diagonal pra área e atrai o lateral-direito Felipe Macedo, gerando o espaço ao centro, que deveria ser ocupado numa tendência natural pelo zagueiro da direita, porém, este saiu para caçar Diego Souza no meio-campo. Ibson aprofunda ao centro e inteligentemente entra na área para atacar o vazio, e o volante David não consegue acompanhá-lo até o final.

Diego Souza recua para receber na intermediária ofensiva e carrega um dos zagueiros do Goiás para bem longe da linha defensiva. Deu o lançamento para Felipe Azevedo, que conquistou a vitória pessoal pra cima de Felipe Azevedo e atraiu o zagueiro do lado esquerdo pra cobertura, enquanto que Ananias fecha em diagonal pra área e atrai o lateral-direito Felipe Macedo, gerando o espaço ao centro, que deveria ser ocupado numa tendência natural pelo zagueiro da direita, porém, este saiu para caçar Diego Souza no meio-campo. Ibson aprofunda ao centro e inteligentemente entra na área para atacar o vazio, e o volante David não consegue acompanhá-lo até o final.

Felipe Azevedo novamente ganha no 1x1 contra Felipe Saturnino e balança a linha defensiva do Goiás, atraindo o zagueiro da cobertura, enquanto que novamente Ananias fecha no facão pra atrair o lateral da cobertura por dentro. Diego Souza posiciona-se mais afastado da linha defesa goiana e vem de trás para ser opção de passe para Felipe Azevedo. Talvez a melhor alternativa para Diego Souza seria ocupar o imenso espaço vazio deixado entre os dois zagueiros na grande área, pois poderia receber em melhores condições para marcar.

Felipe Azevedo novamente ganha no 1×1 contra Felipe Saturnino e balança a linha defensiva do Goiás, atraindo o zagueiro da cobertura, enquanto que novamente Ananias fecha no facão pra atrair o lateral da cobertura por dentro. Diego Souza posiciona-se mais afastado da linha defesa goiana e vem de trás para ser opção de passe para Felipe Azevedo. Talvez a melhor alternativa para Diego Souza seria ocupar o imenso espaço vazio deixado entre os dois zagueiros na grande área, pois poderia receber em melhores condições para marcar.

O mesmo movimento que Ananias fazia quando a bola caía no flanco direito, ocorre com Felipe Azevedo quando a bola caía na esquerda. Ele fechava em diagonal pra área pra atrair o lateral e ser opção pro cruzamento junto com Diego Souza(que no lance entra na área vindo de trás), só que posicionando-se mais para a segunda trave.

O mesmo movimento que Ananias fazia quando a bola caía no flanco direito, ocorre com Felipe Azevedo quando a bola caía na esquerda. Ele fechava em diagonal pra área pra atrair o lateral e ser opção pro cruzamento junto com Diego Souza(que no lance entra na área vindo de trás), só que posicionando-se mais para a segunda trave.

Felipe Azevedo fica bem aberto na lateral e aciona Patric, que entra na diagonal curta no espaço entre Felipe Saturnino e o zagueiro da esquerda, que sai para a cobertura. Ananias atrai o lateral oposto e Diego Souza "prende" o zagueiro da direita, deixando um grande espaçamento entre os dois zagueiros. Ibson novamente aprofunda e infiltra no espaço vazio na área.

Felipe Azevedo fica bem aberto na lateral e aciona Patric, que entra na diagonal curta no espaço entre Felipe Saturnino e o zagueiro da esquerda, que sai para a cobertura. Ananias atrai o lateral oposto e Diego Souza “prende” o zagueiro da direita, deixando um grande espaçamento entre os dois zagueiros. Ibson novamente aprofunda e infiltra no espaço vazio na área.

Ibson balanceia ofensivamente para o lado esquerdo para tabelar com Renê e Ananias fecha em diagonal para o meio, "trancando" o zagueiro da direita, enquanto que Diego Souza prende o zagueiro da esquerda e Felipe Azevedo atrai o lateral-esquerdo Lima para gerar o corredor pra Patric aparecer e ser opção de virada de jogo(porém, no lance, foi bem acompanhando individualmente por Samuel). Renê carrega o lateral-direito Felipe Macedo um pouco para fora do setor e Ibson faz a diagonal de ruptura no espaço aberto pela movimentação de Ananias, recebendo em boas condições para concluir em gol, já que novamente David não consegue acompanhá-lo até o fim.

Ibson balanceia ofensivamente para o lado esquerdo para tabelar com Renê e Ananias fecha em diagonal para o meio, “trancando” o zagueiro da direita, enquanto que Diego Souza prende o zagueiro da esquerda e Felipe Azevedo atrai o lateral-esquerdo Lima para gerar o corredor pra Patric aparecer e ser opção de virada de jogo(porém, no lance, foi bem acompanhando individualmente por Samuel). Renê carrega o lateral-direito Felipe Macedo um pouco para fora do setor e Ibson faz a diagonal de ruptura no espaço aberto pela movimentação de Ananias, recebendo em boas condições para concluir em gol, já que novamente David não consegue acompanhá-lo até o fim.

Ananias(que no lance caiu mais pelo setor direito), fez a diagonal curta pra criar uma linha de passe mais próxima à Patric, o portador da bola, carregando o zagueiro da esquerda pra fora do setor e "limpando" a zona para Patric buscar o passe diagonal para o pivô de Neto Baiano na área ou uma possível tabela/1-2 com o mesmo.

Ananias(que no lance caiu mais pelo setor direito), fez a diagonal curta pra criar uma linha de passe mais próxima à Patric, o portador da bola, carregando o zagueiro da esquerda pra fora do setor e “limpando” a zona para Patric buscar o passe diagonal para o pivô de Neto Baiano na área ou uma possível tabela/1-2 com o mesmo.

O Goiás também posicionou-se no 4-2-3-1, marcando em duas linhas de quatro, porém, adotando proposta de jogo reativa/contragolpista, posicionando-se defensivamente com alternância de bloco médio para baixo e com referência fixamente individual dos wingers Samuel e Thiago Mendes nos laterais do Sport. Nos contra-ataques, tentava usar bastante da dobra em cima da marcação, sempre com um jogador ultrapassando nas costas do jogador rubro-negro que estava marcando o portador da bola mais de perto, para ser opção de esticada/passe em profundidade ou simplesmente distrair o marcador, dando mais espaço e tempo para o homem da bola progredir/carregar em sentido diagonal de fora pra dentro.
No primeiro tempo, o time goiano teve dificuldades para encaixar o contragolpe, mas passaram a ter mais força transicional na segunda etapa, onde passaram a adiantar mais a marcação, avançando suas primeiras linhas para negar espaço a partir da intermediária defensiva do Sport, subindo os encaixes e contando com o “para-brisa” de Erik na tentativa de pressionar os zagueiros leoninos. Com essas subidas de pressão, o Esmeraldino bloqueava a transição do Sport da defesa para o ataque e forçava o lançamento longo na ligação direta, já que os homens de frente pouco se movimentavam para criar linhas de passe próximas, compactar em campo defensivo na saída de bola e tentar uma saída mais limpa e organizada. O Goiás ganhava a maioria das primeiras e segundas bolas e passava a jogar com mais intensidade, movimentação, tomando a bola com mais facilidade, explorando a lenta transição defensiva do Sport quando o time pernambucano perdia a posse de bola para acelerar os contragolpes, criando mais espaços e tendo mais agressividade com a bola nos pés. Ricardo Drubscky inverteu o posicionamento de Thiago Mendes e Samuel, colocou Lima no lugar de Felipe Saturnino para dar mais equilíbrio e consistência defensiva na lateral-esquerda e passou a usar mais da flutuação de Esquerdinha, que balanceava para os lados, buscava a recepção em espaços mortos pelo meio e progredia verticalmente procurando o drible, arrancada e aproximação pelo meio. Erik se posicionava no limite da linha de zagueiros do Sport, mas procurava os deslocamentos em diagonais curtas pros lados, buscava ser opção de passe nas costas do marcador do homem da bola e com suas movimentações também abria espaços no sistema defensivo adversário, como pode-se observar na situação abaixo:
Goiás tinha a bola pela esquerda e Lima centralizou a jogada com Esquerdinha, que posicionou-se no espaço morto gerado pelo balanceamento defensivo de Rodrigo Mancha para o setor da bola, já que Ronaldo se atrasou na recomposição defensiva pelo meio. Erik se posiciona no limite da linha dos zagueiros e faz a diagonal curta centro-esquerda entre Henrique Mattos e Durval, atraindo este último para fora do setor e gerando o espaço para Esquerdinha progredir verticalmente em alta velocidade no entrelinhas rubro-negro e chegar na entrada da área para concluir em gol.

Goiás tinha a bola pela esquerda e Lima centralizou a jogada com Esquerdinha, que posicionou-se no espaço morto gerado pelo balanceamento defensivo de Rodrigo Mancha para o setor da bola, já que Ronaldo se atrasou na recomposição defensiva pelo meio. Erik se posiciona no limite da linha dos zagueiros e faz a diagonal curta centro-esquerda entre Henrique Mattos e Durval, atraindo este último para fora do setor e gerando o espaço para Esquerdinha progredir verticalmente em alta velocidade no entrelinhas rubro-negro e chegar na entrada da área para concluir em gol.

O Sport perdeu em criatividade e dinâmica com a saída de Ibson. Eduardo Baptista recuou Diego Souza para a meia-central do 4-2-3-1, deixando Neto Baiano na referência do ataque, com Ananias mais aberto pela direita e Erico Junior pela esquerda, porém, com a entrada de Danilo na vaga de Ananias, Erico Junior foi para a direita, enquanto que Danilo entrou pra fazer a esquerda na linha de 3. Apostando em velocidade, Eduardo Baptista não teve êxito em suas tentativas e encontrou muitas dificuldades para furar o compacto e fechado sistema defensivo do Goiás, que lhe negava espaços à penetração e buscava a saída em velocidade na transição. No final, o Goiás aproveitou a oportunidade e marcou com Esquerdinha, aproveitando a falha do lateral-esquerdo Renê na cobertura dos zagueiros na área.

 

 

Análise tática: Sport 1 x 2 Vitória!

Prancheta- Sport 1 x 2 Vitória.

O Sport somou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro e deixou o grupo dos 10 primeiros colocados pela primeira vez. Desta vez, foi derrotado pelo seu algoz da Copa Sul-Americana, o Vitória, dentro da Ilha do Retiro por 2 a 1.

O Leão da Ilha entrou no habitual 4-2-3-1, só que usando Diego Souza novamente na referência. O camisa 87 mais uma vez não conseguiu dar a mobilidade necessária no setor ofensivo. O gol do time baiano aos 49 segundos de jogo acabou quebrando/alterando toda a estratégia e planejamento de Eduardo Baptista para a partida. O Sport demonstrou dificuldades na transição entre os setores, com muitos erros de passes e saída de bola, além da recomposição/transição defensiva lenta, demorando a fechar-se totalmente atrás da linha da bola e balancear para o lado atacado com suas duas linhas de quatro, postadas em bloco baixo, dentro da própria intermediária, dando espaços para a progressão adversária e sem agressividade/indução ao erro na marcação.

Ofensivamente, Ibson circulava e balanceava do centro pra esquerda, podendo inverter com Ananias e formar um pequeno triângulo no setor com o último citado e Renê. Enquanto que Patric fechava por dentro quando a bola caía no lado oposto e ia no facão em diagonal pra área para atrair o lateral do lado oposto ao da bola que fechava na cobertura por dentro. Diego Souza ficava mais fixo entre os zagueiros pra bola aérea, o que de certo modo limitava sua participação, já que saindo mais da área e carregando marcadores para fora do setor original, certamente teria mais utilidade, pois abriria espaços pras infiltrações de Patric em diagonal nos espaços vazios. Porém, tirando Patric, o setor ofensivo do Sport não tinha um jogador atacador de espaços da última linha adversária. Abaixo, duas movimentações do time pernambucano:

Sport- Movimentação ofensiva contra o Vitória(1)

Ibson balanceou ofensivamente pra esquerda, formando uma sociedade triangular com Renê e Ananias, que infiltrou nas costas do lateral como opção de passe em profundidade para o portador da bola(Ibson). Nesse instante, Diego Souza atrai o lateral-esquerdo adversário na área e tenta a diagonal curta no espaço entre ele e um dos zagueiros. Patric deixa o lado direito e fecha por dentro pra gerar o corredor pra Vitor, que no lance, já estava sendo acompanhado individualmente por Vinicius.

Análise tática- Gol do Sport(Diego Souza)

No lance do gol leonino, o lateral-esquerdo Juan foi subir pressão ao centro na intermediária, distante da linha defensiva baiana. Patric apresentou-se no espaço vazio e recebeu o passe com liberdade, balançando a defesa do Vitória. Ibson fez o movimento fechando pra dentro da área pra atrair o zagueiro e Diego Souza traçou a diagonal pra segunda trave para completar.

Dentro da sua proposta de jogo, o Vitória trabalhou com inteligência em suas ações. Jogo reativo, buscando a saída em velocidade no contragolpe 4-4-2 em linhas compacto sem a bola, bloco baixo, negando espaços da linha de meio-campo pra trás, marcação ativa dentro do próprio campo, com Marcinho voltando à direita pra fechar o primeiro combate no setor, deixando Edno e Dinei mais à frente. Os wingers do Vitória fixavam-se individualmente nos laterais do Sport e defensivamente apenas o acompanhavam e dentro do setor, enquanto que os dois volantes basculavam para o lado da bola. Com a bola, Marcinho centralizava pra armar o jogo, cadenciar, ajudar na circulação da bola e trabalhar a posse com as linhas de passe próximas, enquanto que Vinicius buscava o drible pra cima de Vitor e explorar as costas do mesmo. Edno e Dinei também eram usados para prender/reter posse de bola em campo ofensivo, deslocando-se para os lados do campo para receber passe vertical em profundidade, fazendo o trabalho de costas pra marcação no pivô(na maioria das vezes eram mais rápidos no deslocamento e chegavam na frente dos zagueiros da equipe pernambucana) e ganhando boa parte dos lançamentos vindo dos zagueiros e do goleiro Gatito Fernández nas ligações diretas. Reter a bola no ataque também era uma forma de neutralizar o jogo, aproveitar o nervosismo adversário e ao mesmo tempo jogá-lo para longe do campo defensivo baiano. Abaixo, um pouco do posicionamento/movimentação do ataque do Vitória na situação de jogo que originou o gol de Dinei:

Análise tática- Gol do Vitória(Dinei).

Vinicius fecha em diagonal pra área, topando com Henrique Mattos na primeira trave, enquanto que Juan ataca o corredor esquerdo e chega no fundo pra cruzar. Edno fica no centro da área encaixado por Durval e Dinei tenta pular às costas de Renê na segunda trave, no espaço entre ele e Durval.

Na segunda etapa, o Vitória recuou ainda mais suas linhas, porém, perdeu a efetividade nos contragolpes. E o Sport tentou melhorar sua dinâmica recuando Patric pra lateral-direita e colocando Felipe Azevedo mais avançado pela direita. Também tirou Diego Souza para a entrada de Neto Baiano(substituição muito criticada pela torcida) e tentou melhorar a criatividade e chegada à frente com Zé Mário alinhando-se à Rithely no lugar de Wendel no meio-campo. Porém, o time leonino esbarrou na própria falta de criatividade e eficiência nas fases finais de conclusão. Talvez, recuar Diego Souza para a meia-central do 4-2-3-1 e dar mais liberdade de flutuação do mesmo a partir do entrelinhas tivesse sido uma boa alternativa. Merecido triunfo do Vitória, que jogou com inteligência estratégica para construir e assegurar o resultado.

 

Análise tática: Chapecoense 3 x 1 Sport!

Prancheta- Chapecoense 3 x 1 Sport.

Na estreia de Jorginho no comando da Chapecoense, o Verdão do Oeste venceu o Sport por 3 a 1 na Arena Condá, contando com dois gols do zagueiro Douglas Grolli. O time catarinense mostrou mais consistência defensiva e melhor definição e execução de seu plano de jogo para garantir o resultado. 
 
O 4-2-3-1 do Sport buscava o ataque com mais densidade pelo flanco esquerdo, buscando a superioridade numérica no setor, com a aproximação de Ibson ou Wendel para tabelar ou oferecer linha de passe(inclusive nas cobranças de lateral). Inicialmente tentava propor o jogo e encontrava espaços para a progressão em campo ofensivo, porém, passou a ter dificuldades de criar espaços e progredir com perigo quando a Chapecoense acertou a marcação. 
 
Sem a bola, o Leão da Ilha fechava duas linhas de quatro, deixando Felipe Azevedo e Ibson mais à frente, assim como no jogo contra o Santos. Porém, diferentemente da partida diante do Peixe, o Sport não adiantou a marcação para bloquear espaços na saída de jogo adversária e forçar o erro. Marcava em bloco baixo, sem agressividade na marcação, dando espaços para a progressão adversária na intermediária defensiva rubro-negra e os wingers muitas vezes se limitavam a marcar os laterais dentro do setor, de modo que não centralizavam para fazer o balanceamento da linha de meio para o lado atacado quando a bola estava no flanco oposto. Assim, a Chapecoense encontrava espaços para virar o jogo principalmente da direita para a esquerda, com Tiago Luis ocupando o espaço paralelo aos volantes leoninos, recebendo muitas vezes de frente para a linha defensiva e com liberdade para arriscar de fora da área. 
 
A Chapecoense se postava num 4-3-1-2 losango, marcando em bloco médio/baixo, com 7 jogadores participando mais ativamente da marcação, tripé de volantes basculando de acordo com a movimentação da bola para proteger o lado atacado, tentando reduzir os espaços do portador da bola e travar as linhas de passe próximas. Se o Sport tivesse utilizado das trocas de lado e inversões da esquerda pra direita com mais rapidez, talvez tivesse encontrando mais espaços para chegar ao gol adversário, já que os volantes adversários balanceavam para o lado da bola e o tridente ofensivo formado por Camilo, Tiago Luis e Leandro praticamente não participava da fase defensiva, logo, o Sport teria grande possibilidade de fazer 2×1 na virada com Patric e Erico Junior pra cima de Rodrigo Biro. Quando o Leão da Ilha atacava pela esquerda, Felipe Azevedo se deslocava dava opção de enfiada por cima mais à frente pelo lado ou buscava o entrelinhas para a recepção do passe curto em diagonal, às costas dos volantes catarinenses. Porém, na maioria das vezes, não conseguia dar continuidade à jogada na ponta, e ao centro, um dos zagueiros deixava a linha defensiva e saía na caça setorial curta ao atacante rubro-negro, que em quase todas as vezes recebia de costas pra marcação e não conseguia fazer o giro. 
 
Nas ligações diretas do Sport, a Chapecoense ganhava quase todas as primeiras bolas pelo fato da altura de seus zagueiros ser incomparavelmente maior à de Felipe Azevedo(1.74), que foi usado novamente por Eduardo Baptista mais à frente. Também ganhava a maioria das segundas bolas e rebotes ofensivos na intermediária, já que os volantes do Sport ficavam muito distantes e muitas vezes não saíam pra disputa, de forma que a bola quase sempre caía nos pés dos volantes da Chape, que já tinham a opção de iniciar a transição defesa-ataque. No ataque catarinense, Leandro tinha muita mobilidade. Saía bastante da área, procurava os lados do campo, dava opção de esticada, fazia o pivô, protegia bem de costas pra marcação usando de sua estatura e força física, buscava as aproximações. Tiago Luis gostava de circular por dentro, caindo pela meia-esquerda e transitando entre as linhas de meio e ataque. 
 
Após o gol de Douglas Grolli no final do primeiro tempo, Eduardo Baptista voltou com Vitor no lugar de Erico Junior. O camisa 2 atuou na lateral e Patric foi avançado para fazer o lado direito da linha de 3 do 4-2-3-1, assim como na volta do primeiro pro segundo tempo do jogo com o Santos. Porém, a Chapecoense marcou logo aos 17 segundos da segunda etapa, numa aparição de Leandro chegando à linha de fundo pelo lado direito do ataque e Tiago Luis se projetando na área e aparecendo na segunda trave para concluir, aproveitando a falha de Vitor na cobertura dos zagueiros por dentro. 
 
O gol quebrou a estratégia do Sport e a Chapecoense adotou proposta reativa, recuando suas linhas, compactando-se e fechando os espaços na intermediária, e procurando a saída em velocidade no contragolpe ou retenção de bola em campo ofensivo com a movimentação e a parede de Leandro. O Sport tinha dificuldades para criar e faltavam alternativas para atacar. Limitava-se a trocar passes lateralmente e tentar abrir o jogo do centro pro lado e cruzar na área, porém, os cruzamentos eram facilmente cortados. Ibson passou a recuar mais para buscar bola com os volantes em campo defensivo e tentar ajudar na organização da saída de bola. O Leão da Ilha ainda conseguiu descontar de pênalti com Felipe Azevedo, num lance em que Patric fechou em diagonal pra área quando a bola caiu no lado oposto. Movimento este que também foi bem executado contra o Santos. Porém, depois do gol, não conseguiu mais sequer reter bola no ataque para tentar agredir o adversário. E no final, a Chapecoense fez mais um com Douglas Grolli, aproveitando a escorada na segunda trave em jogada ensaiada numa falta cobrada por Camilo. 

Análise tática: Náutico 2 x 1 Ceará!

Prancheta- Náutico 2 x 1 Ceará.

Na vitória por 2 a 1 contra o Ceará, o Náutico foi no 4-3-3, sem referência fixa no comando de ataque, geralmente com Crislan mais aberto pela direita e Cañete mais pelo centro. Tinha proposta reativa, num sistema bem fechado, compactando-se em bloco médio/baixo, normalmente na própria intermediária no 4-1-4-1, negando espaços e buscando a saída em velocidade no contragolpe. Por vezes tentava apertar a marcação para dificultar a transição cearense, normalmente com Vinicius pressionando alto os volantes adversários pela faixa central.

 Caracterizava-se pela intensidade e velocidade na transição defesa-ataque, saindo com muita rapidez após a recuperação de bola em campo defensivo. Crislan entrava na diagonal e Rafael Cruz atacava o corredor e era opção para virar o jogo e abrir o campo. Cañete saía da área para buscar jogo e dar opção de passe curto ao portador da bola e abria pelos flancos, enquanto que outros ocupavam o espaço mais à frente e topavam com a linha defensiva cearense. Principalmente Crislan quando ia de fora pra dentro e Vinicius, que chegava muito na área, carregava a transição pelo meio e participava ativamente das ações ofensivas, movimentando-se intensamente e circulando entre as linhas de meio e ataque muitas vezes. Um dos gols alvi-rubros veio de uma saída rápida da defesa para o ataque, onde Sassá se movimentou inteligentemente, projetando-se no facão em diagonal e aparecendo às costas da linha defensiva do Ceará para concluir. A proposta reativa do Timbu foi reforçada após o primeiro gol da equipe. Nos escanteios defensivos, o Náutico marcava individualmente no bolo da área, com um jogador(Vinicius) marcando a zona na primeira trave.
O Ceará se posicionou no habitual 4-4-2 em linhas, porém, pela necessidade de propor o jogo e tentar atacar/agredir o Náutico, acabou deixando muitos espaços na intermediária defensiva. Troca de ação ofensiva-defensiva e transição ataque-defesa com muita lentidão, e sistema defensivo exposto aos agudos e acelerados contra-ataques pernambucanos. Nem de longe lembrava aquele Ceará da Copa do Brasil, que tinha como principais virtudes a agressividade na marcação independente da altura dos blocos, compactação curta e balanceamento perfeito das linhas para o lado atacado. Porém, era até previsível que isso fosse acontecer pelas circunstâncias do jogo.
O jogo do Vozão era de posse e progressão em campo ofensivo. Virava bem o jogo da direita para a esquerda, com Nikão abrindo pra trabalhar com Samuel Xavier pelo lado da bola, Eduardo fechando por dentro na intermediária ofensiva, enquanto que Vicente atacava o espaço no setor esquerdo e cruzava procurando a movimentação de Bill entre os zagueiros para a escorada. Em situações em que Ricardinho era o portador da bola e não sofria pressão mais próxima de jogadores alvi-rubros, o Ceará conseguia ter mais criatividade, usando da inteligência, visão de jogo e qualidade na enfiada do camisa 8. Ricardinho procurava a movimentação de Magno Alves no entre-linhas, dando opção para tentar a recepção às costas dos volantes. Em uma ocasião, Ricardinho deu um lançamento vertical buscando a ruptura nas costas da defesa do Náutico. Bill traçou a diagonal curta, se projetou às costas dos zagueiros porém, não conseguiu concluir bem em gol.
A entrada de Lima no lugar de Bill na segunda etapa, deu mais mobilidade ao ataque do Ceará. Lima procurava espaços para fazer o pivô, buscava o entrelinhas para tabelar e oferecer linha de passe e escorava bem a primeira bola nas ligações diretas. O Náutico recuou ainda mais suas linhas, se fechando em campo defensivo e procurando retenção de bola quando estava em campo ofensivo. Os cearenses ainda descontaram com Magno Alves, porém, não conseguiram o empate.

Análise tática: Sport 3 x 1 Santos!

Heatmap- Felipe Azevedo(Sport x Santos).

 Na vitória por 3 a 1 diante do Santos, o Sport voltou a ter novamente a compactação defensiva que é pilar desse time comandado por Eduardo Baptista, que desta vez, escalou a equipe sem um centroavante fixo no 4-2-3-1, deixando Neto Baiano no banco e utilizando Felipe Azevedo mais à frente, saindo bastante da área para gerar espaços, procurando as jogadas pelos lados e oferecendo linha de passe curta ao portador da bola na ponta. No heatmap acima, pode-se observar a movimentação de Azevedo, se deslocando preferencialmente para o flanco esquerdo do ataque.

Sport- Compactação curta, duas linhas de 4, balanceamento defensivo.

Sem a bola, o Sport marcava num 4-4-2, com Ibson e Felipe Azevedo pressionando os volantes e zagueiros na saída de bola santista mais ao centro, iniciando a marcação em bloco médio-alto, subindo os encaixes dos wingers em cima dos laterais adversários quando o Santos tentava abrir o jogo em campo defensivo ou buscar a saída pelos lados. A marcação rubro-negra caracterizava-se pela compactação curta entre as linhas de defesa e meio, balanceamento das mesmas em função da movimentação da bola e de acordo com a progressão adversária na intermediária defensiva leonina, recolhia suas linhas e colocava 8 jogadores atrás da linha da bola, deixando Felipe Azevedo e Ibson mais à frente, sem auxiliar tanto na compactação da equipe em campo defensivo, apesar de que Ibson também ajudava nas recuperações/retomadas de bola após as perdas da pelota ainda em campo ofensivo, cortando algumas possibilidades de transição ofensiva adversária.

O Santos se portava num 4-1-4-1, marcando em duas linhas e com bola, Arouca tendo liberdade de transitar entre as intermediárias, chegando mais à frente, subindo pelo lado esquerdo do ataque por vezes, puxando a transição defesa-ataque pela faixa central e dando o passe mais na frente; Lucas Lima indo de fora pra dentro, recuando e encostando nos volantes para receber mais atrás na intermediária ofensiva, procurando o arranque vertical e a movimentação entre as linhas de meio e ataque. O lado direito, o mais forte do ataque santista, que costuma ter as ultrapassagens de Cicinho por fora e por dentro, também buscando a tabela na diagonal pro meio foi anulado pelo técnico Eduardo Baptista que usou Danilo(jogador de muita força, preparo físico e velocidade) para acompanhar Cicinho no setor e bloquear a saída com o mesmo. O Alvi-Negro Praiano tinha dificuldades para propor o jogo e encaixar o passe vertical entre-linhas diante das compactas linhas pernambucanas, limitando-se muitas vezes a trocar passes lateralmente em campo defensivo ou nos trechos iniciais do campo ofensivo, sem movimentações de maior destaque para tentar criar espaços na defesa adversária. Só conseguia chegar com maior perigo nos contra-ataques e foi em um destes que saiu na frente, com  Arouca dando o passe de ruptura e acionando Thiago Ribeiro pelo lado esquerdo da área nas costas de Patric, conseguindo a vitória pessoal pra cima do zagueiro da cobertura(Ferron) e tocando na saída de Magrão.
Inicialmente, o Leão da Ilha tentava atacar preferencialmente pelos flancos, porém, apresentava dificuldades para manter posse de bola e circulação da mesma no campo de ataque e os erros de passe/tomada de decisão nas jogadas, também dificultavam a ruptura na defesa adversária. Até que Patric deixou tudo igual no placar em inteligente movimentação. Intensidade, mobilidade e ocupação de espaços são características essenciais de Patric.
Análise tática- Gol do Sport(Patric).
Sport rouba a bola ainda em campo ofensivo com Durval. Danilo carrega e tem a opção do passe em profundidade para Renê, que se projeta paralelamente em direção à linha de fundo. Porém, o camisa 14 opta pelo cruzamento. 4 jogadores leoninos se apresentam, igualando numericamente com a quantidade de defensores santistas. Patric infiltra de trás, atacando o espaço entre dois jogadores e cabeceando sem chances de defesa para o goleiro Aranha.

Para a segunda etapa, Eduardo Baptista sacou Erico Junior para a entrada de Vitor, que atuou mais recuado(na lateral-direita), avançando Patric para atuar como winger no 4-2-3-1 e forçar pra cima do lateral-esquerdo Zé Carlos, que se mostrava vulnerável defensivamente. E a estratégia deu certo. Em outra movimentação inteligente, Patric virou o jogo para o Leão.

Análise tática- Gol do Sport(Patric) 3

Em cobrança de falta ainda em campo defensivo, Durval(que é muito forte nesse recurso de ligação direta) fez um ótimo lançamento diagonal para Patric, que infiltrou no facão em diagonal, penetrando entre Zé Carlos(lateral do extremo oposto ao do lançamento que basculou com a linha defensiva no lance) e David Braz para finalizar para as redes. Essa jogada já tinha dado certo contra o Atlético-MG, onde o winger do flanco direito/oposto(no jogo em questão era Felipe Azevedo) fez movimento semelhante para receber e marcar. Aliás, já tinha sido testada até mesmo contra o Botafogo com lançamento de Durval pra Erico Junior, porém, sem o mesmo êxito.

Com o gol adversário, Enderson Moreira saiu do 4-1-4-1 e mudou para o 4-2-3-1, com a entrada de Gabriel na vaga de Alan Santos. Gabigol passou a atuar mais aberto pela direita, “empurrando” Lucas Lima para a faixa central do campo, com o intuito de dar mais liberdade para o mesmo. Também tentava forçar pela esquerda com as arrancadas de Rildo pra cima de Vitor. O Sport reforçou proposta reativa/contragolpista, buscando se compactar na intermediária, com entrega total de seus jogadores na marcação e sair em velocidade no contra-ataque. Passou a ter um poder transicional maior, encontrando mais espaços na defesa santista. Ficou visível que sem um centroavante fixo, o time fica mais leve, móvel, rápido e mais efetivo nos contra-ataques, o que é ideal para quando se precisa jogar em velocidade e no erro adversário. Depois do sufoco com dois gols santistas anulados e ainda situações perigosas criadas pelo adversário na bola aérea ofensiva, o Sport matou o jogo nos minutos finais, com mais um de Patric, em rápida puxada de contra-golpe.

Análise tática- Gol do Sport(Patric) 2.

Danilo carrega pela direita e aciona Patric em profundidade nas costas da defesa. Arouca se desloca para acompanhar o camisa 12 rubro-negro e abre o espaço para a infiltração de Felipe Azevedo, livre de marcação pelo meio da área, dando opção de cruzamento/passe rasteiro, pois estava bem posicionado para possivelmente concluir. Azevedo, além da mobilidade, também buscava dar opção de passe vertical nos contragolpes e se projetar nas costas da marcação. No lance, Patric conseguiu se desvencilhar da marcação de Arouca e finalizar cruzado, no canto direito do goleiro Aranha.